Diferenças entre edições de "Camelô"

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[[Ficheiro:RuaDoOuvidor.JPG|thumb|300px|Camelôs atrapalhando a circulação de pedestres e veículos no [[Rio de Janeiro]]]]
 
Um '''vendedor ambulante''', no Brasil comumente chamado '''camelô''', é um [[comerciante]]s de rua geralmente parte da [[economia informal]] ou clandestina, com banca improvisada, em especial nas grandes [[cidade]]s.
 
A palavra ''camelô'' é um [[galicismo]] (provém de ''camelot'', em francês, "vendedor de artigos de pouco valor") e muitas vezes é substituída por "marreteiro". Camelô e ambulante não são sinônimos, só que o primeiro termo é uma denominação popular e o segundo é uma designação utilizada em legislação que regula o exercício de vendas em um ponto fixo ou em movimento, que podem se diferenciar.
 
== Status legal ==
Os camelôs são muitas vezes combatidos pelas autoridades governamentais, entrando frequentemente em conflito aberto com estas, uma vez que, segundo estas autoridades eles:
 
* Vendem produtos muitas vezes contrabandeados e de qualidade duvidosa (normalmente importados da [[Ásia]]), ou então produtos piratas/falsificados, copiando marcas e mídias com [[direitos de autor]], e em muitos casos vendem até mesmo produtos roubados <ref>[http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/01/26/camelodromo-local-de-irregularidades-923615339.asp Camelódromo do Rio vende produtos contrabandeados, falsificados e roubados]</ref><ref>[http://extra.globo.com/casos-de-policia/policia-prende-8-receptadores-de-produtos-roubados-no-camelodromo-da-uruguaiana-entre-eles-um-ex-pm-7279286.html Polícia prende 8 receptadores de produtos roubados no camelódromo da Uruguaiana, entre eles um ex-PM]</ref>;
* Fazem mau uso do espaço público (ocupando as calçadas e atravessando a livre passagem dos transeuntes);
* Não pagam impostos, ao contrário dos lojistas licenciados (crimes de Sonegação de Impostos e Concorrência Desleal). No [[Brasil]], em 2011, estimava-se que há uma sonegação de R$ 30 milhões de impostos por ano somente com a venda de camisas e tênis pirateados. Dois milhões de empregos formais deixam de ser gerados com o mercado de produtos piratas <ref>[http://oglobo.globo.com/rio/mat/2011/01/26/apos-camelodromo-da-uruguaiana-operacao-contra-pirataria-vai-chegar-ao-mercadao-de-madureira-923609390.asp Prejuízo causado pela pirataria]</ref> ;
* Em alguns casos, roubam água e luz da rede pública para iluminação da sua banca ou para a produção de alimentos;
* Atentam contra a saúde pública, quando vendem alimentos sem procedência comprovada, com prazo de validade e condições de conservação desconhecidas, ou quando vendem produtos para uso corporal falsificados que podem causar danos físicos ao consumidor.
 
Também são considerados um reflexo de eventuais crescimentos do [[desemprego]], embora seu modo de vida não seja considerado desemprego e sim [[subemprego]].
 
== Comércio informal nas cidades brasileiras ==
=== São Paulo ===
[[Ficheiro:CentroRua SP225 de março (2008).jpg|thumb|right|200pxdireita|Tráfego de consumidores e camelôs na [[ZonaRua Central25 de Março]], em [[São Paulo|Centro de (cidade)|São Paulo]].]]
[[Ficheiro:RioDowntown-CCBYSACamelódromo em Aparecida SP.jpg|thumb|right|200pxdireita|Um [[Centrocamelódromo]] dona Riocidade de Janeiro[[Aparecida]], [[São Paulo]].]]
O comércio informal em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]] se concentra nos locais onde há maior tráfego de pedestres, em especial os arredores de estações de metrô e terminais de ônibus, bem como os grandes centros de comércio popular como o [[Brás (distrito de São Paulo)|Brás]], o [[Bom Retiro]] e a região da [[rua 25 de Março]]. Áreas históricas da cidade como a região do [[Vale do Anhangabaú|Anhangabaú]] já foram também locais de grande concentração de comércio ambulante mas, devido a iniciativas de regulamentação das últimas gestões na prefeitura, o número de camelôs nessa área tem diminuído muito, embora ainda seja possível encontrar alguns, muitas vezes vendendo produtos [[pirataria|piratas]]. Nas [[bairro nobre|áreas nobres]] da cidade praticamente não há comércio ambulante.
[[Ficheiro:PracaSete.jpg|thumb|right|200px|[[Centro de Belo Horizonte]].]]
 
O comércio informal em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]] se concentra nos locais onde há maior tráfego de pedestres, em especial os arredores de estações de metrô e terminais de ônibus, bem como os grandes centros de comércio popular como o [[Brás]], o [[Bom Retiro]] e a região da [[rua 25 de Março]]. Áreas históricas da cidade como a região do [[Vale do Anhangabaú|Anhangabaú]] já foram também locais de grande concentração de comércio ambulante mas, devido a iniciativas de regulamentação das últimas gestões na prefeitura, o número de camelôs nessa área tem diminuído muito, embora ainda seja possível encontrar alguns, muitas vezes vendendo produtos [[pirataria|piratas]]. Nas [[bairro nobre|áreas nobres]] da cidade praticamente não há comércio ambulante.
 
=== Rio de Janeiro ===
Em [[São José do Rio Preto]], cidade do [[interior paulista]], a localização do comércio se concentra em praça pública no centro da cidade. Os camelôs negociam uma grande variedade de artigos, de várias origens, principalmente produtos provenientes do [[Paraguai]] e [[São Paulo (cidade)|São Paulo]]. Há um projeto da [[prefeitura]], em andamento, em que se construirá um shopping popular para que esses trabalhadores possam deixar de ser informais.
 
== {{Ver também}} ==
{{Referências}}
{{Commonscat|Street vendors}}
 
* [[Camelódromo]]
== {{Ver também}} ==
* [[Direitos de autor]]
* [[Mercado cinza]]
* [[Pirataria moderna]]
* [[Xing Ling]]
 
{{Referências}}
 
{{Pirataria}}
{{Portal3|Brasil|Economia}}
 
{{DEFAULTSORT:Camelo}}
{{Commonscat|Street vendors}}
 
[[Categoria:Economia do Brasil]]