Abrir menu principal

Alterações

Sem alteração do tamanho ,  04h53min de 24 de abril de 2016
sem resumo de edição
[[Ficheiro:Solar Palmeiro.jpg|thumb|right|O ''[[Solar Palmeiro]]'', em [[Porto Alegre]], [[Brasil]]]]
Por vezes, alguns [[Comércio|comerciantes]] e [[empresário]]s muito abastados também construíram seus solares, nomeadamente no [[Brasil]], mas, todos estes foram erguidos no início do século XX.
 
==Significado em Portugal==
Em [[Portugal]], essa influência [[política]] e [[riqueza]] tradicional se expandia para todo o país e na época do [[Império Português]], algumas famílias que detinham grandes quantidades de terras nas colônias e navios mercantes, costumavam erguer um solar em [[Reino de Portugal|Portugal]], para que tivessem representação na corte. Esses solares costumam ser achados por muitos territórios do [[Império Português|antigo Império]], pois na expansão ultramarina as mesmas famílias continuaram a sua dominação e foram incluídas algumas famílias que eram importantes em certos territórios e que depois da colonização portuguesa, se "aportuguesaram", como aconteceu em [[Moçambique]], [[Brasil]] e [[Goa]].
 
A designação de solar é em geral mal utilizada por quem, não sabendo o seu significado exacto, o confunde com as suas características acessórias mais evidentes, ou seja, de casa antiga e com alguma grandeza, em geral associada à nobreza. Daí que comece a ser cada vez mais vulgar o uso do termo solar para casas que nunca o foram nem na respectiva documentação histórica são identificadas como tal, como é o caso, por exemplo, dos agora ditos [[Solar do Visconde de Almendra]] ou o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]], na [[Calheta (Açores)|Calheta]].
 
Em rigor, o solar é a casa donde nasceu uma [[linhagem]] nobre. Daí que sejam muito poucos os verdadeiros solares que subsistem, se bem que este termo também pode, por isso mesmo, ser aplicado a palacetes por exemplo do século XIX que pertenceram a famílias então nobilitadas, por se considerar que essa família, enquanto tal, começou então.
 
Os verdadeiros solares são, portanto, construções como a [[torre de Vasconcelos]], solar dos Vasconcelos, mas em geral pouco ou nada resta dessas construções iniciais, pelo menos no que toca à maioria das famílias com origens na [[Idade Média]]. Um exemplo importante é o [[Solar dos Távoras]], no distrito da Guarda, edificado no século XV, de onde se terá iniciado a linhagem da mais importante família do império português nos séculos XVII e XVIII, os [[Távoras]], cuja história terminou no processo mais mediático dessa época, o [[Processo dos Távoras]].
Por extensão, começou também a chamar-se solar à casa principal, dita casa-mãe, não já de uma linhagem mas de uma Casa [[Título nobiliárquico|titular]]. Assim, por exemplo, o [[castelo de Alvito]] seria o solar dos barões de Alvito. Mas mais uma vez a designação é inadequada, pois, usando este exemplo, o senhorio e castelo de Alvito pertenceu a um ramo da linhagem dos Lobo, muito anterior, e o 1º barão de Alvito nem sequer era desta família, tendo o senhorio e o castelo por herança de sua mulher. Embora seja uma situação mais tardia, há casos especiais em que podemos vê-los como abrangendo as duas situações como correctas em simultaneamente, nomeadamente no [[Paço de Lanheses]] se o considerarmos como sendo igualmente o Solar dos Ricaldes e muito mais tarde, até à actualidade, o Solar dos Almadas quando se tornou a casa-mãe dessa família.
 
Outros exemplos podem ser destacados, de solares que pertencem ou pertenciam a famílias [[nobre]]s e tradicionais ou apenas tradicionais, como a nobre [[Família Morais Sarmento|Morais Sarmento]], que detém o conhecido [[Solar do Visconde de Almendra]], em [[Almendra]], ou como a parte nobre da [[Noronha|família Noronha]], que detém o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]] em [[Calheta (Açores)|Calheta]], ou ainda como o [[Solar de Alarcão]], que pertencia à tradicional "família Alarcão".
 
