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Tem local próprio para o hino.....
== História ==
De acordo com a tradição popular, uma enchente, desviando o curso do rio [[Jiquiriçá]], provocou uma enorme destruição de um povoamento localizado à margem direita. Após o fato, os habitantes do local edificaram uma capela em louvor a [[Nossa Senhora das Dores]] em um ponto à margem esquerda e abaixo da cachoeira do Estouro, ficando protegidos de surpresas e rigores das enchentes periódicas. Por conta da existência de enormes [[lajedos]], nas proximidades, o povoado foi denominado de Nova Laje. Município criado com o território do distrito de Nova Laje, desmembrado de [[Aratuípe]] e recebendo a denominação de Vila de Laje, por Lei Estadual de 20.07.1905. A sede foi elevada à categoria de cidade através Decreto Lei Estadual de 30.03.1938. E seu primeiro prefeito foi o senhor Leonel de Caldas Brito.
 
Jequiriçá fez parte do movimento colonizador do século XVII, 1668 quando os bandeirantes foram pelo Rio Jaguaripe em direção a Ilhéus. Na mesma data Paulo de Argollo estabeleceu-se com Bernardo Ribeiro obtendo a sesmaria. As matas de vinhático do Jequiriçá eram onhecidas por Senhor do Bonfim das Velhas, depois Velhas e citadas em várias Cartas Régias no Brasil Colonial. Suas terras foram descobertas e conquistadas pelo bandeirante Aguiar Banige, no século XVIII. (Dicionário Geográfico e Histórico da Bahia/ Borges de Barros). A reguesia de Santo Antonio do Jiquiriçá foi criada, ainda no século XVIII, conforme registrou o vigário Felix Gonçalves da Silva, em 1757. Estando a maior parte das terras cobertas por florestas que abrigavam várias aldeias de índios pertencentes aos grupos Tupiniquin e Tupinaé. Todo o Recôncavo é demarcado por rios perenes: Paraguaçu, Serigi, Jaguaripe, Da Dona, Jiquiriçá, Una...
 
A importância desses rios é a fixação do homem, facilitando sua vida. Citando o Jiquiriça os povoados e vilas que ai se formaram não foi diferente do que aconteceu no Paraguaçu, Jaguaripe, dentre outros. As culturas da cana-de-açúcar, da mandioca e a utilização das matas foram o sustentáculo da alimentação e da riqueza no período colonial.
Já se plantava cana-de-açúcar no primeiro quartel do século XIX, nas terras tipo “salão”, diferentes do massapé do restante Recôncavo Baiano. A Cidade de Laje situase a sudeste do Recôncavo Baiano. “Mem de Sá o conquistador do Recôncavo” (Wanderley Pinho, p.37). O povoamento dos colonos portugueses no Recôncavo foi lento devido a resistência dos índios sendo apenas vencida com o terceiro Governador-Geral Mem de Sá que derrubou esta resistência exterminando grandes aldeamentos. Assim é que os índios Paiaiás permaneceram
 
hostis no Vale do Paraguaçu incendiando fazendas e engenhocas até a segunda metade do século XVII. Em 1854, já há registro do funcionamento de onze engenhos e engenhocas com produção considerável de arrobas de açúcar. 1° engenho – pertencente a Francisco Chagas Guimarães que trabalhava com roda d’água e plantava 50 tarefas de terras. Possuía 16 escravos, 4 empregados livres e 2 cavalos.
Produzia duas mil arrobas de açúcar. 2º engenho – propriedade do Padre Antonio Porfiro de Barros, com roda d’água plantando 30 tarefas de terras e não possuía escravos; tinha 10 empregados livres, 6 cavalos, 8 bois. Produzia mil e duzentas arrobas de açúcar. 3° engenho – propriedade de Cipriano Francisco de Oliveira, com água plantando 40 tarefas de terras e possuía 14 escravos, 4 libertos, 10 bois, 8 cavalos.
 
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== Economia ==
A economia de '''Laje''' é basicamente agrícola, com produção expressiva de produtos derivados da [[mandioca]]. Sua [[pecuária]] diversificada, conta com criações de [[bovinos]], [[suínos]], [[asininos]] e [[muares]]. Sua rede hoteleira possui 44 leitos. No ano de 2001 o município registrou 3607 consumidores de energia elétrica com um consumo de 4806mwh. Segundo dados da SEI/[[IBGE]], o [[PIB]] do [[município]] par 2003 foi de R$ 48.647.352,00 e a estrutura setorial está distribuída da seguinte forma: 36,03% para [[agropecuária]], 5,26% para [[indústria]] e 58,71% para serviços.
 
== Hino ==
Doravante, confiantes<br />
Vamos todos os filhos desta terra<br />
Erguer mais alto a nossa bandeira<br />
E amando-a de coração<br />
Gritar o nosso amor com gritos fortes<br />
E com braços fortes abraçar nossos irmãos.
 
Laje, Laje, <br />
Laje terra do meu coração.
 
São teus monte, tuas matas<br />
Dádivas da natureza<br />
São teus rios e cascátas<br />
Prova de eterna grandeza<br />
Teus campos verdes<br />
Tuas lindas Flores<br />
São dois amores que enriquecem sua beleza
 
*Letra de João Batista dos Santos (Jojó)
*Música: Miro e Uberlúcio
 
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