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{{Casa de Cadaval}}
'''Duque de Cadaval''', com ''[[Honras de Parente]]'' e ''tratamento de sobrinho d'El-Rei'', é um [[título nobiliárquico]] criado por [[D. João IV]], por Decreto de [[26 de Abril]] de [[1648]], a favor de [[Nuno Álvares Pereira de Melo, 1.º Duque de Cadaval|D. Nuno Álvares Pereira de Melo]] ([[1638]]-[[1727]]), filho de D. [[Francisco de Melo, 3.º marquês de Ferreira|Francisco de Melo]], 3.º [[marquês de Ferreira]], um dos sustentáculos da [[Restauração de 1640]]. Embora o título não fosse de [[juro e herdade]], continuou sendo reconhecida a sucessão desde a sua instituição em 1648, até à morte do sexto duque, [[Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo, 6.º duque de Cadaval|D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo]], em [[1837]]. Após esta data, a "''Resenha de Famílias Titulares''" de Albano da Silveira Pinto considera o título "extinto pela regra geral", por não ser título de ''juro e herdade'' e não ter havido renovação da sucessão nos seus descendentes.<ref name="Resenha">{{citar livro|autor=Albano da Silveira Pinto|título=Resenha das familias titulares e grandes de Portugal|editora=|ano=1883|página=561|url=https://archive.org/details/resenhadasfamili01silvuoft}}</ref> De acordo com o extinto [[Conselho de Nobreza]], a representação actual deste título desde [[2001]] que está em [[Diana de Cadaval]].<ref name="expr_Expr">{{Cite web
| title = Expresso {{!}} Diana de Cadaval: "Gosto que me chamem princesa"
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== História ==
Sucedeu-lhe como quarto duque (Ducado 1749-1771) D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo (1741-1771), a quem sucedeu como quinto duque (Ducado 1771-1808) D. Miguel Caetano Álvares Pereira de Melo (1765-1808), que seguiu com a [[Família Real]] para o [[Brasil]], onde faleceu. Um ano antes da sua morte, em 1807, ainda em [[Mafra]], o [[D. João VI|Príncipe-Regente D. João]] (futuro D. João VI), em atenção à pessoa do Duque de Cadaval, fez mercê a seu filho, [[Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo, 6.º duque de Cadaval|D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo]], do mesmo título em sua vida. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo foi o sexto e último duque de Cadaval, uma vez que com a sua morte em [[Paris]], a 14 de Fevereiro de [[1837]], e não tendo sido renovada a sucessão nos seus descendentes, o título foi extinto, segundo a regra geral.<ref name="Resenha">{{citar livro|autor=Albano da Silveira Pinto|título=Resenha das familias titulares e grandes de Portugal|editora=|ano=1883|página=561|url=https://archive.org/details/resenhadasfamili01silvuoft}}</ref>
 
Apesar disso, a obra "''Nobreza de Portugal e do Brasil''", coordenada por Afonso Zúquete, publicação de cunho notadamente [[miguelista]],<ref>{{citar livro|autor=|título=Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Volumes 328-329|editora=Imprensa Nacional|ano=1980|página=183|url=https://books.google.pt/books?id=FJUYAAAAYAAJ&q=%22Basta+dizer-se+que+o+miguelismo+ainda+hoje+tem+seus+pros%C3%A9litos%22&dq=%22Basta+dizer-se+que+o+miguelismo+ainda+hoje+tem+seus+pros%C3%A9litos%22&hl=en&sa=X&ved=0ahUKEwjZrPTUp-HKAhXKaxQKHWf8AIUQ6AEIHTAA}}</ref>aponta um sétimo e um oitavo duques, realçando no entanto que nunca usaram deste título, nem dele jamais obtiveram carta ou confirmação. A mesma obra cita ainda um nono duque, que teria usado o título, autorizado pelo pretendentepor [[Miguel Januário de Bragança]].<ref name="Zuquete">{{citar livro|autor=Afonso Eduardo Martins Zúquete (coordenação)|título=Nobreza de Portugal e do Brasil|editora=Editorial Enciclopédia|ano=1960|página=459-463}}</ref>
 
