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== Fundação ==
A primitiva povoação de Meia Pataca, hoje cidade de Cataguases e sede do município do mesmo nome, foi fundada pelo françês Guido Tomaz Marlière, Coronel-comandante das Divisões Militares do Rio Doce, Diretor – Geral dos Índios e Inspetor da Estrada de Minas aos Campos e Goitacazes, em terreno doado pelo Sargento das ordenanças, Henrique José de Azevedo e por outros moradores do sítio, conhecido, então, por “Porto dos Diamantes”. O fato deu-se a 26 de maio de 1826, havendo no local 38 “fogos” (lares) de brancos e várias aldeias de índios coroados, coropós e puris. Sobre a denominação de “Porto dos Diamantes”, a mais antiga, admite-se tenha ela vindo do fato de, em 1809 ou 1810, ali terem aportado muitas dignidades eclesiásticas, atraídas pela fama de ser abundante a produção de diamantes no local, fenômeno, aliás, não confirmado. Quanto ao outro topônimo, “Meia Pataca”,o Dicionário Geográfico do Brasil, de Moreira Pinto, afirma que, por volta de 1800, vários aventureiros, explorando a região Sudeste de Minas, acharam um “rio”, do qual extraíram meia pataca de ouro, dando ao curso d’água a denominação que, mais tarde, foi também adotada para a povoação erguida em sua margem. Os fatos confirmaram a existência de ouro num afluentes desse ribeirão, denominado córrego das Lavras. Em se tratando da fundação de Cataguases, há notoriedade para [http://pt.wikipedia.org/wiki/Guido_Marli%C3%A8re Guido Thomas Marllière] - apontado como o fundador da cidade.<ref>MOURA, Antônio de Paiva</ref> Ele fora enviado à região com o objetivo de realizar trabalhos referentes a povoação da área, caracterizada por abundância em diamantes, nunca efetivamente encontrados. Logo a região começou a se erguer conforme as diretrizes de Guido, pois ele se empenhara na elaboração de um delineamento estrutural urbano sofisticado e particularizado para a região.
 
Não apenas Marllière participou dessa construção, uma vez que a cidade recebeu também imenso apoio de estruturação advindo da família Vieira, instalada nas localidades atualmente denominadas Glória e Sereno – distritos de Cataguases.<ref>GOMES, Paulo Augusto</ref> Primeiramente o major [http://www.asminasgerais.com.br/zona%20da%20mata/univlercidades/modernismo/index.htm Joaquim Vieira da Silva Pinto] fundou a fazenda da Glória em distrito de mesmo nome e o filho dele, coronel José Vieira de Resende e Silva, fundou posteriormente a fazenda do Rochedo, nas proximidades do distrito de Sereno.
 
A denominação Cataguases causa controvérsias quanto ao verdadeiro sentido: uns alegam ser o nome escolhido por José Vieira em homenagem ao riacho que banhava a casa dele e possuía este nome em sua cidade natal (atual cidade de Prado). Para alguns o nome significa “terra de gente boa”, para outros é “povo que mora no país das matas”. Independentemente do real significado do nome, a cidade se mostra como um [http://www.cataguasesviva.com/arquitetura.html portal vivo do modernismo] que floresceu durante o século XX.
O vocábulo “Cataguases” é indígena e sua tradução mais aceita é a de Diogo de Vasconcelos e Napoleão Reys, que o traduzem por “Gente Boa”, sendo sua forma original “catu-auá”. João Mendes traduz a palavra por “terra das lagoas tortas” e Nogueira Itagiba afirma que a tradução correta seria “povo que mora no país das matas”. O que é certo, no entanto, é que o vocábulo servia, originalmente, para denominar uma tribo indígena que, ao expirar o século XVII, vivia numa região e temor impunha ao branco invasor. Por isso ou por outras razões, todo o sertão aurífero foi, de começo, denominado sertão dos Catu-auá, ou como dizem os brancos, Cataguases, nome que se generalizou para todo o sertão ao norte da Mantiqueira, sem limites apontados, para o interior do continente. Esta denominação, que foi a primeira usada, de modo genérico para o território de toda a Minas Gerais, persistiu até 1721, quando se deu a nomeação do primeiro Governador do território, D. Lourenço de Almeida, figurando já, então, a denominação de Capitania das Minas Gerais. No entanto, a escolha do nome Cataguases para a antiga povoação do Meia Pataca deveu-se exclusivamente a uma razão sentimental, ditada por José Vieira, filho do Major Joaquim da Silva Pinto, a cujos esforços o local devia os maiores impulsos ao seu progresso; realmente, quando o Major Joaquim Vieira aportara com sua família no latifúndio, seu filho José Vieira, que nascera na fazenda do Bom Retiro, a 20 de agosto de 1829, contava aproximadamente 13 anos; quando da criação do município, o evento deu-se quase que exclusivamente por exemplo e prestígio deste então Coronel José Vieira que sugeriu e batalhou pelo nome de Cataguases , a mesma denominação de um riacho que banhava a fazenda do Bom Retiro, onde passara ele sua meninice, antes de vir para o latifúndio do Meia Pataca.
 
