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Alterações

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Leach ordenou a retirada às 6h13min; apenas dois se seus dez canhões de 360&nbsp;mm ainda estavam atirando e a própria embarcação já havia sofrido enormes danos. O ''Prince of Wales'' fez uma virada de 160° e criou uma cortina de fumaça para cobrir sua fuga. Os alemães cessaram fogo quando a distância aumentou. Apesar de Lindemann querer perseguir e destruir o ''Prince of Wales'',<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|pp=164–165}}</ref> Lütjens seguiu as ordens operacionais para não atacar embarcações inimigas que não estivessem protegendo comboios.<ref>{{harvnb|Kennedy|1991|p=79}}</ref> Ele rejeitou o pedido do capitão e ordenou que o ''Bismarck'' e o ''Prinz Eugen'' seguissem para o Atlântico Norte.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|pp=165–166}}</ref> No confronto, o ''Bismarck'' disparou 93 balas e foi atingido por três. O dano no castelo da proa permitiu que mil a duas mil toneladas de água entrassem no navio, contaminando o combustível armazenado no local. Lütjens recusou-se a reduzir a velocidade para permitir que equipes de reparo tapassem o buraco que estava abrindo e permitindo a entrada de mais água.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin|1985|p=224}}</ref> O segundo tiro causou alguns alagamentos e danos em uma sala de geradores, mas o ''Bismarck'' tinha geradores de reserva e o dano não foi problemático. A entrada de água fez o navio inclinar-se 9° para bombordo e 3° à frente.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin|1985|p=226}}</ref>
 
====A perseguiçãoPerseguição====
[[Ficheiro:Rheinuebung Karte2.png|thumb|320px|Mapa mostrando os movimentos do ''Bismarck'' e ''Prinz Eugen'' em vermelho, e os da Marinha Real em amarelo.]]
ApósLütjens relatou após a batalha, Lütjens relatou,: "Couraçado, provavelmente ''Hood'', afundado. Outro navio, ''King George V'' ou ''Renown'', fugiu danificado. Dois cruzadores pesados mantém contato".<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =167}}</ref> ÀsEle 8h01min,transmitiu eleàs transmitiu8h01min um relatório de danos e suas intenções para a OKM, que eram separar o ''Prinz Eugen'' para ataques e seguir para [[Saint-Nazaire]] afim de realizar reparos.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =168}}</ref> Pouco após às 10h00min, Lütjens ordenou que o ''Prinz Eugen'' fosse para trás do ''Bismarck'' para avaliar a severidade do vazamento de combustível. Após confirmar "fluxos grandes de combustível de ambos os lados da esteira",<ref name=bercuson173 >Bercuson & Herwig 2003, p. 173</ref> o ''Prinz Eugen'' voltou para a dianteira.<ref name=bercuson173 >{{harvnb|Bercuson & Herwig|2003|p=173}}</ref> Por volta de uma hora depois, um [[Short Sunderland]] britânico relatou a mancha de combustível para o ''Suffolk'' e ''Norfolk'', que haviam juntado-se ao ''Prince of Wales''. O Contracontra-Almirantealmirante Frederic Wake-Walker, comandante dos cruzadores, ordenou que o ''Prince of Wales'' ficasse atrás de seus navios.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =173–174}}</ref>
 
A Marinha Real ordenou que todos os navios de guerra na área fossem atrás do ''Bismarck'' e ''Prinz Eugen''. A Home Fleet de Tovey navegava para encontrar os alemães, mas na manhã de 24 de maio ainda estavam a mais de 350 milhas náuticas (650&nbsp;km) de distância. O Almirantado mandou que os [[Cruzador rápido|cruzadores rápidos]] HMS ''Manchester'', HMS ''Birmingham'' e HMS ''Arethusa'' patrulhassem o Estreito da Dinamarca caso Lütjens tentasse voltar por essa rota. O couraçado HMS ''Rodney'', que estava escoltando o [[MV Britannic (1929)|MV ''Britannic'']] e deveria passar por uma reforma no estaleiro de [[Boston]], juntou-se a Tovey. Dois antigos couraçados da Classe ''Revenge'' também entraram na caçada: o HMS ''Revenge'', vindo de [[Halifax]], e o HMS ''Ramillies'', que estava escoltando o Comboio HX 127.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =174–175}}</ref> No total, seis couraçados, seis cruzadores de batalha, dois porta-aviões, treze cruzadores e 21 contratorpedeiros entraram na perseguição.<ref>{{harvnb|Williamson |2003, |p. =33}}</ref> Por volta dàsdas 17h00min, a tripulação do ''Prince of Wales'' conseguiu consertar nove dos dez canhões, o que permitiu Wake-Walker colocá-lo na frente de sua formação para atacar o ''Bismarck'' caso tivesse a oportunidade.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =175}}</ref>
 
