Abrir menu principal

Alterações

1 750 bytes adicionados, 00h52min de 29 de setembro de 2015
Os microRNAs (miRNAs) são pequenos RNAs dupla-fita endógenos, com aproximadamente [[nucleotídeos]], cuja principal função é atuar como silenciadores pós-transcricionais, pois pareiam-se com [[mRNA]]<nowiki/>s específicos e regulam sua estabilidade e tradução. São pequenos RNAs não codificantes. Cada miRNA pode ter centenas ou milhares de alvos, e um mRNA pode ser inibido por diferentes miRNA. <ref name=":0">{{Citar periódico|titulo = Expression of the microRNA regulators Drosha, Dicer and Ago2 in non-small cell lung carcinomas|url = http://link.springer.com/article/10.1007/s13402-015-0231-y|jornal = Cellular Oncology|data = 2015-07-31|issn = 2211-3428|paginas = 307-317|volume = 38|numero = 4|doi = 10.1007/s13402-015-0231-y|idioma = en|primeiro = E.|ultimo = Prodromaki|coautores = A.}}</ref>
 
 
== ASPECTOS GERAIS ==
podem ser divididos em três grandes grupos, em função de seu tamanho. Os dois
primeiros correspondem às moléculas bem conservadas entre as espécies, sendo
eles (1) MicroRNA (ou miRNA) e [[RNA interferente|RNA de interferência]] (ou siRNA, do inglês ''Small interfering RNA)'' e (2)
RNA nucleolares pequenos (ou snoRNA, do inglês ''small nucleolar RNAs''), com tamanhos entre aproximadamente 20 a 30 e
60 a 300 nucleotídeos, respectivamente. O terceiro grupo é representado pelos (3)
associadas e função biológica reduzem os limites entre os grupos de ncRNA e
dificultam sua classificação. Apesar de miRNA e siRNA constituírem um único
grupo de ncRNA em função de seu tamanho, estrutura, biogêneseebiogênese e mecanismo de
ação semelhantes e ampla distribuição filogenética e fisiológica, eles podem
ser diferenciados principalmente em função e por sua origem: enquanto os miRNA
são tidos como endógenos, ou seja, como produtos do genoma do próprio
organismo, os siRNA são considerados primariamente de origem exógena, sendo
derivados diretamente de vírus, transposons ou transgenes. <ref name=":1" /><ref name=":2" /><ref name=":3">{{Citar periódico|titulo = Epigenetics: a landscape takes shape|url = http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/17320500|jornal = Cell|data = 2007-02-23|issn = 0092-8674|pmid = 17320500|paginas = 635-638|volume = 128|numero = 4|doi = 10.1016/j.cell.2007.02.006|primeiro = Aaron D.|ultimo = Goldberg|coautores = C. David}}</ref>
 
Os
com cerca de 22 nucleotídeos (nt), que atuam como reguladores da expressão
gênica em plantas e animais, ao nível pós-transcricional através da clivagem de
um RNA mensageiro (mRNA) alvo ou da repressão da tradução. (<ref name=":3)." />
 
O
primeiro miRNA, ''lin-4'', foi descrito em 1993 pelo grupo de Rosalind Lee
associado à regulação do desenvolvimento larval de ''[[Caenorhabditis elegans]]'' (''C.
elegans''). ''lin-4'' regulava negativamente o nível da proteína ''LIN-14''
(da primeira fase larvar), criando uma diminuição da expressão da mesma ao
Verificou-se que este miRNA atuava ao nível pós-transcricional e apresentava
complementaridade parcial com a região 3’ não traduzida (3’-UTR) do mRNA ''LIN-41''
.<ref name=":2" /><ref name=":4">{{Citar periódico|titulo = An abundant class of tiny RNAs with probable regulatory roles in Caenorhabditis elegans|url = http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11679671|jornal = Science (New York, N.Y.)|data = 2001-10-26|issn = 0036-8075|pmid = 11679671|paginas = 858-862|volume = 294|numero = 5543|doi = 10.1126/science.1065062|primeiro = N. C.|ultimo = Lau|coautores = L. P.}}</ref><ref name=":5">{{Citar periódico|titulo = An extensive class of small RNAs in Caenorhabditis elegans|url = http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/11679672|jornal = Science (New York, N.Y.)|data = 2001-10-26|issn = 0036-8075|pmid = 11679672|paginas = 862-864|volume = 294|numero = 5543|doi = 10.1126/science.1065329|primeiro = R. C.|ultimo = Lee|coautores = V.}}</ref>
(3, 5, 6).
 
A existência
de genes homólogos no genoma humano, de ''[[Drosophila melanogaster|Drosophila]]''
e de outros doze animais bilaterais, permitiu supor que os miRNAs seriam uma
classe com funções reguladoras amplas em muitas espécies diferentes.
informação e facilitar a atribuição de nomes a novos miRNA levou ao desenvolvimento
de um banco de dados de microRNA – o miRNA Registry, atualmente conhecido como
[[miRBase]]. <ref name=":4" /><ref name=":5" /><ref>{{citar periódico|ultimo = Ambros V|primeiro = Lee RC|titulo = The C. elegans heterochronic gene lin-4 encodes small RNAs with antisense complementarity to lin-14.|jornal = Cell|doi = 8252621|url = http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=7-%09LEE%2C+R.+C.%3B+FEINBAUM%2C+R.+L.%3B+AMBROS%2C+V.+The+C.+elegans+heterochronic+gene+lin%274+encodes+small+RNAs+with+antisense+complementarity+to+lin%2714.+Cell%2C+v.+75%2C+p.+843%2C+1993.|acessadoem = 15 de setembro de 2015}}</ref><ref name=":6">{{Citar periódico|titulo = The microRNA Registry|url = http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/14681370|jornal = Nucleic Acids Research|data = 2004-01-01|issn = 1362-4962|pmid = 14681370|paginas = D109-111|volume = 32|numero = Database issue|doi = 10.1093/nar/gkh023|primeiro = Sam|ultimo = Griffiths-Jones}}</ref>
miRBase (5, 6, 7, 8).
 
Até o momento, mais
de 17000 sequências de miRNAs em mais de 140 espécies diferentes foram
catalogadas no ''miRBase''<nowiki> (http://www.mirbase.org/), número este que tem</nowiki>
aumentado exponencialmente, e nos últimos três anos quase triplicou (8). <ref name=":6" />
 
Em
derivam de unidades de transcrição independentes. Por outro lado, uma minoria
significativa destes miRNA tem suas sequências codificadas em íntrons de
[[pré-mRNA]], não possuindo um promotor próprio. Nestes casos, é esperada uma
expressão coordenada de um miRNA e uma proteína derivados do mesmo pré-mRNA,
compondo um cenário de regulação mais simplificado. Contudo, se coexpressos,
tanto o mRNA quanto o miRNA teriam a mesma orientação, o que não se observa na
prática. Em outras palavras, o que de fato acontece, pelo menos em ''C. elegans'', é a expressão independente
dos miRNAs de regiões intrônicas em relação aos mRNA previstos. (<ref name=":2" /><ref name=":3," 4)./>
 
Um grande
para capturar miRNA, enquanto outros apontam para aspectos da estrutura destas
moléculas, como a falta de um quadro aberto de leitura (ou ORF, do inglês ''open reading frame'') que permitisse
identificar um candidato a gene. Várias hipóteses existem, mas nenhuma ainda responde satisfatoriamente esta questão. <ref name=":2" /><ref name=":3" />
 
satisfatoriamente esta questão (3, 4). <ref name=":0" />
= Referências =
6

edições