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'''Mário de Melo Kertész''', ou simplesmente '''MK''' , ([[Salvador (Bahia)|Salvador]], [[21 de março]] de [[1946]]) é um [[político]]<ref name="ufba">[http://www.cult.ufba.br/arquivos/cult_polcult_86_89.pdf Políticas culturais de Salvador na gestão Mário Kertész (1986-1989)] (páginas 1 a 4)</ref>, [[professor]], [[administrador de empresas]], [[empresário]] e [[radialista]] [[brasil]]eiro, filho de [[judeu]]s, pai [[húngaro]] e mãe [[amazonense]].
Mário Kertész é formado em [[Administração de Empresas]] pela [[Universidade Federal da Bahia]], pós-graduado na [[Espanha]] e na [[França]]. Como professor, lecionou Introdução à [[Administração]] na faculdade onde estudou, [[Universidade Federal da Bahia|UFBA]]. Fala cinco idiomas: [[Brasil|português]], [[França|francês]], [[Espanha|espanhol]], [[Estados Unidos da América|inglês]] e [[Itália|italiano]].
 
Mário Kertész tem cinco filhos: [[Maria Eduarda Kertész]] (Duda), presidente de uma empresa <ref>[http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0992/noticias/sai-uma-entra-outra]</ref> e, em abril de 2012, capa da Revista Veja<ref> [http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/personalidade/34850,executiva-duda-kertesz-filha-de-mario-e-capa-da-veja-desta-semana.html]</ref>, Francisco (Chico), diretor geral do [[Grupo Metrópole]], Sérgio, Mariana e Marcelo, que assina o projeto gráfico do [[Jornal da Metrópole]].
 
==Vida pública==
É novamente candidato à prefeitura de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], em 1992. Perde a eleição para [[Lídice da Mata]] e abandona a carreira política para se dedicar à iniciativa privada.
 
Atendendo ao convite do [[PMDB]], filia-se ao partido em 2011, e é lançado como candidato a Prefeito de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], após 19 anos afastado da vida político-partidária.
 
Nas eleições de 2012 fica apenas na terceira colocação no primeiro turno e rompe com o PMDB, que apoia o candidato carlista ACM Neto, para apoiar o candidato do PT, Nelson Pelegrino.
Mário Kertész foi [[Lista de prefeitos de Salvador|prefeito da cidade de Salvador]] por duas vezes.<ref name="ufba"/> Sua primeira gestão, entre [[1979]] e [[1981]], foi como [[prefeito biônico]], indicado pelo então governador [[Antônio Carlos Magalhães]] em seu segundo governo.<ref name="ufba"/> As principais obras e realizações desta primeira administração foram a criação da Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador), responsável pela coleta de lixo da cidade e da Transur (Companhia de Transportes Urbanos de Salvador), todas em 1979. Mais tarde, em 1997 a Transur seria extinta.
 
Voltou à prefeitura sendo eleito [[Democracia|democraticamente]] em 15 de novembro de [[1985]], já rompido com [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]]<ref name="ufba"/>, campanha idealizada pelo publicitário baiano [[Duda Mendonça]]. Recebeu o apoio de [[Waldir Pires]]<ref name="ufba"/>, na época ministro da Previdência, e do então senador e correligionário [[Fernando Henrique Cardoso]], derrotado no mesmo ano em [[São Paulo]] por [[Jânio Quadros]]. Assumiu em 1 de janeiro de [[1986]]<ref name="ufba"/> para um mandato atípico de 3 anos.
 
