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== Antecedentes ==
 
A Revolução Meiji se originou do movimento de resistência contra a expansão economicaeconômica e militar das potências ocidentais, simbolizada pela chegada dos [[barcos negros]] no [[século XV]]. Desde a [[Guerra do Ópio]], em meio a uma onda de imperialismo na [[Europa]] e na [[América]] com a [[Ásia Oriental]], o meio escolhido pelo recém formado [[Xogunato Tokugawa|governo Tokugawa]] para manter o novo quadro político foi o isolamento. Porém, governo da família Tokugawa não impôs melhorias ao Japão, visto que, sem as rotas comerciais, os avanços tecnológicos mundias não chegaram ao arquipélago. Isso causou um descontentamento por parte da população. O governo era liderado pelo [[shogumxogum]] e a figura do Imperador perdeu sua força durante o Xogunato Tokugawa.
 
O [[xenofobia|movimento xenófobo]], muito comum no Japão, dizia que o país deveria recusar o contato com os estrangeiros. Isso por muito tempo motivou a população a aceitar a política dos portos fechados para o comércio com o resto do mundo. Porém, uma parte da elite imperial japonesa estava insatisfeita com a situação em que o Japão havia chegado. Os estudiosos começaram a expor a ideia da devoção ao Imperador, que até então aparecia apenas como uma figura representativa da história japonesa. Segundo a [[mitologia japonesa]], o [[Imperador do Japão|Imperador]] é descendente direto dos deuses e, portanto, o povo deve louvá-lo.<ref>[http://www.japan-guide.com/e/e2135.html Japanese Emperor] {{en icon}} Acesso em 10 de Janeiro de 2012</ref> Os estudiosos diziam que, como o Imperador era uma figura quase divina, não havia motivos para o governo militar administrar o Japão.
Paralelamente a essa ideia, o governo Tokugawa continuava com as reformas, visando melhorar a situação econômica do país, mas sem nenhum resultado. Assim, enquanto o Japão entrava em uma profunda crise, com o seu governo já sem prestígio, o ideal da restauração do poder imperial se tornava cada vez mais forte, se alastrando por todo o arquipélago.<ref name=HistIlus>YAMAZATO, Augusto. História Ilustrada do Japão. São Paulo: Editora 5 cores, 1967</ref> Além disso, cada vez mais navios estrangeiros apareciam na costa do Japão. Eles procuravam negociar a abertura dos portos e vinham principalmente dos [[Estados Unidos]].
 
Enquanto isso, o movimento da Restauração Imperial continuava se expandindo. Porém, o ideal de que o Japão não deve se relacionar com os estrangeiros era mantido pelos líderes do movimento. Um outro grupo apoiava a abertura dos portos, mas também apoiava a volta do governo imperial. O líder desse grupo era Yoshida Shōin, um grande influênciadorinfluenciador ideológico entre os revolucionários.
 
Em [[1840]], com [[Guerras do ópio|Guerra do Ópio]], entre a [[Reino Unido|Inglaterra]] e a [[China]], a nação asiática se viu forçada a abrir seus portos para o comércio. Nesse período, os ingleses voltaram seus olhos para o Japão, mas não fizeram nada por causa da guerra. Os [[Estados Unidos]], uma potência emergente, também se interessaram pelos mercados do Pacífico e, em [[1851]], o [[comodoro]] norte-americano [[Matthew Calbraith Perry]] foi ao Japão para levar uma proposta ao governo japonês. Temendo futuros problemas com os norte-americanos, o governo se viu obrigado a aceitar o acordo e, em [[1854]], o Japão abria seus portos para o comércio com o mundo.
== A Guerra Boshin ==
 
Em janeiro de [[1868]], iniciou-se um período de [[guerra civil]], conhecido como [[Guerra Boshin]] ("''Guerra do Ano do Dragão''"), com a [[batalha de Toba Fushimi]] na qual um exército liderado pelas forças de [[Domínio Choshu|Choshu]] e Satsuma derrotaram o exército do e forçaram o Imperador a despir Yoshinobu de qualquer poder que lhe restava. O conflito terminou no início de [[1869]] com o cerco de [[Hakodate Hokkaido]]. A derrota dos exércitos do antigo shogunxogum (que contava com líderes como [[Otori Keisuke|Ôtori Keisuke]], [[Enomoto Takeaki]] e [[Hijikata Toshizō]]) marcou o fim da '''Restauração Meiji''', tendo cessado todos os desafios ao Imperador e ao seu governo.
 
