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A criação dessas entidades geográfico-históricas, no contexto do século XIX, teve forte impacto político, reforçando a crença de que aquelas áreas periféricas do [[Império Austríaco]] eram, ''[[de jure]]'', parte do território italiano. Assim, as denominações propostas por Ascoli para as Três Venezas logo foram assumidas pelos [[Italia irredenta|irredentistas italianos]], que pretendiam a anexação do [[Trentino]], bem como do [[Litoral austríaco]], da cidade portuária de [[Rijeka|Fiume]] e da [[Dalmácia]] à Itália.
 
A Itália anexou a ''Venezia Euganea'' em 1866, após a [[Guerra Austro-Prussiana|Terceira Guerra da Independência Italiana]] ([[Paz de Praga (1866)]] e um controverso plebiscito. A ''Venezia Giulia'' e a ''Venezia Tridentina'' passaram a ser parte da [[Reino da Itália (1861–1946)|Itália]] em 1919, logo após a [[Primeira Guerra Mundial]]. As denominações ''Venezia Giulia'' e ''Venezia Tridentina'' tornaram-se oficiais, aplicando-se aos territórios que a Itália obtivera da [[Áustria-Hungria]], mediante os tratados de [[Tratado de Saint-Germain-en-Laye|Saint-Germain-en-Laye]] (1919) e [[Tratado de Rapallo (1920)|Rapallo]] (1920). Assim, a nomenclatura de Ascoli substitui as antigas denominações, [[Tirol]] e [[Litoral austríaco]].
 
Depois da [[Segunda Guerra Mundial]], a Itália conserva a maior parte das Três Venezas, mas perde o vale do [[ Isonzo|Alto Isonzo]] juntamente com a parte leste de [[Gorizia]] (depois chamada [[Nova Gorica]]), a cidade de [[Fiume]], a maior parte da região de [[Carso]] e a maior parte da [[Ístria]] para a [[Iugoslávia]] ([[Tratado de Paris (1947)]]. As áreas de Trieste (''Zona A'') e noroestre da [[Ístria]] (''Zona B'') constituíram o [[Território Livre de Trieste]]: em 1954, a Itália reanexou a Zona A, enquanto a Zona B foi cedida à Iugoslávia.