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{{Info/Político
|imagem = Mário Kertész, eleições 2012, e Nestor Neto.jpg
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|nome = Mário Kertész
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|título = [[Lista de prefeitos de Salvador|Prefeito de Salvador]] {{BR-BAb}}
|mandato = [[1 de Janeiro]] de [[1986]]<br />até [[31 de dezembro]] de [[1988]]
| antes = [[Manoel Figueiredo Castro]]
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| cônjuge = Silvania Rocha Kertész
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'''Mário de Melo Kertész''', ou simplesmente '''MK''' , ([[Salvador (Bahia)|Salvador]], [[21 de março]] de [[1946]]) é um [[político]]<ref name="ufba">[http://www.cult.ufba.br/arquivos/cult_polcult_86_89.pdf Políticas culturais de Salvador na gestão Mário Kertész (1986-1989)] (páginas 1 a 4)</ref>, [[professor]], [[administrador de empresas]], [[empresário]] e [[radialista]] [[brasil]]eiro, filho de [[judeu]]s, pai [[húngaro]] e mãe [[amazonense]].
 
== Biografia ==
Mário Kertész é formado em [[Administração de Empresas]] pela [[Universidade Federal da Bahia]], pós-graduado na [[Espanha]] e na [[França]]. Como professor, lecionou Introdução à [[Administração]] na faculdade onde estudou, [[Universidade Federal da Bahia|UFBA]]. Fala cinco idiomas: [[Brasil|português]], [[França|francês]], [[Espanha|espanhol]], [[Estados Unidos da América|inglês]] e [[Itália|italiano]].
 
Mário Kertész tem cinco filhos: [[Maria Eduarda Kertész]] (Duda), presidente de uma empresa <ref>[http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0992/noticias/sai-uma-entra-outra]</ref> e, em abril de 2012, capa da Revista Veja<ref>[http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/personalidade/34850,executiva-duda-kertesz-filha-de-mario-e-capa-da-veja-desta-semana.html]</ref>, Francisco (Chico), diretor geral do [[Grupo Metrópole]], Sérgio, Mariana e Marcelo, que assina o projeto gráfico do [[Jornal da Metrópole]].
 
== Vida pública ==
Iniciou sua vida pública aos 22 anos, como chefe de gabinete do Secretário de [[Finanças]] Luís Sande, na gestão do então prefeito de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], [[Antônio Carlos Magalhães]], no ano de 1967.
 
Na primeira gestão de [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]] como governador da Bahia ([[1971]]-[[1975]]), Kertész, aos 26 anos, foi o primeiro titular da [[Secretaria do Planejamento, Ciência e Tecnologia]]<ref name="ufba"/>, órgão responsável pela implantação do [[Centro Administrativo da Bahia]], do Parque Metropolitano de Pituaçu e pela primeira etapa das obras de recuperação do [[Centro Histórico de Salvador]].
 
Foi chefe de gabinete de [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]], quando este assumiu a presidência da [[Eletrobrás]], entre [[1975]] e [[1978]]<ref name="ufba"/>, e prefeito nomeado de Salvador ([[1979]]-[[1981]])por [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]] em seu segundo governo.<ref name="ufba"/>
 
