Abrir menu principal

Alterações

942 bytes adicionados, 21h59min de 5 de abril de 2016
Adicionei ligações para outras páginas da wikipédia.
[[File:Diverse torture instruments.jpg|thumb|Instrumentos de tortura]]
'''Tortura''' é a imposição de [[dor]] física ou [[Tortura psicológica|psicológica]] por [[crueldade]], [[intimidação]], [[punição]], para obtenção de uma [[Confissão (direito)|confissão]], [[informação]] ou simplesmente [[Sadismo|por prazer da pessoa que tortura]]. Também tem, como uma definição mais abrangente, "o dano físico e mental deliberado causada pelos governos[[governo]]s contra os indivíduos para destruir a [[personalidade]] individual e [[terrorismo|aterrorizar]] a sociedade" segundo o [[Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos]].<ref>[http://www.hhs.gov/asl/testify/t990629a.html Statement on Torture and U.S. Foreign Policy]</ref>
== Etimologia ==
 
O termo "tortura" procede do termo [[Latim|latino]] ''tortura''.<ref>{{cite book | last = Holanda| first = Aurélio| title =Novo Dicionário da Língua Portuguesa | publisher = Nova Fronteira | year = 1986| isbn = | location = Rio de Janeiro | page = 1 693}}</ref>
==História ==
Durante a maior parte da [[História]], a [[pena capital]] foi, muitas vezes, deliberadamente dolorosa. Dentre as [[Pena (direito)|penas]] mais cruéis, incluem-se a [[roda (pena de morte)|roda]], a [[ebulição]] até a morte, o [[esfolamento]], o [[esventramento]], a [[crucificação]], a [[empalação]], o esmagamento, o [[apedrejamento]], a [[morte na fogueira]], o [[desmembramento]], a [[serração]], o [[escafismo]] e o [[colar (tortura)|colar]] (técnica de [[linchamento]] que consiste em colocar um [[pneu]] em volta do pescoço ou do corpo do supliciado e, em seguida, atear [[fogo]] ao pneu).<ref>[http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,950826,00.html Revenge is the Mother of Invention]</ref> Um exemplo de tortura na [[Grécia Arcaica]] é o história do [[touro de bronze]], proposto para [[Fálaris]], em meados do século [[6 a.C.]]. As [[Cinco Punições]] são um exemplo que vem da [[China Antiga]].
 
Métodos deliberadamente dolorosos de execução por crimes graves foram parte da [[justiça]] até o desenvolvimento do [[Humanismo]] na [[filosofia do século XVII]]. Na [[Inglaterra]], as penas cruéis foram abolidas pela [[Declaração de Direitos de 1689]]. Durante o [[Iluminismo]] , desenvolveu-se, no [[mundo ocidental]], a ideia de [[direitos humanos]] universais . A adoção doda [[Declaração Universal dos Direitos Humanos]] em [[1948]] marca o reconhecimento, pelo menos formal, da proibição da tortura por todos os estados membros da ONU[[Organização das Nações Unidas]]. Porém, seu efeito na prática é limitado, já que a Declaraçãodeclaração não é ratificado[[Ratificação|ratificada]] oficialmente e não tem carácter juridicamente vinculativo no [[direito internacional]], embora seja considerada parte do [[Direito consuetudinário|direito internacional consuetudinário]].
 
== Direitos humanosHumanos ==
A tortura foi proibida pela [[Terceira Convenção de Genebra]] ([[1929]]) e por convenção das [[Nações Unidas]],<ref>[http://www.gddc.pt/direitos-humanos/textos-internacionais-dh/tidhuniversais/dhaj-conv-contra-tortura.html Convenção contra a Tortura e Outras Penas ou Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes. Adoptada e aberta à assinatura, ratificação e adesão pela resolução n.º 39/46 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 10 de Dezembro de 1984.]</ref> adotada pela Assembleia Geral em [[10 de dezembro]] de [[1984]] através da resolução n.º 39/46. A tortura constitui uma grave violação dos [[Direitos Humanos]], não obstante ainda ser praticada no mundo, frequentemente coberta por uma definição imprecisa do conceito nas legislações locais.
 
