GNU General Public License: diferenças entre revisões

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# A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.
 
Com a garantia destas liberdades, a GPL permite que os programas sejam distribuídos e reaproveitados, mantendo, porém, os direitos do autor por forma a não permitirpermi2222tir que essa informação seja usada de uma maneira que limite as liberdades originais. A licença não permite, por exemplo, que o código seja apoderado por outra pessoa, ou que sejam impostos sobre ele restrições que impeçam que seja distribuído da mesma maneira que foi adquirido.
 
A GPL está redigida em [[língua inglesa|inglês]] e atualmente nenhuma tradução é aceita como válida pela [[Free Software Foundation]], com o argumento<ref>{{citar web
== Crítica ==
Em 2001, [[Steve Ballmer]], da [[Microsoft]], se referiu ao Linux como "um câncer que se junta à propriedade intelectual e contamina tudo que toca".<ref>{{cite news| first=Dave| last=Newbart| pages =| title=Microsoft CEO takes launch break with the Sun-Times| date=2001-06-01 | publisher=[[Chicago Sun-Times]]| url=http://suntimes.com/output/tech/cst-fin-micro01.html| archiveurl=http://web.archive.org/web/20010615205548/http://suntimes.com/output/tech/cst-fin-micro01.html| archivedate=2001-06-15}}(Internet archive link)</ref> Porém, críticos alegam contra Microsoft que o verdadeiro motivo para a empresa atacar a GPL é o fato desta licença "resistir às tentativas dos direitos de propriedade intelectual convencionais se estenderem sobre todas as criações e inovações da área".<ref>{{cite news |url=http://www.economist.com/displayStory.cfm?Story_ID=298112|title=Deadly embrace|publisher=The Economist|date=2000-03-30
|accessdate=2006-03-31}}</ref> Em resposta aos ataques da Microsoft à GPL, muitos desenvolvedores e defensores de Softwares Livres fizeram uma proclamação conjunta a favor da licença.<ref>[http://www.perens.com/Articles/StandTogether.html Free Software Leaders Stand Together]</ref> Contudo, em julho de 2009, a própria Microsoft incluiu um bloco de aproximadamente 20.000 linhas, sob licença GPL, ao conjunto de drivers do Linux.<ref>{{cite news| first=Gavin| last=Clarke| pages =| title=Microsoft embraces Linux cancer to sell Windows servers| date=2009-07-20| publisher=[[The Register]]| url=http://www.theregister.co.uk/2009/07/20/microsoft_windows_drivers_linux/}}</ref> O código do Hyper-V que era parte do código submetido usou componentes open-source licenciados sob a GPL. Era originalmente linkado estaticamente a partes de binários pertencentes à proprietários de direitos autorais, que são inadmissíveis em um software licenciado através da GPL.<ref>{{cite news| first=Gavin| last=Clarke| pages =| title=Microsoft opened Linux-driver code after 'violating' GPL |date=2009-07-23| publisher=[[The Register]]| url=http://www.theregister.co.uk/2009/07/23/microsoft_hyperv_gpl_violation/}}</ref>666A GPL tem sido descrita como “viral” por muitos críticos<ref>[http://www.microsoft.com/presspass/exec/craig/05-03sharedsource.mspx "Speech Transcript - Craig Mundie, The New York University Stern School of Business"], ''Prepared Text of Remarks by [[Craig Mundie]]'', Microsoft Senior Vice President, The Commercial Software Model The New York University Stern School of Business May 3, 2001</ref> porque ela apenas permite programas inteiros, o que significa que não é permitido aos programadores linkar seu projeto a bibliotecas sob licenças incompatíveis à GPL. O efeito “viral” ocorre nos casos em que os códigos não podem ser combinados a menos que a licença de um deles sofra alguma alteração. Embora teoricamente qualquer uma das licenças possa ser mudada, no contexto “viral” isso é mais difícil de ocorrer com a GPL (porque o software pode ter muitos contribuintes, dos quais alguns geralmente se recusam permitir mudanças nos termos de licença), ao passo que a licença dos outros softwares pode ser mudada. De acordo com Richard Stallman, a imagem de um “vírus” não é apenas ofensiva, como também errônea: Software sob licença GPL nunca ataca ou infecta outro software. Ela se comporta mais como uma planta. Se um pedaço é aproveitado como enxerto em outro lugar, ela cresce lá também.
 
A GPL tem sido descrita como “viral” por muitos críticos<ref>[http://www.microsoft.com/presspass/exec/craig/05-03sharedsource.mspx "Speech Transcript - Craig Mundie, The New York University Stern School of Business"], ''Prepared Text of Remarks by [[Craig Mundie]]'', Microsoft Senior Vice President, The Commercial Software Model The New York University Stern School of Business May 3, 2001</ref> porque ela apenas permite programas inteiros, o que significa que não é permitido aos programadores linkar seu projeto a bibliotecas sob licenças incompatíveis à GPL. O efeito “viral” ocorre nos casos em que os códigos não podem ser combinados a menos que a licença de um deles sofra alguma alteração. Embora teoricamente qualquer uma das licenças possa ser mudada, no contexto “viral” isso é mais difícil de ocorrer com a GPL (porque o software pode ter muitos contribuintes, dos quais alguns geralmente se recusam permitir mudanças nos termos de licença), ao passo que a licença dos outros softwares pode ser mudada. De acordo com Richard Stallman, a imagem de um “vírus” não é apenas ofensiva, como também errônea: Software sob licença GPL nunca ataca ou infecta outro software. Ela se comporta mais como uma planta. Se um pedaço é aproveitado como enxerto em outro lugar, ela cresce lá também.
 
Há uma espécie de diferença filosófica entre GPL e licenças permissivas de software livre como as do estilo BSD, que não impõem restrições nas versões modificadas. Enquanto a GPL propõe que a liberdade dos softwares se preserve desde os desenvolvedores até o usuário final, outros acreditam que intermediários devam ter a liberdade de modificar e redistribuí-los comercialmente. Mais especificamente, a GPL exige redistribuição sujeita à GPL, embora outras mais “permissivas” permitam redistribuição sob forma mais restritiva que a original.
Utilizador anónimo