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→‎Crise Sucessória: - Pesquisa inédita, coisa sem qualquer fonte fiável, segundo as próprias palavras de quem colocou, ver discussão
 
D. Nuno Álvares Pereira de Melo cedeu o Ducado a favor do filho herdeiro em 1682, pedindo a renovação do título a D. Afonso VI. Foi assim 2º Duque (Ducado 1682-1700) D. [[Luís Ambrósio de Melo]] (1679-1700), que faleceu sem descendência. Sucedeu-lhe na Casa como 3º Duque (Ducado 1701-1749) seu irmão D. [[Jaime Álvares Pereira de Melo]] (1684-1749), tendo sido Estribeiro-Mor de [[D. Pedro II]] e de [[D. João V]], Membro dos Conselhos de Estado e da Guerra e Presidente da Mesa da Consciência e Ordens. Sucedeu-lhe como 4º Duque (Ducado 1749-1771) D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo (1741-1771), a quem sucedeu como 5º Duque (Ducado 1771-1808) D. Miguel Caetano Álvares Pereira de Melo (1765-1808), que seguiu com a [[Família Real]] para o [[Brasil]], onde faleceu, tendo um ano antes da morte, em 1807, cedido o Ducado e pedido a renovação do título ducal ao [[D. João VI|Príncipe-Regente D. João]] (futuro D. João VI) a favor do 6º Duque (Ducado 1807-1837)D. [[Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo, 6.º duque de Cadaval|Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo]], que regressou do Brasil em 1816, tendo sido nomeado por [[D. Pedro IV]] (enquanto [[Regente]] de [[D. Maria II]]) Presidente da [[Câmara dos Pares]]; apoiou [[D. Miguel I]] durante a [[Guerra Civil]] e após a [[Convenção de Évora-Monte]] emigrou para [[Inglaterra]] e depois para [[Paris]]; casou com D. Maria Domingas de Bragança Sousa e Ligne, filha do 2º [[duque de Lafões]]. Foi 7ª Duquesa, com dispensa da Lei Mental e renovação outorgada por D. Miguel I, D. [[Maria da Piedade Caetano Álvares Pereira Melo]] (1827-?), filha do 6º Duque; manteve a varonia da Casa de Cadaval ao casar em Paris em 1843 com o seu tio paterno D. Jaime Caetano Álvares Pereira de Melo, de quem teve dois filhos gémeos, D. Nuno Caetano e D. Jaime Caetano. Foi 8º Duque D. Jaime Caetano Álvares Pereira de Melo (1844-1913), a quem sucedeu como 9º Duque (Ducado 1913-1935) seu filho D. Nuno Maria José Caetano Álvares Pereira de Melo (1888-1935); alistou-se em [[França]] no [[Corpo Expedicionário Português]] e combateu junto com as tropas portuguesas durante a [[Primeira Guerra Mundial]]; casou com D. Diana de Gramont de Coigny. Foi com o 10º Duque (Ducado 1935-2001), D. Jaime Álvares Pereira de Melo (1913-2001), que a família Cadaval regressou a Portugal. Desde 2001 é 11ª Duquesa D. [[Diana Álvares Pereira de Melo|Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo]] (1978), que casou em [[2008]] com Charles-Philippe d’Orléans, [[duque de Anjou]].<ref>Resenha das Famílias Titulares do Reino de Portugal - pág. 56-57 e 235, Edições Carvalhos de Basto, Lda., Braga, 1981.</ref><ref>''Nobreza de Portugal e do Brasil'' – Vol. II, pág. 459-463. Publicado por Zairol Lda., Lisboa 1989.</ref>
 
== Crise Sucessória ==
O 10.º duque de Cadaval, D. Jaime Álvares Pereira de Melo, teve cinco filhos: duas filhas legítimas do primeiro casamento, duas filhas legítimas do segundo casamento e um filho ilegítimo, o único varão. Sendo que o primeiro casamento foi civil (de que foi decretado divórcio) e o segundo foi católico.
 