== Convenção das Nações Unidas contra a Tortura ==
§2. Os dispositivos da presente Convenção não serão interpretados de maneira a restringir os dispositivos de qualquer outro instrumento internacional ou lei nacional que proíba os tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes ou que se refira à extradição ou expulsão.
 
== Pesquisas sobreSobre métodosMétodos de torturaTortura ==
[[Ficheiro:AbuGhraibAbuse-standing-on-box.jpg|thumb|250px|rightesquerda|[[Abu Ghraib]]: com as mãos e o [[pênis]] amarrados com [[arame]], o prisioneiro toma [[Choque elétrico|choques]] se cair da caixa.]]
 
[[Alfred W. McCoy]], [[Doutorado em filosofia|PhD]] em História pela Universidade de Wisconsin-Madison<ref>[http://history.wisc.edu/people/faculty/mccoy.htm Biografia- Alfred W. McCoy]. Universidade de Wisconsin {{en}}. Consultado em 29 de agosto de 2009.</ref> e autor do livro ''A Question of Torture: CIA Interrogation from the Cold War to the War on Terror'' (em português, "Uma Questão de Tortura: Interrogatórios da CIA da Guerra Fria a Guerra ao Terrorismo")<ref>[http://www.abc.net.au/rn/latenightlive/stories/2006/1593534.htm A Question of Torture: CIA Interrogation, From the Cold War to the War on Terror]. Entrevista com W. McCoy {{en}} à ABC Radio National australiana. 16 de Março de 2006. Consultado em 29 de agosto de 2009.</ref> examina a relação entre as pesquisas clandestinas da CIA no Projeto [[MKULTRA]],<ref>[http://www.nytimes.com/packages/pdf/national/13inmate_ProjectMKULTRA.pdf Project MKULTRA, the CIA's program of research in behavioral modification.] US Government Printing Office. Washignton, 1977.</ref><ref>[http://www.michael-robinett.com/declass/c000.htm Declassified MK-Ultra Project Documents]</ref><ref>[http://www.horadopovo.com.br/2003/dezembro/05-12-03/pag6a.htm MKULTRA: CIA Mutila e Assassina Milhares através do 'Controle da Mente'] ''[[Hora do Povo]]'', 5 de dezembro de 2003</ref> as técnicas dos [[Manuais KUBARK]] e as imagens de tortura em [[Abu Ghraib]], descrevendo os resultados obtidos pela CIA em suas pesquisas sobre o que ele chama de "tortura sem contato" ("no-touch", em inglês), ou seja, tortura que não deixa marcas físicas aparentes. Em artigo publicado no jornal ''[[San Francisco Chronicle]]'', de 19 de setembro de 2004, McCoy apresenta uma linha do tempo sobre a evolução de métodos de "tortura sem contato" e uma análise do uso destas técnicas "sem marcas". McCoy desenvolveu um dos mais detalhados estudos da longa história do envolvimento da [[CIA]] em pesquisas sobre tortura. Pesquisador na Universidade de Wisconsin, há 20 anos acompanha as buscas da CIA por métodos de tortura. Ao descrever a relação entre o Projeto MKULTRA e demais pesquisas em controle da mente e os métodos que fazem parte das instruções dos [[Manuais KUBARK]], ele afirma que "as experiências da CIA em tortura nos [[anos 1950]] e início dos [[anos 1960]] foram codificadas em [[1963]], de maneira sucinta, em um manual secreto de instruções sobre tortura – o manual ''KUBARK de Interrogatório de Contrainteligência'', que tornar-se-ia a base para um novo método de tortura disseminado globalmente nas três décadas seguintes."<ref>No original, em inglês: ''The CIA's torture experimentation of the 1950s and early 1960s was codified in 1963 in a succinct, secret instructional booklet on torture - the "KUBARK Counterintelligence Interrogation" manual, which would become the basis for a new method of torture disseminated globally over the next three decades.'' <br /> Transcrito de [http://www.sfgate.com/default/article/The-hidden-history-of-CIA-torture-Abu-Ghraib-is-2724028.php The hidden history of CIA torture: Abu Ghraib is only the newest U.S. atrocity] {{en}}. Por Alfred W. McCoy. [[San Francisco Chronicle]], 19 de setembro de 2004. Consultado em 1° de abril de 2013.</ref>
 
