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A Gestalt-terapia é uma é um modelo psicoterápico com ênfase na responsabilidade de si mesmo, na experiência individual do momento atual (chamado também de aqui-e-agora), no relacionamento do terapeuta-consulente e na autorregulação e ajustamento criativos do indivíduo, levando em conta sempre o meio ambiente e o contexto social, que constituem o ser de um modo geral.
A '''Gestalt-Terapia''', também conhecida como Terapia Gestalt, é uma abordagem psicológica, e que possui uma visão de homem e de mundo pautadas na doutrina holística, na fenomenologia e no existencialismo.
A teoria foi desenvolvida pelos teóricos [[Fritz Perls]], [[Laura Perls]] e [[Paul Goodman]] entre as décadas de [[1940]] e [[1950]]
 
=Visão Geral=
Baseada no "aqui-e-agora", a Gestalt-Terapia tem como foco levar as pessoas a restaurar o contato consigo, com os outros e com o mundo. Por ser considerada uma abordagem Humanista, acredita na capacidade do ser humano em se auto-realizar e de desenvolver seu potencial.
 
A Gestalt-Terapia desenvolveu-se da síntese de várias tendências filosóficas, psicológicas e culturais. Como bases filosóficas a teoria lança mão do [[existencialismo]], [[humanismo]] e da [[fenomenologia]] colocando a abordagem no grupo da [[psicologia humanista|Psicologia Humanista]] considerada como a terceira via, ao lado da [[psicanálise]] e da terapia [[comportamental]].
 
Foi influenciada pela cultura pós-guerra, que levantaram novos paradigmas [[epistemologia|epistemológicos]], filosóficos e culturais. A cultura [[hippie]] foi bastante presente na vida de Perls assim como também as [[filosofia oriental|filosofias orientais]].
 
Depois da desvinculação de Perls em relação à psicanalise, ele passou a utilizar-se de vários conceitos de psicologia para construir o corpo teórico da Gestalt-terapia. Teorias como a [[gestalt|Psicologia da Gestalt]] de Wertheimer, Köhler e Koffka, Teoria de Campo de Lewin e a Teoria Organísmica de Goldstein. A psicanalise também teve seu grau de influência além da própria experiência pessoal de Perls.
 
==Enfoque==
Dada as suas bases filosóficas a Gestalt-terapia tem seu enfoque clínico no conceito de ''aqui-e-agora''. Não confundir com a ideia de que a abordagem nega o histórico do cliente. O conceito refere-se à ideia de que o que se apresenta como [[fenômeno]] no momento atual que deve ser levado em consideração. Esta abordagem no aqui-agora pretende promover o ''contato'' e a ''awareness'', também conceitos da teoria. O modo de abordar o aqui-e-agora expressa-se na relação terapeuta-consulente, já que é a relação que está ocorrendo no momento da terapia. O trabalho focado nesta relação sugere ao cliente que tome [[consciência]] do aqui-e-agora e lide com o que emerge desta relação. Estes elementos que emergem são chamados de figura, conceito da Gestalt conhecido como [[Segregação figura-fundo|figura e fundo]]. Este enfoque no aqui-e-agora da relação terapeuta-consulente pretende servir de modelo vivencial das experiências do consulente, acreditando-se que toda a tomada de consciência advinda desta vivencia afetará a relação do consulente consigo mesmo de modo geral, holístico.
 
=Histórico=
 
Foi co-fundada pelos então conhecidos como o "grupo dos sete"( Paul Weisz, Elliot Shapiro, Isadore Sylvester Eastman, Ralph Hefferline e Jim Simkin), tendo mais destaque entre eles [[Perls|Fritz Perls]], [[Laura Perls]] e [[Paul Goodman]] dentre os anos de 1940 a 1950. Está relacionada com a [[psicologia da gestalt]], mas não é a mesma coisa.
Os métodos e objetivos variam de acordo com os autores, para Perls o objetivo da terapia é saltar do apoio ambiental para o auto-suporte (self-suport). Em outro momento encontramos como objetivo da Gestalt-Terapia a Awareness. Awareness é uma palavra sem conceituação exata para o português, mas que pode convenientemente ser traduzida para "dar-se conta", também sendo utilizada para conceituar o que muitos chamam continuum de consciência, para outros seria uma transcendência da consciência de si. Essa consciência refere-se a capacidade de aperceber-se do que se passa dentro de si e fora de si no momento presente, em nível corporal, mental e emocional.
 