==Significado no Brasil==
 
Como tais existem então no Brasil alguns reconhecidos solares como o [[Solar dos Andradas]] na [[São Paulo (cidade)|cidade de São Paulo]], o [[Solar Palmeiro]] em [[Porto Alegre]], o solar dos [[Família Matarazzo (ítalo-brasileira)|Matarazzo]] em [[São Paulo (cidade)|São Paulo]], o solar dos "Simões Lopes", também chamado de Castelo Simões Lopes, em [[Pelotas]], o [[Solar da Marquesa de Santos]] em São Paulo, o [[Solar dos Sampaios]] em [[Palmácia]], o [[Solar do Jambeiro]] em [[Niterói]], o [[Solar do Visconde de Indaiatuba]] em [[Campinas]], entre outros.
 
==Significado em Portugal==
Em [[Portugal]], essa influência [[política]] e [[riqueza]] tradicional se expandia para todo o país e na época do [[Império Português]], algumas famílias que detinham grandes quantidades de terras nas colônias e navios mercantes, costumavam erguer um solar em [[Reino de Portugal|Portugal]], para que tivessem representação na corte. Esses solares costumam ser achados por muitos territórios do [[Império Português|antigo Império]], pois na expansão ultramarina as mesmas famílias continuaram a sua dominação e foram incluídas algumas famílias que eram importantes em certos territórios e que depois da colonização portuguesa, se "aportuguesaram", como aconteceu em [[Moçambique]], [[Brasil]] e [[Goa]].
 
A designação de solar é em geral mal utilizada por quem, não sabendo o seu significado exacto, o confunde com as suas características acessórias mais evidentes, ou seja, de casa antiga e com alguma grandeza, em geral associada à nobreza. Daí que comece a ser cada vez mais vulgar o uso do termo solar para casas que nunca o foram nem na respectiva documentação histórica são identificadas como tal, como é o caso, por exemplo, dos agora ditos [[Solar do Visconde de Almendra]] ou o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]], na [[Calheta (Açores)|Calheta]].
 
Em rigor, o solar é a casa donde nasceu uma [[linhagem]] nobre. Daí que sejam muito poucos os verdadeiros solares que subsistem, se bem que este termo também pode, por isso mesmo, ser aplicado a palacetes por exemplo do século XIX que pertenceram a famílias então nobilitadas, por se considerar que essa família, enquanto tal, começou então.
 
Os verdadeiros solares são, portanto, construções como a [[torre de Vasconcelos]], solar dos Vasconcelos, mas em geral pouco ou nada resta dessas construções iniciais, pelo menos no que toca à maioria das famílias com origens na [[Idade Média]]. Um exemplo importante é o [[Solar dos Távoras]], no distrito da Guarda, edificado no século XV, de onde se terá iniciado a linhagem da mais importante família do império português nos séculos XVII e XVIII, os [[Távoras]], cuja história terminou no processo mais mediático dessa época, o [[Processo dos Távoras]].
Por extensão, começou também a chamar-se solar à casa principal, dita casa-mãe, não já de uma linhagem mas de uma Casa [[Título nobiliárquico|titular]]. Assim, por exemplo, o [[castelo de Alvito]] seria o solar dos barões de Alvito. Mas mais uma vez a designação é inadequada, pois, usando este exemplo, o senhorio e castelo de Alvito pertenceu a um ramo da linhagem dos Lobo, muito anterior, e o 1º barão de Alvito nem sequer era desta família, tendo o senhorio e o castelo por herança de sua mulher. Embora seja uma situação mais tardia, há casos especiais em que podemos vê-los como abrangendo as duas situações como correctas em simultaneamente, nomeadamente no [[Paço de Lanheses]] se o considerarmos como sendo igualmente o Solar dos Ricaldes e muito mais tarde, até à actualidade, o Solar dos Almadas quando se tornou a casa-mãe dessa família.
 
Outros exemplos podem ser destacados, de solares que pertencem ou pertenciam a famílias [[nobre]]s e tradicionais ou apenas tradicionais, como a nobre [[Família Morais Sarmento|Morais Sarmento]], que detém o conhecido [[Solar do Visconde de Almendra]], em [[Almendra]], ou como a parte nobre da [[Noronha|família Noronha]], que detém o [[Solar dos Noronhas (Ribeira Seca)|Solar dos Noronhas]] em [[Calheta (Açores)|Calheta]], ou ainda como o [[Solar de Alarcão]], que pertencia à tradicional "família Alarcão".
 
== Ver também ==
Utilizador anónimo