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Alterações

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Em agosto de 2011, a S&P rebaixou a nota dos títulos dos [[Estados Unidos]], que por muito tempo mantiveram a classificação AAA.<ref name=controversy/>
Desde o segundo trimestre de 2010, pelo menos uma das ''Big Three'' rebaixou os títulos da dívida da [[Grécia]], de [[Portugal]] e da [[Irlanda]] ao ''status'' de "[[títulos podres|lixo]]" - e muitos analistas da [[UE]] acreditam que esse movimento tenha turbinado a [[Crise da dívida pública da Zona Euro|crise europeia da dívida soberana]]. Em janeiro de 2012, em meio à persistente instabilidade da [[zona euro]], a S&P ainda rebaixou nove países da zona, retirando da [[França]] e da [[Áustria]] a classificação de triplo A.<ref name=controversy/>
 
== Funcionamento ==
As agências atribuem as [[nota de risco|notas de risco de crédito]] não apenas a estados nacionais, mas também entidades subnacionais e [[empresa]]s, especialmente bancos. O objetivo da classificação é mostrar a capacidade de pagamento de [[dívida]]s (valor total e juros) no prazo prometido - ou seja, mostrar a capacidade de o [[emissor]] cumprir seu contrato no prazo prometido.
 
Em novembro de 2013, empresas de rating de cinco países ([[Companhia Portuguesa de Rating|CPR]] de Portugal, CARE Rating da Índia, GCR da África do Sul, MARC da Malásia e SR Rating do Brasil) formaram uma [[joint venture]], lançando a [[ARC Ratings]], uma nova agência global, apresentada como alternativa às "Big Three".<ref>''[[Reuters]]'', 12 de novembro de 2013, [http://in.reuters.com/article/2013/11/12/credit-ratings-agency-idINDEE9AB0AQ20131112 "Credit ratings organisations from five countries are launching a new global agency, touting it as an alternative to the Big Three agencies which they say no longer meet the needs of the new globalised world. In a statement on Tuesday, ARC Ratings said the agency would launch in London as a joint venture between CPR of Portugal, CARE Rating of India, GCR of South Africa, MARC of Malaysia, and Brazil's SR Rating."]</ref>
 
Em setembro de 2015, a [[Standard & Poor's]] rebaixou o grau de investimento do Brasil. Segundo o economista [[José Antonio Ocampo]], professor da [[Universidade de Columbia]] e ex-ministro das Finanças da [[Colômbia]], a S&P errou, pois o país não tem problemas para pagar suas dívidas - ainda que o ajuste [[política fiscal|fiscal]] promovido pelo governo brasileiro seja exagerado e, segundo ele, vá aprofundar a [[recessão]]. "A função das agências é prever o comportamento dos [[títulos da dívida pública|bônus]] no longo prazo, e não atuar de modo oportunista numa crise". Ocampo disse ainda que esse tipo de erro confirma "a péssima imagem" que ele tem das agências de classificação de risco - por seu histórico de erros. Na mesma linha, o também economista [[Luiz Gonzaga Belluzzo]], ex-­secretário de Política Econômica do [[Ministério da Fazenda (Brasil)|Ministério da Fazenda]] e professor da [[Unicamp]], as agências de ''[[rating]]'' ainda são reverenciadas, embora já devessem ter perdido sua credibilidade desde a desastrada atuação que tiveram no período que antecedeu a [[crise econômica de 2008|crise de 2008]].<ref>[http://jornalggn.com.br/noticia/economistas-discordam-de-avaliacao-da-sp Economistas discordam de avaliação da S&P]. ''GGN'', 11 de setembro de 2015.</ref>
== Notas ==