[[Ficheiro:Bundesarchiv Bild 146-1984-055-14, Schlachtschiff Bismarck, nach Seegefecht.jpg|thumb|left|250px|O ''Bismarck'', visto do ''Prinz Eugen'', após a Batalha do Estreito da Dinamarca.]]
Com oO clima estava piorando, e Lütjens ordenou às 16h40min que o ''Prinz Eugen'' se separasse. A chuva não foi forte o bastante para esconder a retirada alemã dos cruzadores de Wake-Walker, que mantiveram contato por radar. O ''Prinz Eugen'' então foi chamado de volta temporariamente.<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander |2009, |pp. =192–193}}</ref> O cruzador pesado separou-se com sucesso às 18h14min. O ''Bismarck'' virou para enfrentar a formação de Wake-Walker, forçando o ''Suffolk'' a fugir em alta velocidade. O ''Prince of Wales'' disparou doze vezes contra os alemães, que responderam com nove tiros, porém ninguém acertou. A ação distraiu os britânicos e permitiu que o ''Prinz Eugen'' escapasse. Depois de retornar ao seu curso original, as três embarcações de Wake-Walker seguiram o ''Bismarck'' pelo lado bombordo.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =227}}</ref>
 
Apesar do ''Bismarck'' ter sido danificado na batalha e forçado a reduzir a velocidade, ele ainda era capaz de alcançar 28 nós (52&nbsp;km/h), a mesma velocidade máxima do [[HMS King George V|HMS ''King George V'']] de Tovey. A menos que o ''Bismarck'' fosse retardado, os britânicos não conseguiriam impedir sua chegada a Saint-Nazaire. Pouco depois dàs 22h00min do dia 25 de maio, Tovey enviou o porta-aviões HMS ''Victorious'' e quatro cruzadores rápidos para criarem um curso que permitiria ataques com [[Torpedeiro (avião)|aviões torpedeiros]]. Às 22h00min, o ''Victorious'' lançou um ataque composto por seis Fairey Fulmar e nove [[Fairey Swordfish]]. Os aviadores inexperientes quase atacaram o ''Norfolk'' na sua aproximação; e a confusão alertou os atiradores antiaéreos do ''Bismarck''.<ref name=garzke229 >{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =229}}</ref> O navio alemão disparou suas baterias principais e secundárias com depressão mínima afim de criar enormes colunas d'água no caminho das aeronaves.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =189}}</ref> Mesmo assim, nenhum torpedeiro foi abatido. O ''Bismarck'' desviou de oito torpedos de um total de nove lançados.<ref name=garzke229 /> O nono acertou à meia-nau no cinturão principal de blindagem e causou danos pequenos. O impacto jogou um homem contra uma parede, matando-o; outros cinco foram feridos.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |pp. =229–230}}</ref>
 
O choque do impacto causou pequenos danos ao equipamento elétrico, mas a velocidade rápida e as manobras erráticas causaram mais danos que os torpedos. As mudanças repentinas na velocidade e curso afrouxaram as esteiras de colisão, aumentando o vazamento no buraco da proa; eventualmente, a sala das caldeiras 2 do lado bombordo teve de ser evacuada. A perda de duas caldeiras, junto com a constante perda de combustível, forçou uma redução na velocidade para 16dezesseis nós (30&nbsp;km/h). Mergulhadores consertaram as esteiras, permitindo uma velocidade de 20 nós (37&nbsp;km/h). A equipe de comando determinou que era a velocidade mais econômica para chegar na França.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =230}}</ref>
 
