Diferenças entre edições de "Epidemia de febre zica em 2015–2016"

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Em fevereiro, o governo federal mobilizou 60% das [[Forças Armadas do Brasil]], ou cerca de 220 mil soldados, para combater criadouros do ''Aedes aegypti''. Os militares percorrem as ruas de 350 municípios em uma campanha de conscientização da população sobre como combater ao mosquito transmissor.<ref>{{citar web |url=http://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/13/politica/1455383958_196275.html?id_externo_rsoc=FB_CM |título=Brasil destina 60% das suas Forças Armadas na luta contra um mosquito |editor=[[El País]] |autor=María Martín |data=13 de fevereiro de 2016}}</ref>
 
== Controvérsias ==
Alguns esforços para conter a propagação do vírus Zika têm sido controversos. Oxitec, empresa por trás dos mosquitos "auto-limitação", lançado no Brasil, tem enfrentado críticas de [[Ambientalismo|grupos ambientalistas]], que temem que a liberação de uma nova [[estirpe]] do mosquito na natureza irá danificar o [[ecossistema]]. No curto prazo, a preocupação é que uma queda na população de mosquitos poderia afetar as populações de outras espécies. Os defensores afirmam que o impacto ambiental dos mosquitos "auto-limitação" será mínimo, já que apenas uma espécie de mosquito está a ser alvo e os mosquitos geneticamente modificados são ainda seguros para os predadores para comer. Derric Nimmo, gerente de desenvolvimento de projetos da Oxitec comparou o processo de "ir com um bisturi e tirar [[Aedes aegypti]], deixando tudo intacto."<ref>[https://www.washingtonpost.com/news/to-your-health/wp/2016/01/29/heres-how-gm-mosquitos-with-self-destruct-genes-could-save-us-from-zika-virus/ "How mosquitoes with 'self-destruct' genes could save us from Zika virus"]</ref> Desde que Aedes aegypti é uma espécie invasora importada no Brasil, alguns especialistas esperam que a sua erradicação terá pouco impacto sobre o meio ambiente. No entanto, outros ambientalistas enfatizam que as consequências a longo prazo de eliminação de uma espécie inteira não pode ser previsto.<ref>[http://www.cbsnews.com/news/genetically-modified-mosquitoes-zika-virus-fight/ "Support grows for genetically modified mosquitoes in Zika fight"]</ref>
 
Recomendações do Governo que as mulheres retardam a gravidez, também têm provadas a ser controversas. Grupos de [[Direitos humanos]] e de [[Direitos reprodutivos]] têm considerado as recomendações irresponsável e difícil de seguir, pois as mulheres só têm a tarefa de evitar a gravidez, apesar de ter pouco controle para fazê-lo.<ref>[http://time.com/4197318/zika-virus-latin-america-avoid-pregnancy/ "Governments: Avoid Pregnancy Because of Zika. But How?"]</ref> A evidência sugere que mais de metade das gestações na [[América Latina]] e no [[Caribe]] não são planejadas.<ref>[http://www.theguardian.com/global-development/2016/jan/27/rights-groups-denounce-zika-advice-to-avoid-pregnancy-in-latin-america "Rights groups denounce Zika advice to avoid pregnancy in Latin America"]</ref> O acesso a [[Contracepção|contraceptivos]] é limitada na região predominantemente católica,<ref>[https://www.washingtonpost.com/world/the_americas/as-zika-virus-spreads-el-salvador-asks-women-not-to-get-pregnant-until-2018/2016/01/22/1dc2dadc-c11f-11e5-98c8-7fab78677d51_story.html "As Zika virus spreads, El Salvador asks women not to get pregnant until 2018"]</ref> e generalizadas de [[violência sexual]] resulta em muitas mulheres [[Gravidez forçada|engravidar contra a sua vontade]]. As leis anti-aborto em grande parte da região deixam as mulheres com nenhum recurso, uma vez que engravidar. Além de três países onde o [[aborto]] é amplamente disponível ([[Guiana Francesa]], [[Guiana]] e [[Uruguai]]) e três países onde o aborto é permitido em casos de [[Teratologia|malformação fetal]] ([[Colômbia]], [[México]] e [[Panamá]]), a maior parte da região só permite o aborto nos casos de [[estupro]], [[incesto]] ou perigo para a saúde da mãe. No [[El Salvador]], o aborto é ilegal em todas as circunstâncias.<ref>[http://time.com/4197318/zika-virus-latin-america-avoid-pregnancy/ "Governments: Avoid Pregnancy Because of Zika. But How?"]</ref>
Em 5 de Fevereiro de 2016, a [[Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos|Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos]] pediu que os governos latino-americanos a considerar que revoga as suas políticas relativas a contracepção e o aborto, salientando que "a defesa dos [[direitos humanos]] é essencial para uma resposta eficaz a [[saúde pública]]."<ref>[http://www.ohchr.org/EN/NewsEvents/Pages/DisplayNews.aspx?NewsID=17014&LangID=EN "Upholding women's human rights essential to Zika response - Zeid"]</ref> Em 16 de fevereiro de 2016, o Vaticano condenou a [[Organização das Nações Unidas|ONU]] para a sua chamada à ação, considerando-o "uma resposta ilegítima" para a crise Zika e enfatizando que "o diagnóstico de [[microcefalia]] em uma criança não deve justificar uma sentença de morte."<ref>[https://zenit.org/articles/holy-see-on-zika-virus-international-community-should-exercise-due-diligence-but-not-panic/ "Holy See on Zika Virus: International Community Should Exercise Due Diligence, But Not Panic"]</ref>
 
Em 18 de fevereiro de 2016, depois de uma viagem à América Latina, o [[Papa Francisco]] afirmou que "evitar a gravidez não é um mal absoluto" em casos como o surto de vírus Zika. Seus comentários provocou especulações de que o uso da contracepção pode ser moralmente admissível na luta contra o vírus Zika.<ref>[https://www.washingtonpost.com/news/acts-of-faith/wp/2016/02/17/mexico-confirms-zika-virus-cases-in-pregnant-women-as-pope-francis-exits-the-country/ "Pope Francis suggests contraception could be permissible in Zika fight"]</ref>
 
== Ver também ==
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