Diferenças entre edições de "Khalil Gibran"

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Biografia ...
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Aos sete anos de idade, Gibran gostava de isolar-se na gruta do mosteiro de [[Mar Sarkis]] para dedicar-se aos desenhos ''a [[fusain]]'', ou à lápis. Seu pai, homem enérgico e de pouca instrução, o surrava por isso. Em 1894, quando Gibran completava 11 anos, sua mãe, decidida a tentar uma vida melhor para os filhos, mudou-se para Nova York. Na ocasião, o pai de Gibran cumpria prisão por acusação de fraude no recolhimento de impostos. Três anos depois, foi condenado e teve os bens da família confiscados.<ref name="GKG">[http://consorcio.bn.br/scripts/odwp032k.dll?t=bs&pr=livros_pr&db=livros&ss=new&disp=card&use=pn&arg=haskell,%20mary Fundação Biblioteca Nacional - Catálogos online: "O grande amor do profeta: as cartas de amor de Kahlil Gibran e Mary Haskell e o seu diario particular, revisto e organizado por Virginia Hilu; tradução de Valerie Rumjanek." Editora Record, segunda edição. Rio de Janeiro (1972)]</ref>
 
De Nova York, com a mãe e seus três irmãos, Gibran foi para Boston e fixou residência em uma comunidade libanesa, próximo a um bairro chinês. Pouco tempo depois, aos 15 anos de idade, voltou para o Líbano e ingressou na escola Al-Hikmat, em Beirute, instituição dirigida pelo clero maronita. Na ocasião, Gibran dedicou-se aos idiomas árabe e francês. Em 1899, retornou a Boston e concentrou-se na pintura e na literatura.<ref>[https://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&id=Y56AuGFGIRsC&dq=Beirute+-+escola+Al-Hikmat&q=Al-Hikmat#v=snippet&q=Al-Hikmat&f=false|Gibran, Gibran Jalil. El jardín del profeta. Arena y espuma, pgs. 13 e 14. EDAF, (1985)]</ref>
 
Gibran decide ficar com o pai em Bsherri, durante o verão de 1899. No outono, ao retornar para Boston, onde sua mãe e suas duas irmãs trabalhavam como costureiras, e seu irmão como empregado em uma loja, Gibran não retomou a escola, nem procurou emprego, decidiu concentrar-se na pintura e na literatura. <ref name="GKG" />
 
Em abril de 1902, uma das irmãs de Gibran, Sultana, morreu vítima de tuberculose. Do mesmo modo, perdeu o irmão, Pedro, em março de 1903. Três meses depois, a mãe de Gibran morreu de câncer. Gibran e sua irmã, Mariana, continuam morando em Bostonː ela, sustentando a ambos com a costura; ele, permaneceu escrevendo, desenhando e pintando. Um ano depois, aos 21 anos, Gibran possuía quadros suficientes para realizar uma exposição e, para tanto, contou com a ajuda de um fotógrafo conhecido em Boston, [[F. Holland Day|Fred Holland Day]], amigo de Mary Haskell. <ref name="GKG" />
 
== Cartas para Mary Haskell ==
Kahlil Gibran e Mary Haskell mantiveram intensa correspondência por mais de vinte anos (1908-1931). Parte das cartas foi publicada pela Editora Alfred A. Knopf, em 1972. No Brasil, o livro foi publicado pela Editora Record com o título ''"O grande Amor do Profeta: as cartas de Amor de Kahlil Gibran e Mary Haskell e o seu diário particular".''<ref>[http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&id=DmMEAQAAIAAJ&focus=searchwithinvolume&q=The+lethers ''Beloved prophet: the love letters of Kahlil Gibran and Mary Haskell, and her private journal'']</ref> Organizado por Virgínia Hilu, com tradução de Valerie Rumjanek, o livro reúne parte da correspondência (325 cartas de Gibran e 290 de Mary Haskell) e 47 páginas do diário de Mary dedicadas aos registros dos seus encontros e conversas sobre arte, literatura, filosofia, religião e outros temas, como amigos, família e a saúde de Gibran.<ref name="GKG" />
 
As cartas registram parte da vida pessoal de Gibran e foram encontradas no seu estúdio por sua biógrafa, Barbara Young, quando ela e Mary Haskell organizavam os papéis e livros do poeta após a sua morte. Mary descobre, então, que, como ela, Gibran também as havia preservado. Gibran conheceu Mary numa exposição de seus quadros, no ano de 1904, em Boston. A partir daí, ela desempenhou importante papel em sua vida. O relacionamento era sabido por poucas pessoas na escola em Cambridge, onde ensinava, e alguns poucos amigos em comum. Gibran não a citava em seus escritos, mas era Mary quem os revisava em grande parte.<ref name="GKG" />
 
Em uma de suas cartas, ele conta para ela como perdeu o pai: ''"Ele morreu na velha casa onde nasceu há 65 anos. (...) Seus amigos escreveram, contando que me abençoou antes de o fim chegar."''<ref name="GKG" />
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