Algumas forças do xogunato escaparam para [[Hokkaido]], onde tentaram estabelecer uma república separatista, a [[República de Ezo]] - no entanto, as forças leais ao Imperador frustraram esta tentativa de maio de 1869 com a [[Batalha de Hakodate]] em Hokkaido. A derrota dos exércitos do antigo shogunxogum (liderada por [[Enomoto Takeaki]] e Hijikata Toshizo) marcou o fim definitivo do xogunato Tokugawa; com o poder do imperador, totalmente restaurada.
 
Os líderes da '''Restauração Meiji''', como a revolução veio a ser conhecida, clamam que suas ações restauraram o poder do Imperador. Isso não é inteiramente verdadeiro. O poder simplesmente deslocou-se do shogunatoxogunato Tokugawa para uma nova [[oligarquia]] dos [[daimyo]] que o derrotaram. Essas oligarquias eram em sua maioria, dos feudos de Satsuma ([[Okubo Toshimichi]] e [[Saigo Takamori]]), e de Choshu ([[Ito Hirobumi]], [[Yamagata Aritomo]], e Kido Koin/Kido Takayoshi/Katsura Kogoro).
 
== Efeitos ==
A [[oligarquia]] [[Meiji]], que formou o governo sob a autoridade do imperador introduziu medidas para consolidar o seu poder contra os remanescentes do governo do [[período Edo]], o [[xogunato]], [[daimyo]] e a classe [[samurai]].
 
Em 1868, todas as terras dos Tokugawa foram confiscadas e colocados sob "controle imperial", colocando-os sob a prerrogativa do novo governo Meiji. Em 1869, o daimyo da [[Domínio Tosa|Tosa]], [[Domínio Hizen|Hizen]], Satsuma e domínio [[Choshu]]s, que estavam empurrando mais ferozmente contra o shogunatoxogunato, foram persuadidas a "devolver os seus domínios para o Imperador". Outros foram posteriormente convencidos a fazê-lo, criando, assim, pela primeira vez, um governo central do Japão, que exercia o poder direto através de todo o reino.({{lang|ja|天下}})<ref>Bestor, Theodore C. "Japan." Countries and Their Cultures. Eds. Melvin
Ember and Carol Ember. Vol. 2. New York: Macmillan Reference USA, 2001. 1140-1158. 4 vols. Gale Virtual Reference Library. Gale. Pepperdine University SCELC. 23 Nov. 2009 <http://find.galegroup.com.lib.pepperdine.edu/gvrl/infomark.do?&contentSet=EBKS&type=retrieve&tabID=T001&prodId=GVRL&docId=CX3401700121&source=gale&userGroupName=pepp12906&version=1.0>.
</ref>
 
Finalmente, em 1871, os ''daimyo'', passados e presentes, foram convocados antes do Imperador, onde foi declarado que todos os domínios passariam a ser devolvidos ao Imperador. Os cerca de 300 domínios (HAN) foram transformadas em prefeituras, cada um sob o controle de um governante nomeado pelo [[Estado]]. Em 1888, várias prefeituras foram fundidas em várias etapas para reduzir o seu número para 75. Para o ''daimyo'' foram prometidas 10% dos seus rendimentos associadas aos feudos. Mais tarde, as suas dívidas e pagamentos dos salários dos [[samurai]]s deviam ser assumidas pelo Estado.
 
Os oligarcas também tentaram abolir as quatro divisões da sociedade.
=== O crescimento industrial japonês ===
 
A rápida industrialização e modernização do Japão, permitiu e requereu um enorme aumento na produção e na infra-estruturainfraestrutura. O Japão construiu indústrias, tais como [[estaleiro]]s, [[fundição|fundições de ferro]], e fábricas de fiação, que eram depois vendidos a empresários. Consequentemente, as empresas nacionais se tornaram consumidoras de tecnologia ocidental e aplicou isso para produzir itens que seriam vendidos a preços baixos no mercado internacional. Com isso, as zonas industriais cresceram enormemente, e não houve migração em massa do campo para os centros de industrialização. A industrialização além disso era paralela com o desenvolvimento de um sistema ferroviário e comunicações modernas, integrando o país.<ref>Yamamura, Kozo. "Success Iligotten? The Role of Meiji Militarism in Japan's Technological Progress." The Journal of Economic History 37.1 (1977). Web.
Progress." The Journal of Economic History 37.1 (1977). Web.
</ref>
 
== Líderes ==
Esses foram os líderes quando o Imperador Japonês retomou o poder dos shogunsxoguns Tokugawa. Alguns deles tornaram-se Primeiro Ministro do país:
 
* [[Okubo Toshimichi]] ([[1830]]-[[1878]])