Diferenças entre edições de "História do Ceará"

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[[Imagem:Brazil State Ceara.svg|thumb|300px|direita|<center>Em destaque, o Estado do Ceará.<center>]]
O Ceará foi formado por indígenas catequizados e aculturados, após grande resistência à colonização de negros e mulatos que viviam como trabalhadores livres ou como escravos. O povoamento do território foi e tem sido bastante influenciado pelo fenômeno natural da [[seca]] que nos dias atuais , dificulta na plantação e criação de animais.
 
Com uma colonização portuguesa complexa e conturbada, marcada pela resistência dos nativos e pelas dificuldades de adaptação dos portugueses às condições particulares do território, formou-se uma sociedade rural baseada sobretudo na pecuária, assim como na agricultura, em especial nos vales úmidos e serras. A elite latifundiária, através de seu poder econômico e de complexas relações de parentesco e afilhadagem, possuía controle de quase todos os aspectos da vida social. Os "coronéis" mantinham em suas propriedades muitos dependentes que lhes prestavam serviços ou entregavam parte de sua produção em troca da posse de um lote de terra, em regime praticamente semi-feudal, além de trabalhadores assalariados. A escravidão africana, embora de menor importância, foi praticada ao longo de séculos, principalmente nas áreas onde a agricultura floresceu.
As terras atualmente pertencentes ao [[Ceará]] foram doadas, em [[1535]], a Antônio Cardoso de Barros, mas este não se interessou em colonizá-las e nem sequer chegou a visitar a capitania, embora tivesse ocupado o cargo de provedor-mor da Bahia no governo geral de Tomé de Sousa. Cardoso de Barros, inclusive, faleceu em 1556, ao lado do primeiro bispo do Brasil dom Pero Fernandes Sardinha, devorado pelos índios Caetés, após um naufrágio na costa de Alagoas. A primeira tentativa séria de colonização portuguesa ocorre com [[Pero Coelho de Sousa]], que lidera a primeira bandeira feita em [[1603]], demonstrando por isso certo interesse de Portugal em colonizar o Ceará. [[Imagem:Fortaleza de São Sebastião 1613.jpg|thumb|esquerda|250px|<center>O Forte São Sebastião de [[Martim Soares Moreno]]</center>]] A missão dos bandeiristas era explorar o [[rio Jaguaribe]], combater piratas, "fazer a paz" com os indígenas e tentar encontrar metais preciosos. partindo da Paraíba, à frente de 200 índios "mansos" (já submissos ao conquistador) e de 65 soldados (entre os quais o jovem Martim Soares Moreno), Pero Coelho atingiu pelo litoral a serra de Ibiapaba, onde travou combate com os índios Tabajaras e alguns franceses, então aliados. Derrotando os adversários, Pero Coelho tentou seguir para o Maranhão, mas só atingiu o rio Parnaíba (Piauí) pois seus homens, cansados, maltrapilhos e famintos recusaram-se a prosseguir viagem. De retorno ao litoral, o capitão-mor fundou o [[Fortim de São Tiago da Nova Lisboa|Forte de São Tiago]], às margens do [[Rio Ceará]] e o povoado de Nova Lusitânia. Ficou ali pouco tempo. Os índios, ressentidos com o comportamento brutal dos "civilizados" europeus passaram a atacar o Fortim. Pero ,então, retirou-se para o rio Jaguaribe, construindo nas margens deste o forte de São Lourenço. Contudo, a pesada seca de 1605 a 1607 (a primeira registrada pela historiografia local) e os persistentes ataques indígenas levaram Pero Coelho a deixar o Siará em dolorosa caminhada, na qual pereceram de fome e sede alguns soldados e seu filho mais velho. Dirigindo-se ao forte do Reis Magos no rio Grande do Norte e depois Paraíba e Europa, Pero Coelho faleceu em Lisboa, pobre, após tentar cobrar de Portugal os pagamentos pelos serviços prestados nas terras cearenses. Fracassava, assim, a tentativa pioneira de ocupação do "ceará Grande". (Por: Farias de Airton; Historia do Ceará; p. 14 e 15).
 
Diante do fracasso de Pero Coelho de conquistar as nações índigenas, em 1607 foram enviados os padres [[Jesuíta]]s [[Padre Francisco Pinto|Francisco Pinto]] e [[Padre Luís Figueira|Luís Figueira]] com o intuítointuito de evangelizar os sivícolas. Estes avançaram até a Chapada da Ibiapaba, onde ficaram até a morte do padre Francisco Pinto em outubro do mesmo ano. O padre Luís Figueira retorna para o Rio Grande do Norte. Posteriormente, relatou sua empreitada em ''Relação do Maranhão,''o primeiro texto escritosobreescrito sobre o Ceará. Figueira, todavia, não foi muito feliz no relacionamento com os nativos brasileiros. Anos depois, em [[1643]], vítima de um naufrágio na Ilha de Marajó, foi morto e devorado pelos índios Aruãs.
 
Em 1612, sob o comando de [[Martim Soares Moreno]] (considerado posteriormente o "fundador" do Ceará), foi construído, às margens do Rio Ceará, o [[Fortim de São Sebastião|Forte de São Sebastião]], local conhecido atualmente como Barra do Ceará (divisa entre os Municípios de [[Fortaleza]] e [[Caucaia]]).
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