Foi nesta segunda administração que Mário Kertész realizou as obras projetadas por [[Lina Bo Bardi]] e pelo arquiteto carioca [[João Filgueiras Lima]], o "Lelé". Dentre outras, o [[Palácio Tomé de Sousa]], sede atual da Prefeitura de Salvador, construída em aço e vidro em 14 dias e inaugurada em 16 de maio de 1986; instalação da Fábrica de Cidades, FAEC, numa área de 140.000 m<sup>2</sup>, com objetivo de produzir peças de argamassa armada em larga escala, destinadas à construção de diversos equipamentos comunitários com qualidade, rapidez e baixo custo, como escolas municipais construídas em argamassa armada; criação, em fevereiro de 1986, da [[Empresa de Turismo de Salvador|EMTURSA]] atual [[Saltur]] e da Prodasal (Companhia de Processamento de Dados de Salvador); criação do Diário Oficial do Município <ref>http://www.salvador.ba.gov.br/Paginas/Publicacoes_diariooficial.aspx</ref>
 
==Faec/Servia/Engepar==
Durante a segunda gestão de Mário Kertész a empreiteira Sérvia, por meio de concorrência pública, foi contratada pela [[Fábrica de Cidades|FAEC]] para fornecimento de material e mão-de-obra, sendo sucedida pela Engepar, do mesmo grupo. Antes do término do seu mandato, a Engepar muda de dono e Kertész decide rescindir o contrato com a empresa. Após o rompimento com Fernando José, seu sucessor, Kertész foi sistematicamente atacado por supostas irregularidades nesta contratação, embora existissem contratos semelhantes com outras empreiteiras sem qualquer questionamento.
 
Dias após tomar posse, Fernando José contrata novamente a Engepar, porém sem abrir concorrência pública e, por essa razão, em agosto de [[1989]], rescinde o contrato, fechando as portas da [[Fábrica de Cidades|FAEC]], sem aviso nem acordo com os empregados. O então prefeito Fernando José sucateia a FAEC, empresa responsável pelo projeto do primeiro [[Hospital Sarah]] do Brasil, resultando em grande prejuízo ao patrimônio municipal.
 
A respeito do caso Faec/Servia/Engepar, Mário Kertész teve sua gestão investigada pelo [[Tribunal de Contas da União]] e, após inquérito, foi excluído de todos os processos, com a concordância da Procuradoria do Município na gestão de Fernando José{{carece de fontes}}, que não constatou nenhuma irregularidade nos atos de Mário Kertész durante seu mandato. Teve o caso reaberto pelo Ministério Público, em [[1991]], que reconheceu a inocência.
 
==Experiência como radialista e a aquisição de rádios==
Presidido por seu fundador, João Falcão, militante comunista, o jornal da Bahia nasceu e cresceu como oposição à ditadura e a Antônio Carlos Magalhães. Entrou em declínio quando foi vendido, em 1983, ao próprio [[Antonio Carlos Magalhães|ACM]], que sempre fez de tudo para fechá-lo. O fim da ditadura militar e a venda ao principal opositor, fez com que o Jornal da Bahia perdesse aquilo que seduzia e estimulava seus leitores, o que agravou sobremodo a sua já combalida situação financeira.<ref>[http://www.istoe.com.br/reportagens/41890_UMA+VOCACAO+TIRANICA Revista Isto É Independente - Brasil. "Uma vocação tirânica" (Página acessada em 02 de setembro de 2012)]</ref>
 
Em 1990, em meio à crise, os acionistas resolveram contratar um executivo fora do seu corpo administrativo. Mário Kertész foi eleito em assembléia para o cargo de Presidente da Diretoria Executiva, com mandato de dois anos, sendo reeleito uma única vez. Nesse período, entre [[1990]] e [[1994]], MK, seguindo o exemplo do [[jornal Notícias Populares]] de [[São Paulo]], mudou a linha editorial do Jornal da Bahia, tornando-a mais popular, reduziu o número de páginas e instalou sua redação no mesmo prédio da então Rádio Cidade, como forma de reduzir custos.
 
Tais esforços foram praticamente anulados pela recessão econômica que se abateu sobre o País, resultado da hiper inflação (1.200% a.a) deixada pelo governo José Sarney e pelo confisco monetário decretado no governo de [[Fernando Collor]], fatores determinantes para o fechamento do jornal em fevereiro de [[1994]].
*[http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/personalidade/34850,executiva-duda-kertesz-filha-de-mario-e-capa-da-veja-desta-semana.html Filha de Mário e Capa da Veja]
 
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