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É importante notar que a ação secular foi maior no período da Idade Média, sobretudo após a instalação do Santo Ofício, ou seja, a Inquisição. Antes, porém, como é o ensinamento do Evangelho e, portanto, da própria Igreja, a execução de hereges pelo braço secular não era aprovada, como no caso da morte de [[Prisciliano]] que provocou protestos do [[Papa Sirício]]. [[Ambrósio de Milão|Santo Ambrósio]] e [[São Martinho de Tours]] também pronunciavam-se contra a intervenção secular, considerando um crime fazê-lo. Foi a partir de certas considerações conexas como a de [[Santo Agostinho]] de que a heresia constituía um atentado fundamental contra a sociedade cristã e que esta deveria defender-se com moderação, e, sendo assim, aceitava a pena de morte em caso de perigo social evidente, que a ideia da pena pelas forças do Estado tiveram mais força.
 
Esclareça-se que os protestos do papa e também do imperador se deram porque, no caso de um processo por heresia, tanto os bens dos hereges, no caso Prisciliano e outros, bem como de todas as congregações a ele relacionadas sofreriam confiscos pelo estado, algo que não interessava nem o papa e o imperador. Como solução, para evitar que fosse enquadrado no crime de heresia, no âmbito da ICAR mudou-se o processo e foram processados por maleficium, o que é bruxaria!
 
Prisciliano confessou a culpa sob tortura, nos moldes da abominável e futura inquisição, o que revela que tais práticas não se iniciaram somente no século XVXII, como vem sendo explicado pela ICAR permitindo concluir que alguém tenha faltado com a verdade. Finalmente foi decapitado junto aos seus seguidores Felicíssimo, Armênio, Eucrócia, Latroniano, Aurélio e Asarino. Estes se tornam assim, os primeiros hereges justiçados pela Igreja Católica Apostólica Romana através da instituição civil (secular), o que no futuro seria denominadoo procedimento de relaxar o herege ao braço secular para ser executado.
 
Há grande probabilidade de que o papa tenha protestado, não porque julgasse a condenação de Prisciliano injusta, mas sim porque se corresse o processo por heresia os bens lhe escapariam às mãos.
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