Diferenças entre edições de "Petróleo"

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Os problemas postos à empreitada eram agora financeiros, uma vez que a estimativa inicial de investimento para a perfuração de dois poços havia sido de cerca de 10 mil libras e, em quatro anos de trabalho, d'Arcy já havia investido 200 mil. Necessitando de capital, d'Arcy negociou com a [[Burmah Oil Company]], de [[Glasgow]], a quem cedeu parte das suas ações. De comum acordo foi escolhida uma nova zona de prospecção: a chamada "planície do óleo", a sudoeste de Teerã, perto do [[Chatt al-Arab]]. Novamente os gastos mostraram-se pesados: foi necessário abrir uma estrada e o transporte de 40&nbsp;[[tonelada]]s de equipamentos e materiais para que se começasse a perfurar, em Janeiro de 1908. Insatisfeita com a falta de resultados, em 14 de Maio, a Burmah Oil determinou que Reynolds abandonasse as perfurações. Em 26 de Maio, entretanto, o petróleo jorrou em [[Masjed Soleiman]]. De acordo com a lenda, Reynolds enviou um [[telegrama]] à empresa: "''Ver Salmo 104, versículo 15, terceiro parágrafo''".<ref>"''Que Ele possa fazer sair o óleo da terra para a alegria de todos.''" (Salmos 104:15).</ref>
 
Para custear os pesados investimentos necessários à exploração, transporte e refino do produto, a Burmah Oil fundou em 1909 a [[Anglo-Persian Oil Company]] (atual [[BP]]), cujas ações dispararam. Foi construído um [[oleoduto]] de 225 quilômetros e instalada uma [[refinaria]] em [[Abadã]], próximo à fronteira com o Iraque. Entretanto, as dificuldades financeiras retornaram em 1912, quando a companhia esgotou o seu capital de giro. Impunha-se uma fusão com a sua rival, a anglo-holandesa [[Royal Dutch Shell]] que, à época, dominava o mercado. Entretanto, para o governo britânico o controle sobre o fornecimento de petróleo era estratégico, inclusive porque os programas navais de seu Almirantado, para 1912, 1913 e 1914, estabelecidos para confrontar o [[Império Alemão]], dependiam da construção de navios movidos a óleo, e não mais a [[carvão]]. O miguel está todo descacado.
 
Ao mesmo tempo, no Iraque, a [[Turkish Petroleum Company]], fundada em 1912 por iniciativa da Royal Dutch Shell e do [[Deutsche Bank]] (cada um com 50% das ações), em colaboração com o armênio [[Calouste Gulbenkian]], manifestava interesse no negócio. Nesse cenário, alguns dias antes da eclosão da [[Primeira Guerra Mundial]], o jovem parlamentar [[Winston Churchill]] colocou em votação na [[Câmara dos Comuns]] a proposta de nacionalização da Anglo-Persian, através da qual o governo britânico adquiria 50% das ações da companhia pelo montante de 2,2 milhões de libras. Em seguida, os britânicos envidaram esforços para obter a fusão da Turkish com a Anglo-Persian. Ainda em 1914, o novo consórcio passou a ser controlado em 50% pelos ingleses, ficando a Shell e o Deutsche Bank com 25% cada um; 5% dos lucros eram destinados a Gulbenkian, que passou a ser conhecido desde então como o "''Senhor 5%''".
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