[[Alfred W. McCoy]], [[Doutorado em filosofia|PhD]] em História pela [[Universidade de Wisconsin-Madison]]<ref>[http://history.wisc.edu/people/faculty/mccoy.htm Biografia- Alfred W. McCoy]. Universidade de Wisconsin {{en}}. Consultado em 29 de agosto de 2009.</ref> e autor do livro ''A Question of Torture: CIA Interrogation from the Cold War to the War on Terror'' (em português, "Uma Questão de Tortura: Interrogatórios da CIA da Guerra Fria aà Guerra ao Terrorismo"),<ref>[http://www.abc.net.au/rn/latenightlive/stories/2006/1593534.htm A Question of Torture: CIA Interrogation, From the Cold War to the War on Terror]. Entrevista com W. McCoy {{en}} à ABC Radio National australiana. 16 de Março de 2006. Consultado em 29 de agosto de 2009.</ref> examina a relação entre as pesquisas clandestinas da [[CIA|Agência Central de Inteligência]] (CIA) no Projeto [[MKULTRA]],<ref>[http://www.nytimes.com/packages/pdf/national/13inmate_ProjectMKULTRA.pdf Project MKULTRA, the CIA's program of research in behavioral modification.] US Government Printing Office. Washignton, 1977.</ref><ref>[http://www.michael-robinett.com/declass/c000.htm Declassified MK-Ultra Project Documents]</ref><ref>[http://www.horadopovo.com.br/2003/dezembro/05-12-03/pag6a.htm MKULTRA: CIA Mutila e Assassina Milhares através do 'Controle da Mente'] ''[[Hora do Povo]]'', 5 de dezembro de 2003</ref> as técnicas dos [[Manuais KUBARK]] e as imagens de tortura em [[Abu Ghraib]], descrevendo os resultados obtidos pela CIA em suas pesquisas sobre o que ele chama de "tortura sem contato" ("no-touch", em [[Língua inglesa|inglês]]), ou seja, tortura que não deixa marcas físicas aparentes. Em artigo publicado no jornal ''[[San Francisco Chronicle]]'', de 19 de setembro de 2004, McCoy apresenta uma [[linha do tempo]] sobre a evolução de métodos de "tortura sem contato" e uma análise do uso destas técnicas "sem marcas". McCoy desenvolveu um dos mais detalhados estudos da longa história do envolvimento da [[CIA]] em pesquisas sobre tortura. Pesquisador na Universidade de Wisconsin, há 20 anos acompanha as buscas da CIA por métodos de tortura. Ao descrever a relação entre o Projeto MKULTRA e demais pesquisas em controle da mente e os métodos que fazem parte das instruções dos [[Manuais KUBARK]], ele afirma que "as experiências da CIA em tortura nos [[anos 1950]] e início dos [[anos 1960]] foram codificadas em [[1963]], de maneira sucinta, em um manual secreto de instruções sobre tortura – o manual ''KUBARK de Interrogatório de Contrainteligência'', que tornar-se-ia a base para um novo método de tortura disseminado globalmente nas três décadas seguintes."<ref>No original, em inglês: ''The CIA's torture experimentation of the 1950s and early 1960s was codified in 1963 in a succinct, secret instructional booklet on torture - the "KUBARK Counterintelligence Interrogation" manual, which would become the basis for a new method of torture disseminated globally over the next three decades.'' <br /> Transcrito de [http://www.sfgate.com/default/article/The-hidden-history-of-CIA-torture-Abu-Ghraib-is-2724028.php The hidden history of CIA torture: Abu Ghraib is only the newest U.S. atrocity] {{en}}. Por Alfred W. McCoy. [[San Francisco Chronicle]], 19 de setembro de 2004. Consultado em 1° de abril de 2013.</ref>
No Brasil, notícias sobre o [[MKULTRA]] não foram divulgadas no ano de sua revelação (1978), quando a imprensa estava sob [[Censura no Brasil|censura]], e só emergiram, sem grande repercussão, apenas por volta de [[2003]]. A extrema relevância das técnicas de controle, continuamente pesquisadas sobretudo por órgãos de segurança e militares americanos, parece explicar a pouca divulgação do projeto MKULTRA.
 