== Geografia ==
 
== Cultura ==
[[Ficheiro:Santa_Rita_Cataguases.jpg|miniaturadaimagem|Fachada do [[Santuário de Santa Rita de Cássia]].]]Considerada como cidade histórica de Minas Gerais, Cataguases gravou seu nome no [[cinema brasileiro]] com [[Humberto Mauro]], nos anos [[1920]], alcançou grande repercussão com a [[Revista Verde|revista]] e o [[Movimento Verde]] ([[Rosário Fusco]], [[Guilhermino César]], [[Francisco Inácio Peixoto]], [[Ascânio Lopes]], [[Henrique de Resende]], [[Oswaldo Abritta]], dentre outros).
[[Ficheiro:Ganga-bruta-poster01.jpg|miniaturadaimagem|Filme produzido por Humberto Mauro]]
Considerada como cidade histórica de Minas Gerais, Cataguases gravou seu nome no [[cinema brasileiro]] com [[Humberto Mauro]], nos anos [[1920]], alcançou grande repercussão com a [[Revista Verde|revista]] e o [[Movimento Verde]] ([[Rosário Fusco]], [[Guilhermino César]], [[Francisco Inácio Peixoto]], [[Ascânio Lopes]], [[Henrique de Resende]], [[Oswaldo Abritta]], dentre outros).
 
Cataguases esteve à frente no [[Movimento Moderno]] de arquitetura na [[década de 1940]], muito por incentivo de Francisco Inácio Peixoto e José Pacheco de Medeiros Filho, que levaram à cidade diversos arquitetos e artistas modernos para desenhar uma nova [[estética]] e consequente mentalidade para a cidade. Importantes nomes como [[Oscar Niemeyer]], [[Cândido Portinari]], [[Burle Marx]], [[Joaquim Tenreiro]], Djanira, José Pedrosa, Jan Zach, deixaram seus traços na cidade.
Diversos prédios modernos foram construídos na época e em [[1995]], o [[IPHAN]] decidiu pelo [[tombamento]] de uma poligonal no centro da cidade de aproximadamente 60 quadras face à importância de seu patrimônio arquitetônico.
 
Na [[década de 1960]], contou com diversos movimentos culturais de [[vanguarda]], destacando-se o ''Centro de Arte de Cataguases'' (CAC), do qual participou [[Carlos Moura]], [[Paulo Martins]], [[Silvério Torres]], [[Antônio Jaime Soares]], entre outros) e o ''Centro de Arte Experimental de Cataguases'' (CAEC), além de um grupo de poesia liderado pelos irmãos Branco e por [[Ronaldo Werneck]],<ref>FERRUCE, Princisval. ''Cataguases (in)cena: altruísmo, absurdo e censura no teatro cataguasense na década de 1960''. 2013. 47 f. Monografia. (Licenciatura em História). Faculdades Integradas de Cataguases, Cataguases, 2013.</ref> do qual também participaram [[Lina Tâmega Del Peloso]], [[Márcia Carrano]], Sebastião Salgado, Arabella Amarante.[[Ficheiro:Santa_Rita_Cataguases.jpg|miniaturadaimagem|Fachada do [[Santuário de Santa Rita de Cássia]].]]Destaque para a produção do filme "[[O anunciador, o homem das tormentas]]", de Paulo Martins, que teve início no final da década de 1960 e lançamento no início dos anos 70, vez que se trata de um dos pouquíssimos filmes ''[[underground]]'' feitos em todo o mundo.
 
Destaque para a produção do filme "[[O anunciador, o homem das tormentas]]", de Paulo Martins, que teve início no final da década de 1960 e lançamento no início dos anos 70, vez que se trata de um dos pouquíssimos filmes ''[[underground]]'' feitos em todo o mundo.
 
Nos dias atuais, destacam-se os trabalhos do escritor [[Luiz Ruffato]], vencedor do [[Prêmio Jabuti]] com "Eles Eram Muitos Cavalos", e também do artista plástico [[Luiz Lopez]], com suas séries de obras sobre o tema "campo de futebol". A beleza da cidade e a efervecência cultural evidenciam os trabalhos fotográficos de Vicente Costa, Humberto Ribeiro e Juliano Carvalho.