Após a partida dos Swordfish, o ''Bismarck'' e o ''Prince of Wales'' tiveram um breve duelo. Ambos erraram seus alvos.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =192–193}}</ref> As equipes de controle de danos do ''Bismarck'' voltaram a trabalhar após o confronto. A água que havia entrado na sala das caldeiras 2 ameaçava entrar na sala dos geradores 4, o que faria com que a água salgada entrasse nas turbinas. A água salgadaEla destruiria as lâminas da turbina e reduziria ainda mais a velocidade do navio. NaO perigo havia passado na manhã de 25 de maio, o perigo havia passado. A velocidade foi reduzida para 12doze nós (22&nbsp;km/h) para permitir que mergulhadores bombeassem combustível dos compartimentos dianteiros para os traseiros; duas mangueiras foram conectadas e algumas toneladas de combustível foram transferidas.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =226}}</ref>
 
Enquanto a perseguição prosseguia, os navios de Wake-Walker foram forçados a navegar em zigue-zague para evitar [[Uu-boot]]s alemães que poderiam estar na área. Isso fazia os navios navegarem para bombordo durante dez minutos, então virarem durante dez minutos para estibordo; dessa forma eles mantinham o mesmo curso. Durante os últimos minutos da virada para bombordo, o ''Bismarck'' saia do alcance do radar do ''Suffolk''.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =229–230}}</ref> Às 3h00min da manhã de 25 de maio, Lütjens ordenou que o navio aumentasse a velocidade para 28 nós (52&nbsp;km/h), virasse para oeste e depois para norte. Essa manobra coincidiu com o período em que o ''Bismarck'' estava fora do alcance do radar; a embarcação alemã desapareceu dos radares e foi parar atrás dos navios inimigos. O capitão do ''Suffolk'' achou que o ''Bismarck'' tinha ido para oeste e tentou achá-lo indo para a mesma direção. Depois de uma hora e meia, ele informou Wake-Walker, que deu ordem para seus navios se separarem ao amanhecer e procurar visualmente.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =230–231}}</ref>
 
[[Ficheiro:HMS Ark Royal h85716.jpg|thumb|290px|Vários Swordfish sobrevoam o porta-aviões HMS ''Ark Royal''.]]
A procura da Marinha Real ficou frenética, já que muitos de seus navios estavam com pouco combustível. O ''Victorious'' e seus cruzadores foram enviados para oeste, os navios de Wake-Walker continuaram ao sul e oeste, e Tovey manteve o curso para o meio do Atlântico. A [[Força H]], centrada no porta-aviões [[HMS Ark Royal (91)|HMS ''Ark Royal'']], vinda de [[Gibraltar]], ainda estava a um dia de distância.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =232–233}}</ref> Sem saber que havia despistado Wake-Walker, Lütjens enviou longas mensagens de rádio para o Grupo Naval Oeste em [[Paris]]. Esses sinais foram interceptados pelos britânicos, que conseguiram determinar aproximadamente sua origem. Porém, as coordenadas estavam erradas, mantendo Tovey no curso erradoincorreto por sete horas. Quando o erro foi percebido, o ''Bismarck'' já tinha desaparecido novamente.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =231}}</ref>
 
Decodificadores britânicos conseguiram decifrar algumas das mensagens alemãs, incluindo uma ordem para Lütjens seguir para [[Brest (França)|Brest]]. A [[Resistência francesa|Resistência Francesa]] confirmou a informação, já que várias unidades da [[Luftwaffe]] estavam sendo relocadas para Brest para prestar apoio. Tovey não conseguiria virar suas forças para a França afim de convergir em áreas em que o ''Bismarck'' passaria.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =232}}</ref> Um esquadrão de [[Consolidated PBY Catalina]]s baseados na [[Irlanda do Norte]] juntaram-se a perseguição, cobrindo áreas que o navio alemão poderia passar em sua tentativa de chegar na França Ocupada. Às 10h30min de 26 de maio, o Alferesalferes Leonard B. Smith da [[Marinha dos Estados Unidos]], piloto de um dos Catalina, avistou o ''Bismarck'' a 690 milhas náuticas (1280&nbsp;km) ao noroeste de Brest.{{nota de rodapé|Smith era um de nove oficiais norte-americanos designados para a [[Força Aérea Real]] como observadores especiais.<ref>{{harvnb|Miller |1997, |p. =162}}</ref> }} Naquela velocidade, o navio ainda conseguiria entrar na área de proteção dos Uu-boots e da Luftwaffe em menos de um dia. Não havia forças britânicas perto o bastante.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =233}}</ref>
 