McCoy desenvolveu um dos mais detalhados estudos da longa história do envolvimento da CIA em pesquisas sobre tortura. Pesquisador na Universidade de Wisconsin, há 20 anos acompanha as buscas da CIA por métodos de tortura. Ao descrever a relação entre o Projeto MKULTRA e demais pesquisas em controle da mente e os métodos que fazem parte das instruções dos [[Manuais KUBARK]], ele afirma que "as experiências da CIA em tortura nos [[anos 1950]] e início dos [[anos 1960]] foram codificadas em [[1963]], de maneira sucinta, em um manual secreto de instruções sobre tortura – o manual ''KUBARK de Interrogatório de Contrainteligência'', que tornar-se-ia a base para um novo método de tortura disseminado globalmente nas três décadas seguintes."<ref>No original, em inglês: ''The CIA's torture experimentation of the 1950s and early 1960s was codified in 1963 in a succinct, secret instructional booklet on torture - the "KUBARK Counterintelligence Interrogation" manual, which would become the basis for a new method of torture disseminated globally over the next three decades.'' <br /> Transcrito de [http://www.sfgate.com/default/article/The-hidden-history-of-CIA-torture-Abu-Ghraib-is-2724028.php The hidden history of CIA torture: Abu Ghraib is only the newest U.S. atrocity] {{en}}. Por Alfred W. McCoy. [[San Francisco Chronicle]], 19 de setembro de 2004. Consultado em 1° de abril de 2013.</ref>
== Tortura médica ==
 
No Brasil, notícias sobre o [[MKULTRA]] não foram divulgadas no ano de sua revelação (1978), quando a imprensa estava sob [[Censura no Brasil|censura]], e só emergiram, sem grande repercussão, apenas por volta de [[2003]]. A extrema relevância das técnicas de controle, continuamente pesquisadas sobretudo por órgãos de segurança e militares americanos, parece explicar a pouca divulgação do projeto MKULTRA.
== Tortura médicaMédica ==
Além das pesquisas formais patrocinadas por órgãos americanos, a própria evolução da [[medicina]] acaba, devido ao uso indevido do conhecimento e a falta de ética de profissionais da área, contribuindo para a especialização da tortura.<ref>Medicina e tortura [http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/mar2001/ossopag16.html. Unicamp.]</ref>
 
Além disso, muitos médicos se puseram a serviço de estados que torturam para encobrir os atos de abusos praticados pelo estado. Neste quadro, está o médico [[Harry Shibata]] em São Paulo, que assinou [[Laudo pericial|laudos]] cadavéricos falsos de presos políticos. Também notório foi o caso do psiquiatra [[Amílcar Lobo]], que participou ativamente na tortura durante os anos da ditadura no Brasil.
 
Nos Estados Unidos, recentemente, médicos, assim como psicólogos americanos, têm tido participação na tortura de prisioneiros tanto em pesquisas como atuando nas prisões, conforme descreve o pesquisador Dr.doutor [[Steven H. Miles]].<ref>Juramento traído - em inglês: Oath Betrayed por Dr. [[Steven H. Miles]], Professor do Centro de Bioética do Departamento de Medicina da Universidade de Minnesota, USA [http://www.ahc.umn.edu/bioethics/facstaff/miles_s/home.html Dr. Steven Miles- author of "Oath Betrayed: America's Torture Doctors".] Em Inglês - consultado em 24 de Agosto de 2009.</ref>
 
No passado recente, as pesquisapesquisas do Projeto [[MKULTRA]] de controle da mente foram realizadas por médicos, psicólogos e vários profissionais da área de saúde em mais de 100 instituições e universidades americanas.
 