=== Sucessão da Casa de Cadaval após a extinção do Ducado ===
Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo regressou do Brasil em 1816, tendo sido nomeado por [[Pedro I do Brasil|D. Pedro IV]] (enquanto [[Regente]] de [[Maria II de Portugal|D. Maria II]]) Presidente da [[Câmara dos Pares]]; apoiou [[D. Miguel I]] durante a [[Guerra Civil]] e após a [[Convenção de Évora-Monte]] emigrou para [[Inglaterra]] e depois para [[Paris]]; casou com D. Maria Domingas de Bragança Sousa e Ligne, filha do 2º [[duque de Lafões]]. A sua filha D. Maria da Piedade Caetano Álvares Pereira Melo (1827-?) nunca usou os títulos nem deles se encartou, por não reconhecer a [[dinastia constitucional]];<ref name="cadernos">Túlio Espanca, Cadernos de história e arte eborense, Volume 21, p. 55</ref> manteve a varonia da Casa de Cadaval ao casar em Paris em 1843 com o seu tio paterno D. Jaime Caetano Álvares Pereira de Melo, de quem teve dois filhos gémeos, D. Nuno Caetano e D. Jaime Caetano. Morrendo D. Nuno prematuramente, passou a sucessão da casa a D. Jaime Caetano Álvares Pereira de Melo (1844-1913). A representação do título continuou em seu filho D. Nuno Maria José Caetano Álvares Pereira de Melo (1888-1935); alistou-se em [[França]] no [[Corpo Expedicionário Português]] e combateu junto com as tropas portuguesas durante a [[Primeira Guerra Mundial]]; casou com D. Diana de Gramont de Coigny. Foi com Jaime Álvares Pereira de Melo (1913-2001), que a família Cadaval regressou a Portugal. Segundo o extinto [[Conselho de Nobreza]], desde 2001 é representante do título de duquesa [[Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo]] (1978-).<ref name="expr_Expr" />
 
De acordo com o extinto [[Conselho de Nobreza]] (atual [[Instituto da Nobreza Portuguesa]]), a representação actual deste título desde [[2001]] está em [[Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de Melo]].<ref name="expr_Expr">{{Cite web
| title = Expresso {{!}} Diana de Cadaval: "Gosto que me chamem princesa"
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| work = Jornal Expresso
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| accessdate = 2016-02-02
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| quote =
}}</ref> Porém, a questão da atribuição deste título foi bastante controversa. Jaime Álvares Pereira de Melo celebrou dois casamentos, sendo o primeiro civil e o segundo religioso, e teve duas filhas de cada casamento, e ainda um quinto filho, desta vez varão, mas ilegítimo. Quando faleceu em 2001 colocou-se, por isso, um grave problema na sucessão: sendo o único filho varão ilegítimo, este ficara afastado da sucessão, mas existindo duas filhas mais velhas de dois casamentos distintos, ambas decidiram disputar a titularidade do Ducado de Cadaval. O pretendente ao trono do ramo [[miguelista]], [[Duarte Pio de Bragança]], arrogando-se no poder de reconhecer títulos nobiliárquicos, pretendeu resolver essa questão concedendo o título de duquesa de Cadaval à filha mais velha do casamento religioso, Diana Álvares Pereira de Melo, e criou o título de duquesa de Cadaval-Guerrand-Hermès a favor da filha mais velha do casamento civil (o primeiro a ser celebrado), Rosalinda Álvares Pereira de Melo.<ref>''Point de Vue'', n.º 3086, 12-18 Setembro 2007, p. 22-25</ref><ref>[http://self.gutenberg.org/articles/Duke_of_Cadaval The Duchy of Cadaval] in Gutenberg.org</ref> Concedeu ainda a esta o título de marquesa de Ferreira e condessa de Tentúgal, tornando-a na herdeira presuntiva do ducado de Cadaval. No futuro, a duquesa de Cadaval será um dia D. Rosalinda, ou na sua falta, a sua herdeira, sendo preterida a descendência da atual duquesa.<ref>[http://www.monarchia.org/Duques_de_Portugal/Cadaval-Guerrand-Hermes.htm Ducado de Cadaval-Guerrand-Hermès] in Monarchia.org</ref>
 
