Diferenças entre edições de "História de Israel"

1 530 bytes adicionados ,  12h07min de 25 de novembro de 2015
sem resumo de edição
m (Bot: Parsoid bug phab:T107675)
 
As aldeias tinham populações de até 300 ou 400 habitantes,<ref name=mcnutt70>McNutt 1999, p. 70.</ref><ref>Miller 2005, p. 98.</ref> que viviam de [[agricultura]] e [[pastoreio]] e eram, em grande parte, autossuficientes;<ref>McNutt 1999, p. 72.</ref> o intercâmbio econômico era frequente.<ref>Miller 2005, p. 99.</ref> A [[escrita]] era conhecida e estava disponível para os registros, até mesmo em sítios menores.<ref>Miller 2005, p. 105.</ref> A evidência arqueológica indica uma sociedade de centros urbanos semelhantes a vilas, porém com recursos mais limitados e uma população reduzida.<ref>Lehman in Vaughn 1992, pp. 156–62.</ref>
 
===Israel e Judá (c. 1200–576 a.C.)===
A [[Bíblia hebraica]] descreve confrontos militares constantes entre os judeus e outras tribos, incluindo os [[filisteus]], cuja capital era [[Gaza#Antiguidade|Gaza]].
 
Por volta de 930 a.C. o reino se dividiu entre o [[Reino de Judá]], ao sul, e o [[Reino de Israel]], no norte. {{Carece de fontes|cod1|cod2|codN|data=dezembro de 2014}}
 
Uma aliança entre o rei [[Acabe]] de Israel e Ben Hadad II de [[Damasco]] conseguiu repelir as incursões dos [[assírios]] após uma vitória na [[Batalha de Qarqar]] (854 a.C.). O Reino de Israel, no entanto, foi destruído posteriormente pelo rei assírio [[Tiglate-Pileser III]] por volta de 750 a.C. O reino filisteu também foi destruído. Os assírios enviaram para o [[exílio]] boa parte da população do reino israelita do norte, dando origem assim às '[[Tribos Perdidas de Israel]]'. Os [[samaritanos]] alegam ser descendentes dos israelitas que sobreviveram a esta conquista assíria e ficaram na região. Uma revolta israelita ocorrida entre 724 e 722 a.C. foi debelada após o cerco e a conquista da [[Samaria]] por [[Sargão II]].
 
O rei assírio [[Senaqueribe]] tentou, sem sucesso, conquistar o reino de Judá. [[Prisma de Taylor|Registros assírios]] alegam que ele teria punido Judá e então abandonado o território; [[Heródoto]] também descreveu a invasão.
 
=== Na Bíblia ===
Após o fim do cativeiro no Egito, os israelitas vagaram pela região da [[Península do Sinai]], reconquistando uma parte de seu território original no Levante, sob o comando do rei [[Saul]] por volta de 1029 a.C, porém não há evidências arqueológicas e historiográficas que o comprovem.<ref>{{citar livro|título = A Bíblia não tinha razão|sobrenome = |nome = FINKELSTEIN, Israel & SILBERMAN, Neil Asher|edição = |local = |editora = A Girafa Editora|ano = 2003|página = |isbn = }}</ref><ref>{{citar livro|título = Bíblia verdade e ficção|sobrenome = |nome = FOX, Robin Lane.|edição = |local = São Paulo|editora = Companhia das letras|ano = 1993|página = |isbn = }}</ref> Segundo os relatos tradicionais, foi durante o reinado de Saul que, pressionados pelas constantes guerras com os povos vizinhos, as [[Tribos de Israel|12 tribos]] de Israel se unificaram, formando um único reino.
 
<nowiki> </nowiki>Saul foi sucedido por [[David]], em torno do ano 1000 a.C., que expandiu o território de Israel e conquistou a cidade de [[Jerusalém]], onde instalou a capital do seu reino. Sob o reinado de [[Salomão]] que Israel alcançou o apogeu, entre os anos [[966 a.C.]] e [[926 a.C.]].
 
[[Roboão]], filho de Salomão, sucede-lhe como rei em [[922 a.C.]]. Porém, o Reino de Israel foi dividido em dois: a Norte, o ''Reino das Dez Tribos'', também chamado de ''[[Reino de Israel]]'', e ao Sul, o ''Reino das Duas Tribos'', também chamado de ''[[Reino de Judá]]'', cuja capital ficou sendo Jerusalém.
 
O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em [[29 de Novembro]] de [[1947]], presidida pelo [[brasil]]eiro [[Osvaldo Aranha]] e que decidiu pela divisão da Palestina Britânica em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira.
[[Ficheiro:Operation Horev.jpg|miniaturadaimagem|Um comboio israelense durante a [[Guerra árabe-israelense de 1948|guerra de independência]].]]
 
 
 
A decisão foi bem recebida pela maioria das lideranças sionistas, embora tenha recebido críticas de outras organizações, por não permir o estabelecimento do estado judeu em toda a Palestina. Mas a [[Liga Árabe]] não aceitou o [[Plano da ONU para a partição da Palestina de 1947|plano de partilha]]. Deflagra-se, então, uma [[Guerra árabe-israelense de 1948|guerra entre judeus e árabes]].