Um dos primeiros casos conhecidos de médicos participantes em tortura foi o do médico nazista [[Josef Mengele]], chamado de "Anjo da Morte", que utilizava-se de presos indefesos em [[Campo de concentração|campos de concentração]] no período [[Nazismo|nazista]], notadamente em [[Auschwitz]]. O [[código de ética médica]] recrimina e reprime severamente a prática de tortura.<ref>Josef Mengele [http://www.pbnet.com.br/openline/gvfranca/artigo_7.htm. Josef Mengele.]</ref>
 
No Canadá, na década de 1960, o médico [[Ewen Cameron]], através de recursos fornecidos pela [[Fundação Rockefeller]],<ref>Fundação Rockefeller entre as Instituições Privadas Utilizadas pela CIA ligadas as Pesquisas de Lavagem Cerebral [http://www.raven1.net/anat-1.htm#fn1 New York Times artigo de Nicholas Horrock publicado em 2 de Agosto de 1977 .] em Inglês acesso 28 de Agosto de 2009</ref>, trabalhou para a CIA no desenvolvimento de métodos de [[lavagem cerebral]] no Memorial Hospital, afiliado à [[Universidade McGuill]], em [[Montreal]], se utilizando de seus pacientes como cobaias[[cobaia]]s humanas.<ref>Vítimas do psiquiatra Dr. Ewen Cameron, Memorial Hospital, Montreal, Canada, na Corte de Justiça [http://www.timesonline.co.uk/article/0,,2090-1313808,00.html Sunday Times - "Brainwash victims win cash claims" 17 de Outubro de 2004.] em inglês</ref>
 
Mais recentemente, na prisão [[EUA|estado-unidense]]prisão emde [[Guantánamo]], médicos- militares estadunidenses estiveram envolvidos em sessões de tortura monitoradas.<ref>Médicos participam em tortura [http://www.primeiralinha.org/destaques6/torturas.htm Primeira Linha.]</ref>
 
O Dr.doutor [[Steven H. Miles]], Professorprofessor do Centro de Bioética do Departamento de Medicina da [[Universidade de Minnesota]], em seu livro "[[Oath Betrayed: America's Torture Doctors]]" (tradução para o PortuguêsPortuguêsː "Juramento traído: médicos torturadores na América"), examina o envolvimento de médicos americanos na tortura em Abu Ghraib, Guantánamo e outros locais.
<ref>Dr. Steven Miles, Professor do Centro de Bioética do Departmento de Medicina da Universidade de Minnesota, USA – Oath Betrayed [http://www.ahc.umn.edu/bioethics/facstaff/miles_s/home.html Dr. Steven Miles- autor do livro em inglês "Oath Betrayed: America's Torture Doctors".] Em Inglês - consultado em 24 de Agosto de 2009.</ref>
 
==Documentação do Programa de Tortura americanoAmericano==
Documentos do Programa de Tortura americano, cuja existência foi revelada apenas após o escândalo de [[Prisão de Abu Ghraib|Abu Ghraib]], estão sendo arquivados, conforme são revelados, pelo projeto The National Security Archive, sob o título em inglês "Torture Archive".<ref>[http://www2.gwu.edu/~nsarchiv/torture_archive/index.htm ] Veja aqui os documentos já revelados sobre o Programa de Tortura Americano , de 2001 ate o presente (2014) - The Torture Archive</ref>.
 
== Brasil ==
{{Artigo principal|Tortura no Brasil}}
[[Ficheiro:Pau de arara protesto Brasilia 2012.jpg|thumb|left|200px|Em [[Brasília]], 2012em -2012, Manifestantesmanifestantes simulam o método de tortura conhecido como [[Pau de arara (tortura)|pau de arara]].]]
 
