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Mudei "idéia" para "ideia", conforme o novo acordo ortográfico.
 
== Dissonância ==
Em música, '''dissonância''' é a qualidade dos sons parecerem "instáveis" e de terem uma necessidade natural de serem [[Resolução (música)|resolvidos]] para uma consonância estável. Tanto consonância como dissonância são palavras aplicáveis à [[harmonia]], [[acorde]]s e [[Intervalo (música)|intervalos]] e, por extensão, à [[melodia]], e mesmo ao [[ritmo]] e à [[Métrica (música)|métrica]]. Conquanto haja fatos neurológicos e físicos ponderosos, importantes para se entender a idéiaideia de dissonância, a definição precisa de dissonância é condicionada culturalmente – definições de e convenções sobre o uso, relativas à dissonância, variam muito entre os diferentes estilos, tradições e culturas musicais. Entretanto, as idéiasideias básicas de dissonância, consonância e resolução existem de alguma forma em todas as tradições musicais que têm um conceito de melodia, harmonia e tonalidade.
 
Mais confusão sobre a idéiaideia de dissonância é criada pelo fato dos músicos e escritores algumas vezes utilizarem a palavra "dissonância" e seus termos relacionados de uma maneira precisa e cuidadosamente definida, mais freqüentemente de maneira informal e com mais freqüência ainda, num sentido metafórico ("dissonância rítmica"). Para muitos músicos e compositores, as idéiasideias básicas de dissonância e resolução são vitalmente importantes, pois são idéiasideias que revelam em vários níveis o seu (dos compositores e músicos) pensamento musical.
 
A despeito do uso freqüente de palavras como "desagradável" e "irritante" para explicar o som resultante da dissonância, a verdade é que toda a música composta numa base tonal e harmônica – mesmo música que geralmente é percebida como harmoniosa – incorpora um certo grau de dissonância. A construção e alívio de uma tensão na música (dissonância e resolução), que pode ocorrer em todos os níveis, do sútil ao mais denso, é o que é, em grande escala, a principal responsável pelo que muitos ouvintes percebem como beleza, emoção e expressão em música.
Portanto, a história da música ocidental pode ser interpretada como iniciando com uma definição bastante limitada de consonância e progredindo em direção a uma definição cada vez mais ampla. Na história antiga, apenas os intervalos baixos na série de ''sobretons''<ref>DUARTE, Pedro, '''Percepção e Multimédia-A Base Acústica da Escala: A Série Harmónica e Temperamento igual''', http://www.citi.pt/estudos_multi/pedro_duarte/10.html, acesso em 26/03/07.</ref> eram considerados dissonâncias. À medida que se avançava no tempo, mesmo intervalos mais altos na série de ''overtones'' eram considerados consonantes. O resultado final desta corrente de eventos foi, nas palavras de [[Arnold Schönberg]], a ''emancipação da dissonância'' por alguns compositores do século XX. O compositor americano do início do século XX, [[Henry Cowell]], via o bloco sonoro (''tone clusters'') como o uso de ''overtones'' cada vez mais altos.
 
Apesar desta idéiaideia da progressão histórica da aceitação de níveis cada vez maiores de dissonância ser algo simplificada e excluir desenvolvimentos importantes na história da música ocidental, a idéiaideia geral se mostrou atraente a muitos compositores modernistas do século XX e é considerada uma [[metanarrativa]] do [[Música moderna|modernismo musical]].
 
Exemplo de dissonância modernista:
720

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