O Direito Nobiliárquico Português prevê, desde a revogação da [[Lei Mental]] em [[1832]], que as mulheres são elegíveis para a sucessão ordinária de honras hereditárias, reservando-se contudo a precedência varonil no mesmo grau. Sendo ilegítimo o único filho varão este estava afastado da sucessão tendo, com a morte do 10.º duque em 2001, as duas filhas mais velhas de ambos os casamentos disputado a sucessão da '''Casa de Cadaval'''. O casamento civil foi criado em Portugal pelo [[Código de Seabra]] (Código Civil de 1867) e era equiparado ao católico para todos os efeitos legais, nomeadamente de Direito Sucessório; assim sendo os filhos de um casamento civil são legítimos, tal como os provenientes de um matrimónio católico, não existindo precedência entre filhos legítimos para além do género (dos varões face às mulheres) e da idade (dos mais velhos face aos mais novos).
 
Verificou-se contudo que com o divórcio D. Jaime, 10.º duque de Cadaval, afastou-se da sua primeira mulher e das suas filhas, que continuaram a residir no estrangeiro, quando decidiu regressar a Portugal e aqui fixar residência com a sua segunda mulher e suas filhas. Ainda em vida decidiu instituir como herdeira da Casa de Cadaval a filha mais velha do seu segundo casamento, D. Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo, cedendo-lhe o título de [[Marquês de Ferreira|Marquesa de Ferreira]], tradicional título subsidiário dos Herdeiros do Ducado de Cadaval. Por decisão testamentária de D. Jaime foram as filhas do segundo casamento, D. Diana e D. Alexandra, que herdaram o [[Palácio dos Duques de Cadaval (Évora)|Paço Ducal de Évora]], sede histórica da Casa de Cadaval.
 
Contudo segundo o Direito Nobiliárquico Português os títulos hereditários passam de primogénito em primogénito (com precedência varonil), salvo inabilitação de herdeiro. Não tendo as filhas do primeiro casamento sido inabilitadas, a primogénita, D. Rosalinda, era plena herdeira dos títulos de [[Nobreza|juro e herdade]] (isto é hereditários) da Casa de Cadaval, ou seja os títulos de Marquês de Ferreira e [[Conde de Tentúgal]] (este último com [[Honras de Parente]]); sucede que o título de [[Duque de Cadaval]], ainda que seja o principal título da Casa, nunca foi de juro e herdade, sendo antes vitalício renovado, ou seja após a morte de cada [[duque]] o imediato sucessor tinha de pedir a renovação do título, a qual era concedida por uma vida, ou seja todos os titulares do título de Duque de Cadaval usaram o título com carácter vitalício. Nada obstava que o [[Rei de Portugal|Soberano]] recusasse a renovação ou, querendo fazê-lo, renovasse o título em outra pessoa da família que não o imediato sucessor do anterior duque. Foi o que sucedeu em 2001, quando [[D. Duarte Pio]], como [[Casa Real Portuguesa|Chefe da Casa Real]], deliberou:<ref>{{citar livro|autor=Conselho de Nobreza|título=Boletim do Conselho de Nobreza|editora=|ano=2001|páginas=|id=}}</ref><ref>Point de Vue nº 3086, 12-18 Setembro 2007, p. 22-25</ref>
* Os títulos de [[Nobreza|juro e herdade]], [[Marquês de Ferreira]] e [[Conde de Tentúgal]], ficaram para D. Rosalinda Álvares Pereira de Melo, a imediata sucessora como primogénita (reconhecimento de títulos hereditários)
* Renovação, por uma vida, do título de [[Duque de Cadaval|Duquesa de Cadaval]] na pessoa de D. Diana Álvares Pereira de Melo (renovação de título antigo)<ref>{{citar web|URL=http://www.visitevora.net/palacio-duques-cadaval/|título=Palácio dos Duques de Cadaval|autor=|data=|publicado=Turismo de Évora|acessodata=}}</ref>
* Criação, por uma vida, do título de [[Duque de Cadaval|Duquesa de Cadaval-Hermès]] a favor de D. Rosalinda Álvares Pereira de Melo (outorga de título novo) e designação desta como herdeira presuntiva do Ducado de Cadaval.<ref>Point de Vue nº 3086, 12-18 Setembro 2007, p. 22-25</ref><ref>[http://self.gutenberg.org/articles/Duke_of_Cadaval]</ref>
 
== Duques de Cadaval ==
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