Diferenças entre edições de "A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica"

(Amplia o conceito de reprodutibilidade técnica da obra de arte em Walter Benjamin _ Postmodernity)
entre os meios e a sociedade. No entanto, além desta possibilidade de
integração, também surgem problemas relativos à "aura" da obra de arte.
Ao estimularemestimular em níveis tremendos esta “cópia do real”, tais meios
acabaram por se tornar os principais causadores da perda da “aura” da
obra de arte, que, portanto, torna-se corriqueira e não mais algo único,
existência parasitária no ritual foi perdendo-se com a ideologia
burguesa.
 
== Análise da Imagem Cinematográfica ==
Benjamin estabelece, com ''A Obra de Arte na Era de sua Reprodução Mecânica'', uma análise do cinema e das imagens que ele permite ver. Para ele, o ator de cinema perde sua aura, seu corpo é como que utilizado pelo aparato cinematográfico, ele se torna torna nada mais que uma imagem submetida a olhar do público ou, como define Arnheim, citado por Benjamin, um simples acessório<ref>Cf. Arnheim, ''Der Film als Kunst'', 1932, p. 176-177.</ref>.
 
Benjamin se interessa pelo modo como o espectador percebe a imagem cinematográfica: para ele, o espectador é como que hipnotizado diante dessa imagem que oferece uma representação do real. Ao mesmo tempo, essa imagem permite a ele aceder a uma nova forma de perceber o mundo, um espaço ao qual o espectador não tinha consciência de pertencer.
 
A aura desaparece com a reprodução técnica mas é, ao mesmo tempo, o surgimento desta última que mostra a ausência dessa aura, que a revela; como diz Bruno Tackels: "A aura não existe antes da reprodução, que seria como que o momento de sua destruição. A aura na verdade somente toma forma ... com seu esgotamento, provocado pelo inevitável desenvolvimento das técnicas de reprodução. É no momento em que o reprodutível invade o campo anteriormente ocupado pela aura, é no momento de sua destruição radical, que a aura pode aparecer e se tornar visível para o olhar moderno".
 
== O Cinema, Arte de Massas, Tem uma Dimensão Política e Social ==
Benjamin não é nostálgico com relação ao declínio da aura, para ele, essa perda está na própria origem da criação da obra de arte. As obras que ainda se apoiam nessa noção de aura estão, na verdade, ligadas ao fascismo ou a alguma outra forma de dominação que promove a estetização da política. A idéia de Benjamin é a de que, em todas as épocas, a arte jamais foi autônoma e sempre esteve sob o domínio de valores exteriores, como os da religião; a aura da obra de arte, na verdade, jamais existiu e não passa da "intrusão de uma força exógena decidida a penetrar no campo da arte para melhor subjugar o mundo". A perda da aura não significa o desaparecimento da obra de arte mas, ao contrário, sua existência verdadeira.
 
Para Benjamin, o surgimento do cinema mudou o comportamento do espectador diante da arte. Os espectadores não estão mais na passividade e em recolhimento, as massas se tornam ativas, elas participam da arte e de seu funcionamento. É o surgimento das massas, provindo das técnicas de reprodução, que torna possível a transformação da arte e do modo de percebê-la. De acordo com Benjamin, o fenômeno das massas e a grande quantidade de obras de arte permitem à arte se libertar de todo poder fascista e de toda alienação das massas.
 
Mas, então, com essa teoria desenvolvida por Benjamin, é possível a pergunta sobre se a apropriação da arte pelas massas não leva a transformar a obra de arte em mercadoria e a fetichizá-la. Assim, para o filósofo Theodor Adorno, essas novas formas artísticas sem dúvida libertam a obra de arte do domínio político e religioso, mas a utilização que as massas fazem da arte desencadeia, ao mesmo tempo, o fim dela por um processo de mercantilização.
 
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