No Brasil, o uso da tortura - seja como meio de obtenção de provas através da [[confissão]], seja como forma de castigo a prisioneiros - data dos tempos da [[Brasil Colônia|Colônia]]. Legado da [[Inquisição]], a tortura nunca deixou de ser aplicada durante os 322 anos de período colonial e nem posteriormente - nos 67 anos do [[Império brasileirodo Brasil|Império]] e no [[Brasil República|período republicano]].<ref name=CDH>Comissão de Direitos Humanos da [[Câmara dos Deputados (Brasil)]].[http://www.dhnet.org.br/dados/estudos/dh/br/torturabr.htm A Tortura no Brasil - Um estudo sobre a prática da tortura por agentes públicos, a ação da Justiça, alguns casos emblemáticos acompanhados pela CDH e propostas de ações superadoras]. Subsídio ao trabalho do Relator da ONU para a Tortura, Nigel Rodley, em sua missão oficial ao Brasil. Brasília – DF, agosto de 2000].</ref>
 
Durante os chamados [[Anos de chumbo (Brasil)|anos de chumbo]], assim como na ditadura [[Getúlio Vargas|Vargas]] (período denominado [[Estado Novo (Brasil)|Estado Novo]] ou [[República Nova (Brasil)|República Nova]], em alusão à [[República Velha]], que se findava), houve a prática [[Sistema|sistemática]] da tortura contra [[Preso político|presos políticos]] - aqueles considerados [[Subversão|subversivos]], que, alegadamente, ameaçavam a [[segurança nacional]].<ref>[http://www.armazemmemoria.com.br/cdroms/videotecas/bnm/dossies%20virtuais/Anistia/01DossieAnistia.htm Dossiê virtual Anistia e crimes de lesa humanidade]. Videoteca Digital de documentos da Tortura no Brasil.</ref>
 
Durante o [[regime militar de 1964]], os torturadores brasileiros eram, em sua grande maioria, militares das [[Forças Armadas do Brasil|forças armadas]], em especial do [[Exército brasileiro|exército]]. Os principais centros de tortura no Brasil, nesta época, eram os [[DOI/CODI]], órgãos militares de defesa interna. No ano de [[2006]], [[Carlos Alberto Brilhante Ustra]], [[coronel]] do [[Exército Brasileiro]] e ex-chefe do DOI/CODI de São Paulo, respondeu por crime de tortura em [[tribunal militar]].<ref>O Caso de Carlos Alberto Brilhante Ustra [http://www81.ddataprev.gov.br/sislex/paginas/42/1979/6683.htm Ustra e tortura no Brasil.]</ref><ref>[http://g1.globo.com/Noticias/Politica/0,,AA1346783-5601,00.html Torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra condenado pela Justiça de São Paulo.] (visitado em 29 de Agosto de 2009)</ref>
 
== Movimentos de Direitos Humanos ==
O grupo [[Tortura Nunca Mais]] desempenhou papel extremamente significativo e vital em denunciar os que atuaram como torturadores durante a Ditadura no Brasil e é um grupo reconhecido e respeitado internacionalmente.
 
A [[Anistia Internacional]] (Amnistia Internacional em Portugal) é uma organização internacional não- governamental que tem, como principal propósito, promover os [[direitos humanos]] conclamados pela [[Declaração Universal de Direitos Humanos]] e outras leis internacionais.
 
A [[Organização das Nações Unidas]] também desempenha importante papel na defesa dos direitos humanos através de suas agências especializadas, mantendo, na sua estrutura, o [[Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos]] - UNHCHR.
 
Manfred Nowak, Diretor do Instituto Ludwig Boltzmann de Direitos Humanos, foi investigador da Organização das Nações Unidas e visitou a [[República Popular da China]] para realizar inspeção sobre a continuação das práticas de tortura no país.
 
Visitou prisões no [[Tibete]], na região de maioria muçulmana de [[Xinjiang]] e na capital [[Pequim]]. A China tornou a tortura ilegal em [[1996]], mas organizações de defesa dos direitos humanos afirmam que o país ainda usa esse método para conseguir confissões de crimes.
 
Nowak disse ter ouvido relatos de tortura, incluindo o uso de bastões de choque elétrico, queimaduras com cigarros, imersão em poços de esgoto e pessoas interrogadas por mais de duas semanas sem poder dormir. Comentou sobre "um prisioneiro obrigado a deitar em uma única posição em uma cama por 85 dias". E acrescentou que "[[tortura psicológica]] também é usada, particularmente em [[Campo de concentração|campos de trabalho]], para alterar a [[personalidade]] dos prisioneiros".
 