Ao termino de seu mandato na Prefeitura de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], em [[1981]], Mário Kertész rompe com o carlismo<ref name="ufba"/> (designação do movimento político surgido na Bahia sob a liderança de Antonio Carlos Magalhães), filiando-se ao [[PMDB]], conseguindo fazer de sua então mulher, [[Eliana Kertész]], a vereadora mais votada de [[Salvador (Bahia)|Salvador]] em [[1982]].<ref>[http://books.google.com.br/books?id=Kn98b-oh_UgC&pg=PA107&lpg=PA107&dq=salvador%2Belei%C3%A7%C3%A3o+municipal%2Beliana+kert%C3%A9sz&source=bl&ots=FNVKNTUTXD&sig=pNwJDit2-4m5G5ESIA4vKoHEdfM&hl=pt-BR#v=onepage&q=salvador%2Belei%C3%A7%C3%A3o%20municipal%2Beliana%20kert%C3%A9sz&f=false FERNANDES, Antônio Sérgio Araújo - "Gestão municipal e participação social no Brasil: a trajetória de Recife a Salvador (1986-2000)]</ref>
Em [[1985]], derrotou o deputado federal [[Marcelo Cordeiro]] na convenção do partido, tornando-se candidato à prefeitura de [[Salvador (Bahia)|Salvador]]. Em 15 de novembro do mesmo ano, foi eleito o primeiro prefeito de [[Salvador (Bahia)|Salvador]] por voto popular, com apoio da esquerda{{quem?}}, após 23 anos do [[regime militar]].<ref name="ufba"/>
 
Nessa segunda gestão, ajudou a eleger Waldir Pires [[Lista de Governadores da Bahia|governador da Bahia]] em 1986, com o apoio de outros ex-[[carlismo|carlistas]], como os então senadores [[Luís Viana Filho]] e [[Jutahy Magalhães]], o então [[deputado federal]] [[Ruy Bacelar]] e o ex-prefeito de [[Guanambi]], [[Nilo Coelho]], seu amigo de juventude, escolhido vice na chapa de um dos líderes do "grupo histórico" do [[PMDB]].
É novamente candidato à prefeitura de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], em 1992. Perde a eleição para [[Lídice da Mata]] e abandona a carreira política para se dedicar à iniciativa privada.
 
Atendendo ao convite do [[PMDB]], filia-se ao partido em 2011, e é lançado como candidato a Prefeito de [[Salvador (Bahia)|Salvador]], após 19 anos afastado da vida político-partidária.
 
Nas eleições de 2012 fica apenas na terceira colocação no primeiro turno e rompe com o PMDB, que apoia o candidato carlista ACM Neto, para apoiar o candidato do PT, Nelson Pelegrino.
 
== Mandatos ==
Mário Kertész foi [[Lista de prefeitos de Salvador|prefeito da cidade de Salvador]] por duas vezes.<ref name="ufba"/> Sua primeira gestão, entre [[1979]] e [[1981]], foi como [[prefeito biônico]], indicado pelo então governador [[Antônio Carlos Magalhães]] em seu segundo governo.<ref name="ufba"/> As principais obras e realizações desta primeira administração foram a criação da Limpurb (Empresa de Limpeza Urbana do Salvador), responsável pela coleta de lixo da cidade e da Transur (Companhia de Transportes Urbanos de Salvador), todas em 1979. Mais tarde, em 1997 a Transur seria extinta.
 
Voltou à prefeitura sendo eleito [[Democracia|democraticamente]] em 15 de novembro de [[1985]], já rompido com [[Antônio Carlos Magalhães|ACM]]<ref name="ufba"/>, campanha idealizada pelo publicitário baiano [[Duda Mendonça]]. Recebeu o apoio de [[Waldir Pires]]<ref name="ufba"/>, na época ministro da Previdência, e do então senador e correligionário [[Fernando Henrique Cardoso]], derrotado no mesmo ano em [[São Paulo]] por [[Jânio Quadros]]. Assumiu em 1 de janeiro de [[1986]]<ref name="ufba"/> para um mandato atípico de 3 anos.
 
