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Uma trégua de 70 dias (três meses de acordo com João Malalas) foi estabelecida enquanto Rufino dirigiu-se à Constantinopla para que Justiniano apreciasse os termos acordados. Durante sua ausência rumores de que Justiniano havia matado Rufino se espalharam, impelindo Cosroes I a unir suas tropas e marchar contra o território inimigo. Quando o xá aproximou-se [[Nísibis]], contudo, deparou-se com Rufino retornando de sua missão e ambos retrocederam para prosseguir negociações. Em outubro desse ano, Rufino foi informado dum ataque liderado por [[hunos]] [[sabires]] que havia chegado tão longe quanto as [[província romana|províncias]] de [[Eufratense]] e [[Cilícia Secunda]] e recebeu instruções para confirmar se os persas estavam pro traz da invasão. Após confirmar que não, direcionou o [[mestre dos soldados da Armênia]] [[Doroteu (mestre dos soldados)|Doroteu]] para lidar com a situação.<ref name=Mar956 />{{harvref|Martindale|1992|p=421}}
 
Em decorrência do incidente, Justiniano recusou-se a aceitar entregar alguns fontes oriundo de [[Lázica]], no [[Cáucaso]], como havia sido anteriormente acordado, o que por sua vez causou a reação de Cosroes I, que não aceitou sua recusa. Rufino foi obrigado a agir e através de sua persuasão convenceu Cosroes I a devolver o dinheiro entregue durante as negociações, bem como que ele se retirasse do território bizantino com seus exércitos. No fim, os demais emissários bizantinos envolvidos na questão fizeram acusações contra Rufino para que caísse em desgraça com Justiniano, o que mostrou-se falho. No ano seguinte, provavelmente em setembro segundo a ''{{ilc|Crônica de Edessa||Chronicon Edessenum}}'', Rufino e Hermógenes foram novamente enviados à corte sassânida e finalmente conseguiram acordar a chamada [[Paz Eterna (532)|Paz Eterna]]. Nada mais se sabe sobre ele.<ref name=Mar956 />{{harvref|Greatrex|2002|p=96-97}}
 
Rufino é descrito nas fontes como amigo de Cosroes I, a quem teria conhecido durante suas inúmeras embaixadas à corte persa de [[Ctesifonte]] durante o reinado de Cavades. Como relatado, era extremamente popular com os nobres cortesãos persas devido aos presentes distribuídos a eles e também possuía o apreço da rainha sassânida, mãe de Cosroes, por ter convencido o xá a aceitar seu filho como sucessor e por ter indicado o monge Moisés, que curou-a de uma doença incômoda.{{harvref|Martindale|1980|p=956-957}}