== Tortura no cinemaCinema ==
* O filme ganhador do [[Oscar]] em 2006 ''[[Caminho para Guantánamo]]'', de [[Michael Winterbottom]], conta a história real de três cidadãos britânicos inocentes que, em [[2001]], são sequestrados no [[Afeganistão]], vendidos aos americanos por chefes de tribos da [[Aliança do Norte]], como sendo terroristas, e levados presos para a [[base de Guantánamo|base militar de Guantánamo]]. O filme descreve técnicas e procedimentos de tortura física e [[Tortura psicológica|psicológica]] praticada pelas forças americanas.
 
* O filme [[Cativeiro (filme)|Cativeiro]], de 2007, estrelado por [[Elisha Cuthbert]], conta a história de uma modelo que é seqüestradasequestrada por um fã [[psicopata]] e passa por inúmeras [[terror psicológico|torturas psicológicas]].
* O filme [[Estado de Sítio]], de [[Costa-Gravas]], baseia-se nos fatos reais da vida de [[Dan Mitrione]] (no filme, sob nome fictício), incluindo cenas em que um policial dá aulas práticas de tortura com aplicação de choques elétricos, utilizando-se de mendigos[[mendigo]]s do [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] e de [[Belo Horizonte]] como cobaias[[cobaia]]s.
 
* O filme em [[Língua castelhana|espanhol]] ''[http://www.filmaffinity.com/es/film826874.html El crimen de Cuenca]'', de [[Pilar Miró]], relata fatos reais da tortura de agricultores na Espanha nas mãos da [[polícia civil]] no início do Século XX.
 
* O filme ''[[Salò o le 120 giornate di Sodoma|Saló ou os 120 dias de Sodoma]]'', de [[Pier Paolo Pasolini]], conta a história de [[Senhorialismo|senhores feudais]] e a tortura de suas vítimas.
 
* O filme ''[[Unthinkable]]'' conta a historiahistória de um terrorista de nacionalidade americana, veterano da ''[[Delta Force]]'', especializado em explosivos[[explosivo]]s. Ele coloca três [[Bomba nuclear|bombas nucleares]] em três cidades americanas, exigindo que o presidente anunciasseanuncie a retirada das tropas americanas dos países [[Ásia|asiáticos]] e que o fornecimento de ajuda e de armas aos [[Ditadura|ditadores]] daqueles países fosseseja interrompido. Durante os vários dias em que é interrogado pelo [[Exército dos Estados Unidos|Exército norte-americano]], pela [[CIA]] e pelopela [[FBI|Agência Federal de Investigação]] (FBI), há inúmeros relatos de tortura, física e [[Tortura psicológica|psicológica]].
 
* O filme ''[[A morte e a donzela (filme)|A morte e a donzela]]'', de [[Roman Polanski]], baseado em peça teatral do chileno [[Ariel Dorfman]], explora as consequências psicológicas da tortura.
 
* DocumentárioO [[documentário]] francês "Escadrons de la mort, l'école française", de 2003 (original em francês com legendas em espanhol) . Em português:"[[Os Esquadrões da morte: A escola francesa]]"- O documentário que) trata da transferência das técnicas francesas de tortura pelo Serviço secreto francês para os sistemas de tortura de outros países, incluindo os países latinos - da documentarista francesa [[Marie-Monique Robin]].<ref>[http://www.algeria-watch.org/fr/article/div/livres/escadrons_mort_conclusion.htm - Escadrons de la mort, l'école française - em francês] acesso 14 de maio de 2014</ref>
 
*DocumentárioO documentário [[Tortura Made in USA]], -de 2009 -, de [[Marie-Monique Robin]].<ref>[https://archive.org/details/TortureMadeInUsa - Internet Archives - Torture Made in USA (2009)- em francês - Dirigido por Marie-Monique Robin] acesso 14 de maio de 2014</ref>
 
== Tortura no teatroTeatro ==
* A peça ''[[Pedro y el Capitán]]'', de [[Mario Benedetti]] , desenvolve-se exclusivamente noatravés do diálogo entre um torturador e um prisioneiro no período das ditaduras na [[América Latina]], no século XX.
 
{{referências|col=2}}