Foi nesta segunda administração que Mário Kertész realizou as obras projetadas por [[Lina Bo Bardi]] e pelo arquiteto carioca [[João Filgueiras Lima]], o "Lelé". Dentre outras, o [[Palácio Tomé de Sousa]], sede atual da Prefeitura de Salvador, construída em aço e vidro em 14 dias e inaugurada em 16 de maio de 1986; instalação da Fábrica de Cidades, FAEC, numa área de 140.000 m<sup>2</sup>², com objetivo de produzir peças de argamassa armada em larga escala, destinadas à construção de diversos equipamentos comunitários com qualidade, rapidez e baixo custo, como escolas municipais construídas em argamassa armada; criação, em fevereiro de 1986, da [[Empresa de Turismo de Salvador|EMTURSA]] atual [[Saltur]] e da Prodasal (Companhia de Processamento de Dados de Salvador); criação do Diário Oficial do Município <ref>[http://www.salvador.ba.gov.br/Paginas/Publicacoes_diariooficial.aspx]</ref>
 
Ainda no segundo mandato, na área cultural, criou a [[Fundação Gregório de Mattos]], em 1986, com o objetivo de valorizar, preservar e resgatar as artes em Salvador. Convidou o cantor e compositor [[Gilberto Gil]] para ocupar a presidência do órgão; inaugurou o [[Teatro Gregório de Mattos]] e levou adiante as obras de recuperação do [[Centro Histórico de Salvador]], [[1988]], e da Casa do Benin [[1987]], marco dos laços históricos da cidade com a [[África]]; criou o projeto Boca de Brasa, executado em bairros carentes com apresentações teatrais, utilizando palcos móveis.
 
== Mário Kertész e a Assembléia Nacional Constituinte de 1988 ==
Eleito presidente da [[Associação Brasileira dos Prefeitos de Capitais]], ABPC, Kertész liderou, junto à [[Assembleia Nacional Constituinte]], o movimento que pugnava por uma maior participação dos municípios na arrecadação da União, que resultou nas conquistas finalmente asseguradas na [[Constituição Federal de 1988]]{{careceCarece de fontes|biografia=sim|Brasil=sim|sociedade=sim|data=maio de 2016}}.
 
== Faec/Servia/Engepar ==
Durante a segunda gestão de Mário Kertész a empreiteira Sérvia, por meio de concorrência pública, foi contratada pela [[Fábrica de Cidades|FAEC]] para fornecimento de material e mão-de-obra, sendo sucedida pela Engepar, do mesmo grupo. Antes do término do seu mandato, a Engepar muda de dono e Kertész decide rescindir o contrato com a empresa. Após o rompimento com Fernando José, seu sucessor, Kertész foi sistematicamente atacado por supostas irregularidades nesta contratação, embora existissem contratos semelhantes com outras empreiteiras sem qualquer questionamento.
 
Dias após tomar posse, Fernando José contrata novamente a Engepar, porém sem abrir concorrência pública e, por essa razão, em agosto de [[1989]], rescinde o contrato, fechando as portas da [[Fábrica de Cidades|FAEC]], sem aviso nem acordo com os empregados. O então prefeito Fernando José sucateia a FAEC, empresa responsável pelo projeto do primeiro [[Hospital Sarah]] do Brasil, resultando em grande prejuízo ao patrimônio municipal.
 
A respeito do caso Faec/Servia/Engepar, Mário Kertész teve sua gestão investigada pelo [[Tribunal de Contas da União]] e, após inquérito, foi excluído de todos os processos, com a concordância da Procuradoria do Município na gestão de Fernando José{{careceCarece de fontes|biografia=sim|Brasil=sim|sociedade=sim|data=maio de 2016}}, que não constatou nenhuma irregularidade nos atos de Mário Kertész durante seu mandato. Teve o caso reaberto pelo Ministério Público, em [[1991]], que reconheceu a inocência.
 
== Experiência como radialista e a aquisição de rádios ==
Ainda como prefeito de Salvador, iniciou sua trajetória de [[radialista]] (prestava contas da sua gestão) apresentando um programa de rádio em que divulgava os projetos e as obras da prefeitura, uma vez que o projeto político que o levou ao Palácio Tomé de Souza, pela segunda vez, tinha como viés a aproximação do poder com o povo, o que foi sinalizado com o retorno da sede do governo à [[Praça MunicipalTomé de Sousa |Praça Municipal]], primeira praça dos três poderes do [[Brasil]]. A interlocução com a população passou a ser feita por Kertész através de programa transmitido em cadeia por diversas rádios.
 