== Influências da gestalt-terapia ==
 
A Gestalt-terapia tem como base várias teorias do conhecimento humano, entre elas, as mais utilizadas por Fritz Perls, de acordo com Tellegen (1984, p. 34) são: análise do caráter de [[Wilhelm Reich|Reich]], o Holismo de Jan Smuts, a fenomenologia, a psicologia da Gestalt, a teoria organísmica de Kurt Goldstein, a filosofia existencial, [[zen| zen budismo]], a teoria do campo de Kurt Lewin e a [[Psicanálise]]. Esta última é interessante que seja ressaltado que Perls era psicanalista, em determinado momento admite o valor da pesquisa psicanalítica, afirmando: “Quase não existe uma esfera da atividade humana onde a investigação de Freud não tenha sido criativa, ou, pelo menos, estimuladora” (1969, p. 13). Contudo, a fundamentação com a psicanálise deve ser vista com cuidado, pois Perls manteve ásperas relações com a psicanálise. Em certos momentos faz comentários sobre Freud e sua teoria.
Nos escritos de Perls é comum encontrarmos referências à [[Alfred Adler]] e [[Harry Stack Sullivan]], ambos influenciaram o pensamento de Fritz, principalmente, no que toca às questões referentes à auto-estima e auto-conceito.
 
===Psicologia da Gestalt===
 
{{artigo principal|[[Gestalt]]}}
Para alguns teóricos, uma das maiores inovações da Gestalt-Terapia em relação a Psicologia da Gestalt, é o fato de ampliar o conceito de figura-fundo, antes visto apenas como parte do processo perceptivo, agora faz parte da motivação, esta associado ao processo de emergência das necessidades do organismo.
 
===Teoria Organísmica de Kurt Goldstein===
 
Uma das influências mais incisivas sobre a Gestalt-terapia é a teoria organísmica de Goldstein. Essa teoria deu base para que Fritz não fosse mecanicista ou associacionista.
De acordo com Lima "[...] o processo de busca de auto-atualização como um processo holisticamente natural do organismo, como uma potencialidade intrínseca do ser humano, Goldstein afirmava que quando o indivíduo apresentava respostas antagônicas ou desarmônicas a este princípio é por que este estava submetido a condições inadequadas de funcionamento."
 
=Bases Filosóficas=
===Humanismo, Fenomenologia e Existencialismo===
 
==Humanismo==
{{artigo principal|[[humanismo]]}}
A Gestalt se encontra dentro de uma das grandes correntes teóricas da Psicologia. O [[Humanismo]] é definido pela volta da Psicologia ao homem e às questões realmente humanas (amor, ódio, medo, solidão, saúde, beleza, virtude).
 
O homem é um completo vir-a-ser, nunca é algo estático ou estagnado, antes é um ser em constante transformação e mudança. Conceber o homem como um ser estático é não compreender o homem em sua essência.
 
==Fenomenologia==
O pensamento fenomenológico é essencial à compreensão da Gestalt-Terapia. A Gestalt-Terapia, antes de tudo, é uma terapia focada no óbvio, na única coisa que temos, o aqui-agora. Isso possibilita a GT a qualidade de terapia experiencial.
{{artigo principal|[[fenomenologia]]}}
O pensamento fenomenológico é essencial à compreensão da Gestalt-Terapiaabordagem. AEla Gestalt-Terapiaé, antes de tudo, é uma terapia focada no óbvio, na única coisa que temos, o aqui-agora. Isso possibilita a GTGestalt-terapia a qualidade de terapia experiencial.
 
A fenomenologia propõe um modelo de compreensão do mundo. Na fenomenologia estuda-se os fenômenos. Fenômeno esta relacionado com o que aparece, com manifestar-se. Uma característica essencial do pensamento fenomenológico é o fato das coisas terem um apelo interno para revelação, descoberta.
 
A preponderância do "como" sobre os "porquês" nos permite compreender a estrutura subjacente aos fenômenos, e que relata a necessidade de se descrever o que acontece com o cliente no aqui-agora tendo como objetivo principal ampliar constantemente a consciência, na maneira como o cliente se comporta, e não a razão pelo qual ele age.
 
==Existencialismo==
{{artigo principal|[[Existencialismo]]}}
 
A Gestalt-Terapia tem dentre suas características recuperar o homem de sua alienação existencial. O existencialismo incide sobre o pensamento gestáltico trazendo o homem para o centro da sua singularidade, sua subjetividade é o ponto de equilibrio, e na intersubjetividade que se faz humano.
Durante sua vida, o homem, perpassa por um meio social massacrante, devassalador, que destrói e corrompe suas potencialidades genuínas. O caminho da existência é áspero e cheio de pedras, para muitos a existencia perde seu maior significado, perde-se o sentido, a sua realização passa a estar cada vez mais distante. O homem sem sentido de vida é incapaz de viver plenamente. Na existência humana, mergulhar nas trevas é parte da caminhada, no entanto, para sair das trevas é preciso encontrar o verdadeiro sentido de vida. Diante de sua capacidade de autorealização, mesmo no deserto, a mais bela flor consegue florescer.
 
=Conceitos=
==Contato==
 
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