Abrir menu principal

Alterações

1 239 bytes adicionados ,  11h08min de 11 de dezembro de 2015
==Células Estaminais do Cordão Umbilical e Criopreservação==
 
As [[Célula-tronco|células estaminais]], também chamadas células precursoras ou células mãe, são células com capacidade para darem origem às células especializadas que constituem os tecidos e órgãos do nosso corpo. Esta especialização acontece ao longo de toda a vida. As características das células estaminais permitem a reparação de tecidos danificados e a substituição das células que vão morrendo, sendo, por isso, tão importantes no tratamento de diversas doenças.
 
Entre as diversas fontes de células estaminais ([[tecido adiposo]], [[cordão umbilical]] -sangue e tecido-, [[medula óssea]] e sangue periférico), as células do cordão umbilical destacam-se pela maior aceitabilidade no grau de compatibilidade [[Antígeno leucocitário humano|HLA]] entre dador e doente, pelo menor risco de [[Doença do enxerto contra hospedeiro|doença do enxerto contra hospedeiro (DECH)]], uma complicação grave que pode ocorrer após um transplante hematopoiético, pela sua disponibilidade imediata das células para transplantação e pelo facto do sangue e tecido do cordão umbilical, serem facilmente colhidos após o parto, num processo indolor que não apresenta qualquer risco para a mãe ou para o bebé.
 
As células do sangue do cordão umbilical (células estaminais hematopoiéticas), são já usadas no tratamento de mais de [http://www.nationalcordbloodprogram.org/downloads/list_of_diseases.pdf 80 doenças]. No que se refere às células do tecido do cordão umbilical (células estaminais mesenquimais), estas têm um enorme potencial terapêutico tendo já sido usadas para combater a [[Doença do enxerto contra hospedeiro|DECH]].
 
Para que seja possível recolher e guardar das células estaminais do cordão umbilical, existe um processo que permite que as mesmas sejam armazenadas por décadas e utilizadas de imediato, pelo próprio ou por algum familiar compatível, no tratamento de várias doenças.Este processo designa-se por [[Criopreservação]].
 
A criopreservação consiste em conservar as células por longos períodos de tempo, a baixas temperaturas (-196º C), sem que estas percam a sua viabilidade.
 
As primeiras células estaminais do sangue do cordão umbilical foram criopreservadas no final dos anos 80. É com essas células estaminais que são feitos os estudos de viabilidade que demonstram a viabilidade de manter células criopreservadas durante 25 anos.
 
O único momento em que pode ser feita a criopreservação de células estaminais do cordão umbilical é no período de 72 horas a seguir à sua colheita no momento do parto. A colheita é simples, segura e indolor. Após a clampagem do cordão umbilical, o sangue é colhido para um saco próprio e o tecido para um frasco, sendo devidamente acondicionados de modo a garantir a sua segurança no transporte até ao laboratório.
 
 
Utilizador anónimo