Com a repercussão, a rede de comunicação passou a ser ameaçada e a maioria das concessionárias temia represálias. Nessa época, [[Antonio Carlos Magalhães|ACM]] exercia o cargo de Ministro das Comunicações entre [[1985]] e [[1990]], sendo inimigo político declarado de Mário Kertész.
Com a decisão de Kertész de abandonar a carreira política, interrompendo assim o projeto, o grupo liderado por Alceu Lisboa perdeu o interesse em manter as rádios, vendendo-as em seguida. A família de Kertész adquire as emissoras, desfazendo-se pouco depois da [[Rádio Itaparica FM]] e levando à negociação a Rádio Clube com a [[Assembléia de Deus]], o que não vingou. É mantida a Rádio Cidade, atual [[Rádio Metrópole]]. Novos projetos foram lançados mais tarde, incrementando seu empreendimento jornalístico: a revista Metrópole ([[2007]]), o Jornal da Metrópole, tabloide distribuído gratuitamente nos principais pontos de Salvador (2008) e até a [[TV Metrópole]], existente apenas no site da rádio.[http://www.metro1.com.br/portal/] Nesse período, Kertész conclui o curso de radialista.
 
== [[Jornal da Bahia]] ==
Presidido por seu fundador, João Falcão, militante comunista, o jornal da Bahia nasceu e cresceu como oposição à ditadura e a Antônio Carlos Magalhães. Entrou em declínio quando foi vendido, em 1983, ao próprio [[Antonio Carlos Magalhães|ACM]], que sempre fez de tudo para fechá-lo. O fim da ditadura militar e a venda ao principal opositor, fez com que o Jornal da Bahia perdesse aquilo que seduzia e estimulava seus leitores, o que agravou sobremodo a sua já combalida situação financeira.<ref>[http://www.istoe.com.br/reportagens/41890_UMA+VOCACAO+TIRANICA Revista Isto É Independente - Brasil. "Uma vocação tirânica" (Página acessada em 02 de setembro de 2012)]</ref>
 
Em 1990, em meio à crise, os acionistas resolveram contratar um executivo fora do seu corpo administrativo. Mário Kertész foi eleito em assembléia para o cargo de Presidente da Diretoria Executiva, com mandato de dois anos, sendo reeleito uma única vez. Nesse período, entre [[1990]] e [[1994]], MK, seguindo o exemplo do [[jornal Notícias Populares]] de [[São Paulo]], mudou a linha editorial do Jornal da Bahia, tornando-a mais popular, reduziu o número de páginas e instalou sua redação no mesmo prédio da então Rádio Cidade, como forma de reduzir custos.
 
Tais esforços foram praticamente anulados pela recessão econômica que se abateu sobre o País, resultado da hiper inflação (1.200% a.a) deixada pelo governo José Sarney e pelo confisco monetário decretado no governo de [[Fernando Collor]], fatores determinantes para o fechamento do jornal em fevereiro de [[1994]].
 
O nome Jornal da Bahia, mais tarde, acabou sendo utilizado exclusivamente por ele num dos programas da rádio Metrópole FM.
{{Referências}}
 
== Ligações externas ==
* [http://www.radiometropole.com.br Rádio Metrópole FM]
* [http://blog.radiometropole.com.br Blog de Mário Kertész]
* [http://www.metro1.com.br/portal/ Metro1]
* [http://exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/0992/noticias/sai-uma-entra-outra Revista Exame]
* [http://www.bocaonews.com.br/noticias/principal/personalidade/34850,executiva-duda-kertesz-filha-de-mario-e-capa-da-veja-desta-semana.html Filha de Mário e Capa da Veja]
 
{{Prefeitos de Salvador}}