Diferenças entre edições de "Revolution (canção de The Beatles)"

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'''''“Revolution”''''' é uma canção dos Beatles composta por [[John Lennon]], creditada à dupla Lennon-McCartney, e lançada no Lado B do single ''Hey Jude/Revolution'' de [[1968]]. A canção é considerada uma das precursoras do [[Hard rock|Hard Rock]] com guitarras distorcidas, berros, e uma bateria forte e constante.
 
== Origens da Criação ==
A canção foi escrita durante a [[meditação transcendental]] em ''Rishkesh'' na [[Índia]], e foi inspirada na situação global da época como a revolta estudantil em [[Paris]], a [[Guerra do Vietnã]] e o assassinato de [[Martin Luther King]], o que se tornou peça chave na carreira pós-Beatles de John.
 
[[John Lennon]] irritado com as divergências, gravou essa versão mais rápida e cheia de fúria. Porém, nesse trecho da entrevista para o "[[The Beatles Anthology]]," John ainda mostrava seu ressentimento sobre a primeira versão: ''"Eles disseram que não era rápida o bastante e se pensar nos detalhes, se seria um hit ou não, talvez estivessem certos. Mas os Beatles poderiam ter colocado a versão lenta no single, sem se importar se seria um [[disco de ouro]] ou de madeira. Mas por causa daquela irritação com a Yoko e o fato de eu estar tendo uma criação dominante como nos velhos tempos depois de andar apagado por 2 anos causaram atritos. Eu estava acordado novamente e eles não estavam acostumados."''
 
=== Letra ===
A letra é explicitamente [[política]] e adverte sobre o significado da palavra [[revolução]] nos trechos:
 
Nessa versão ele já estava decidido sobre sua posição no termo ''“revolução”'' como dito em entrevista de [[1980]]: ''“Se me quisessem para promover violência, me tire fora. Se me querem nas [[barricada]]s, que seja com flores nas mãos.”''
 
=== Gravação ===
A canção traz uma [[distorção]] nunca vista em nenhuma outra canção dos Beatles.
Para conseguir tal efeito, foi adicionado um pedal de efeitos ''“[[fuzzer]]”'' direto entre o amplificador e a mesa de som do [[Abbey Road Studios]] e tocado com todos os ponteiros de captação no máximo e depois diminuídos na pós-produção.
John Lennon adicionou 2 faixas de vocal nesse dia. Ele duplicou palavras chaves durante a canção, errando, muitas vezes para dar espontaneidade, e gravou também o grito da introdução. No dia seguinte, [[11 de julho]], foram adicionados o baixo e o piano elétrico tocado por [[Nicky Hopkins]]. A produção se seguiu pelos dias 12 e completadas na manhã do dia [[13 de julho]] com mais linhas de baixo, e algumas guitarras tocadas por Lennon e McCartney.
 
=== Os músicos ===
*[[John Lennon]]: vocais, guitarra, palmas
 
*[[Nicky Hopkins]]: piano elétrico
 
=== Lançamento ===
A versão rápida de ''“[[Revolution 1]]”'' foi a primeira a ser lançada e a última a ser gravada. Lançada como lado B do single ''“[[Hey Jude]],”'' no dia [[26 de agosto]] de [[1968]], chegou sozinho as paradas atingindo a posição 12° nos [[EUA]].
Em [[1970]], a canção voltou a aparecer na coletânea Hey Jude, um álbum de compilações criado para o mercado americano, após o fim dos Beatles.
 
=== Clipe promocional ===
Os Beatles executaram a canção em semi ao vivo (com vocais ao vivo em cima de uma trilha pré-executada) em um vídeo promocional dirigido por [[Michael Lindsay-Hogg]] ao mesmo tempo em que o vídeo promocional de ''“[[Hey Jude]]”'' era produzido. O filme foi feito na inauguração de volta aos “shows” no programa de [[David Frost]] na [[ITV]], em [[4 de setembro]] de [[1968]]. Enquanto os Beatles estavam cantando os vocais ao vivo para o filme, eles decidiram incorporar trechos da versão de ''“[[Revolution 1]]”'' do “[[Álbum Branco]],” com Harrison e McCartney adicionando o vocal de apoio ''“shoo-bee-doo-wah”'' da versão mais lenta, deixando a canção parecida com uma 3° versão mais híbrida.
 
[[Paul McCartney]] lidera o grito inicial na versão do filme promocional, pois Lennon não conseguiria soltar o berro e depois ter fôlego para voltar no primeiro verso do vocal.
 
=== Curiosidades e referências ===
{{trivia}}
*''"Revolution"'' foi a primeira canção dos Beatles a ser licenciada para comerciais de [[TV]]. (A [[Ford Motor Company]] usou uma versão cover de ''“[[Help!]]”'' em [[1965]].) Em [[1987]], a [[Nike]] usou a canção pagando $250,000 para [[Michael Jackson]] e a [[Capitol Records]], que detém os direitos legais da obra. Isso causou um grande impacto nos fãs de Beatles, que acreditavam que Lennon nunca concordaria com aquilo, especialmente pela controvérsia da Nike fabricar seus tênis com [[trabalho escravo]] do [[terceiro mundo]]. McCartney mais tarde protestou: ''“Canções como ‘Revolution,’ não significam um par de [[tênis]], significa [[revolução]].”''
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