A única chance da Marinha Real era o ''Ark Royal'' com a Força H, sob o comando do almirante James Somerville.<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander |2009, |p. =234}}}</ref> O ''Victorious'', ''Prince of Wales'', ''Suffolk'' e o [[HMS Repulse (1916)|HMS ''Repulse'']] foram obrigados a sair da procura por causa do baixo combustível; os únicos navios pesados restantes eram os da Força H, o ''King George V'' e o ''Rodney'', porém eles estavam muito distantes.<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander |2009, |p. =233}}</ref> Os Swordfish do ''Ark Royal'' também estavam na procura quando o Catalina o encontrou. Vários torpedeiros foram enviados para o ''Bismarck'', a cerca de 60 milhas náuticas (110&nbsp;km) do porta-aviões. Somerville ordenou um ataque assim que os Swordfish retornassem e fossem recarregados. Ele enviou o cruzador HMS ''Sheffield'' para seguir o ''Bismarck'', apesar dos aviadores não terem recebido essa informação.<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander |2009, |p. =235}}</ref> Como resultado, os aviões, que estavam armados com torpedos equipados com detonadores magnéticos, atacaram acidentalmente o ''Sheffield''. Os detectores magnéticos falharam, e o navio britânico saiu intacto.<ref>{{harvnb|Zatterling & Tamelander |2009, |pp. =236–237}}</ref>
 
[[Ficheiro:HMS Ark Royal swordfish.jpg|thumb|left|260px|Um Swordfish retornavolta para o ''Ark Royal'' após realizar um ataque contraatacar o ''Bismarck''.]]
Ao voltarem para o ''Ark Royal'', os Swordfish carregaram os torpedos com detonadores de contato. O segundo ataque era composto portinha quinze aeronaves e foi lançado às 19h10min. Às 20h47min, os torpedeiros iniciaram sua descida das nuvens para o ataque.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =258–259}}</ref> Enquanto os Swordfish aproximavam-se, o ''Bismarck'' disparou sua bateria principal contra o ''Sheffield'', escarranchando o cruzador em seu segundo tiro. Fragmentos das balas voaram para o convés do navio, matando três homens e ferindo muitos outros.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |p. =259}}</ref> O ''Sheffield'' rapidamente bateu em retirada atrás de uma cortina de fumaça. Os Swordfish então atacaram; o ''Bismarck'' começou a virar violentamente enquanto suas baterias antiaéreas tentavam destruir os aviões. Ele desviou da maioria dos torpedos, porém dois acertaram.<ref>{{harvnb|Bercuson & Herwig |2003, |pp. =259–261}}</ref> Um impacto a meia nau acertou o lado bombordo, abaixo da borda inferior do cinturão principal de blindagem. A maior parte da força da explosão foi contida pelo sistema de proteção e o cinturão de blindagem, porém houve alguns danos estruturais, causando pequenos alagamentos.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =234}}</ref>
 
O segundo torpedo atingiu o lado bombordo da popa do ''Bismarck'', perto do eixo do leme. O acoplamento do leme foi muito danificado, ficandoe emperradoemperrou a 12° para bombordo. O choque da explosão também criou danos.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |pp. =234–235}}</ref> A tripulação tentou reconquistar o controle. Eles eventualmente conseguiram consertar o leme de estibordo, porém o de bombordo continuou emperrado. Uma sugestão para soltar o leme com explosivos foi recusada por Lütjens, já que danos aos lemes deixariam o navio desamparado.<ref>{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |pp. =235–236}}</ref><ref>{{harvnb|Kennedy |1991, |p. =211}}</ref> Às 21h15min, Lütjens reportou que o navio estava sem controle.<ref name=garzke237 >{{harvnb|Garzke & Dulin |1985, |p. =237}}</ref>
 
====Naufrágio====