== Duques de Cadaval ==
|tipo = [[Nobreza|Em vida]] - Renovado
|primeiro_titular = D. [[Nuno Álvares Pereira de Melo, 1.º duque de Cadaval|Nuno Álvares Pereira de Melo]], 4º [[marquês de Ferreira]] e 5º [[conde de Tentúgal]]
|linhagem = [[Casa de Bragança]]<br />[[Melo (apelido)|Melo]] (Olivença)
|actual_titular =
}}
 
=== Titulares ===
# D. [[Nuno Álvares Pereira de Melo, 1.º Duqueduque de Cadaval|Nuno Álvares Pereira de Melo]] (1638–1727), 4.º [[marquês de Ferreira]] e 5.º [[conde de Tentúgal]]; casou com D. Maria Angélica Henriqueta de Lorena.<ref>[http://digitarq.dgarq.gov.pt/details?id=3908656]</ref>
# D. [[Luís Ambrósio Pereira de Melo|Luís Ambrósio Álvares Pereira de Melo]] (1679–1700)
# D. [[Jaime Álvares Pereira de Melo]] (1684–1749), 5.º marquês de Ferreira e 6.º conde de Tentúgal.
# D. Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo (1741–1771), 6.º marquês de Ferreira e 7.º conde de Tentúgal.
# D. Miguel Caetano Álvares Pereira de Melo (1765–1808), 7.º marquês de Ferreira e 8.º conde de Tentúgal.
# D. [[Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo, 6.º Duqueduque de Cadaval|Nuno Caetano Álvares Pereira de Melo]] (1799–1837), 8.º marquês de Ferreira e 9.º conde de Tentúgal; casou com D. Maria Domingas Francisca de Bragança de Sousa e Ligne, filha de D. [[João Carlos de Bragança e Ligne de Sousa Tavares Mascarenhas da Silva|D. João Carlos Mascarenhas da Silva]], 2.º [[duque de Lafões]] e D. Henriqueta Júlia Lorena e Meneses.
 
=== Representantes do título===
=== Atuais representantes dos títulos da Casa Cadaval ===
# [[Diana Mariana Vitória Álvares Pereira de MeloCadaval]] (1978–1978-), segundo- Segundo o extinto [[Conselho de Nobreza]], é desde 2001, representante do título de duquesa de Cadaval.<ref name="expr_Expr"/>
# Rosalinda Aurora Felicidade Álvares Pereira de Melo (1936–), segundo o extinto [[Conselho de Nobreza]], é desde 2001, representante dos títulos de duquesa de Cadaval-Guerrand-Hermès, de [[Marquês de Ferreira|marquesa de Ferreira]] e de [[Conde de Tentúgal|condessa de Tentúgal]].<ref>[http://www.monarchia.org/Duques_de_Portugal/Cadaval-Guerrand-Hermes.htm Ducado de Cadaval-Guerrand-Hermès e seus títulos subsidiários]</ref>
 
{{Referências|col=2}}
 
== Ligações externas ==
* [http://www.casacadavalcasadecadaval.pt/com Site da Casa de Cadaval]
* [http://www.monarchia.org/Duques_de_Portugal/Cadaval.htm Informação sobre o Ducado de Cadaval no site ''Monarchia'']
* [http://www.monarchia.org/Duques_de_Portugal/Cadaval-Guerrand-Hermes.htm Informação sobre o Ducado de Cadaval-Guerrand-Hermès no site ''Monarchia'']
 
{{Ducados de Portugal}}
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