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Assim, a despeito da surpresa, da desorganização do Exército Vermelho, da perda de importantes bases, centros de comunicações e indústrias vitais, os russos revelavam-se dispostos a lutar, contrariando os prognósticos dos alemães, os quais contavam de antemão com a cooperação e ajuda da população que prometiam libertar do [[bolchevismo]]. Tal espírito de resistência ao invasor, de fato, foi altamente estimulado pelos próprios alemães que, desde o primeiro dia da invasão aplicaram à risca as ordens de Hitler de liquidar sumariamente todos os judeus e militantes comunistas que lhes caíssem nas mãos, além de executar reféns como represália a qualquer ato de sabotagem ou guerrilha.
 
De qualquer forma, enquanto no Norte a vanguarda alemã de Von Leeb atingia rapidamente seu objetivo, Leningrado, no Centro e no Sul os exércitos de [[VanVon Bock]] e [[Von Rundstedt]] avançavam uma média de 50 quilómetros por dia, levando de roldão, cercando ou simplesmente destruindo as forças soviéticas que encontravam pela frente. De junho a setembro, as forças alemãs tinham ocupado uma área em que viviam 40% da população soviética, de onde provinham 65% da produção de carvão, 68% de ferro forjado, 58% de aço e 60% de alumínio, 38% dos cereais e 84% do açúcar. Grandes cidades — [[Rostov]], [[Minsk]], [[Kiev]] — tinham caído em poder dos alemães, que continuavam a progredir na direção da [[Crimeia]], ameaçavam o [[Cáucaso]], estavam a ponto de tomar Leningrado e continuavam a avançar rapidamente na direção de Moscou. O número de soviéticos aprisionados nas grandes batalhas de envolvimento ascendia a centenas de milhares, enquanto o de mortos — civis e militares — ultrapassava um milhão.
 
Tudo se desenrolava de acordo com os planos do estado-maior alemão e tudo contribuía para desorientar os soviéticos. Ao dirigir-se finalmente ao povo, treze dias depois do início da invasão, Stalin dirigiu-lhe uma exortação à resistência de cunho profundamente nacionalista. De fato, pouco tinha a oferecer-lhe, pois o avanço alemão parecia de fato irresistível e a crítica situação do Exército Vermelho refletia em toda sua extensão e profundidade as consequências do expurgo a que fora submetido. Verificou-se logo nos primeiros dias de luta que não contava com número suficiente de oficiais-generais e superiores experientes e bem preparados. Os imensos claros tinham sido preenchidos por representantes do velho grupo dos sargentos — como o marechal Budieny, um dos principais responsáveis pelo sistema geral de defesa, e [[Kliment Vorochilov]], encarregado de defender a área de [[Leningrado]]. Quando não eram velhos profissionais desatualizados e que não tinham conhecimento das técnicas de guerra moderna, os comandantes eram jovens oficiais inexperientes, que tinham feito carreira mais em função de suas atividades partidárias do que em função de seu preparo profissional. Agravando a situação, os comissários-políticos, com raríssimas exceções também inexperientes, travavam todas as iniciativas dos comandantes com objeções burocráticas — o que apenas facilitava a missão das forças alemãs encarregadas de cercar, aprisionar ou exterminar os grupos do Exército Vermelho isolados.
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