Sem-teto: diferenças entre revisões

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[[Ficheiro:HomelessParis 7032101.jpg|200px|direita|thumb|Indivíduo sem-teto em [[Paris]], na [[França]].]]
[[Ficheiro:A gipsy woman with her dog.JPG|200px|direita|thumb|Uma mulher cigana e o seu cão em [[Roma]], na [[Itália]].]][[Ficheiro:Homeless man, Tokyo, 2008.jpg|200px|thumb|Um sem-teto em [[Tóquio]], no [[Japão]].]]
'''Sem-teto''', '''desabrigado''' ou '''sem-abrigo''' é uma pessoa que não possui [[habitação|moradia]] fixa, sendo sua [[residência]] os locais públicos de uma cidade.
 
É comum identificar a figura do sem-teto com a do [[mendigo]] ou do [[morador de rua]] de uma forma geral. Um sem-abrigo, pode também viver em abrigos institucionais de associações sem fins lucrativos ou instituições de solidariedade social, colocando-se frequentemente a questão da reinserção do indivíduo no mercado de trabalho. <ref>{{citar web|URL = http://jpn.c2com.up.pt/2010/12/28/albergues_nocturnos_apostam_na_reinsercao_dos_semabrigo.html|título = Albergues nocturnos apostam na reinserção dos sem-abrigo|data = 28.12.2010|acessadoem = 16.12.2010|autor = Mariana Silva|publicado = Jornalismo Porto Net}}</ref>
 
Considerado como um problema social, a presença de população sem-teto ocorre em praticamente todos os países. A falta de moradia geralmente resulta de condições socioeconômicas adversas, agravadas por problemas de saúde (alcoolismo, drogadição, distúrbios psicológicos etc.) do indivíduo.<ref>{{citar web|url=http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT435407-1666,00.html |título=Kevin Barbieux mantém um blog onde expõe sua experiência de morador de rua |publicado=Revista Época |acessodata= 20 de junho de 2007}}</ref>
 
[[Ficheiro:Moradorderua.jpg|thumb|200px|'''Sem-teto''' em frente ao [[McDonald's]] da [[Praça da Savassi]], em [[Belo Horizonte]], [[Brasil]].]]
 
=== Definição da Organização das Nações Unidas ===
 
As ONU, busca, desde 1940, através de suas agências ou através de consensos na [[Assembleia Geral das Nações Unidas|Assembléia Geral]], a concordância acerca das condições mínimas para uma pessoa ser considerada ​​como sem-teto. Entende-se que essas definições legais para os sem-teto como uma pessoa que está refugiada e é pelo menos parcialmente ligado à definição de sem-teto.{{sem fontes}}
 
Em 2004 o Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, definiu como uma família sem-teto:{{sem fontes}}
 
{{quote2|Famílias sem-teto são aquelas famílias sem abrigo que carecem de habitação. Eles carregam suas poucas posses com eles, dormindo nas ruas, ou em outros espaços, numa base mais ou menos aleatória.}}
 
Em 2009, uma reunião da Comissão Econômica e de Conferência Estatística Europeia, realizada em na [[OMS]] [[Genebra]], definiu como falta de moradia e pessoas desabrigadas em dois grandes grupos:{{sem fontes}}
# sem abrigo primário. Esta categoria inclui as pessoas que vivem nas ruas sem abrigo que se classifica no âmbito da zona de habitação;
# sem abrigo secundário. Esta categoria pode incluir pessoas sem local de residência habitual que se deslocam freqüentemente entre os vários tipos de acomodações (incluindo moradias, abrigos e instituições para os alojamentos de sem teto ou outros). Esta categoria inclui pessoas que vivem em residências particulares, mas relatam "endereços não usuais" nos censos.
 
O Comissão Econômica e de Conferência Estatística Europeia reconhece que a abordagem acima não fornece uma definição completa do "sem abrigo".
 
O Artigo 25 da [[Declaração Universal dos Direitos Humanos]], adotado em 10 dezembro de 1948 pela Assembléia Geral das Nações Unidas, contém este texto sobre habitação e qualidade de vida:
 
{{quote2|Toda pessoa tem direito a um padrão de vida capaz de assegurar a saúde e o bem-estar próprio e de sua família, inclusive alimentação, vestuário, habitação, cuidados médicos e os serviços sociais indispensáveis, e direito à segurança social em caso de desemprego, na doença, invalidez, viuvez, velhice ou falta de meios de subsistência em circunstâncias fora de seu controle.}}
 
=== Definição de sem-abrigo oficial na União Europeia da FEANTSA ===
Cada país adopta a sua política de serviço social de acordo com uma definição debatida entre técnicos que estudam o assunto. Contudo na Europa existe uma base comum da Fédération européenne des Associations Nationales Travaillant avec les Sans-Abri. Nesta tipologia quem está num alojamento de emergência social que é assistido pelo Estado, se está a dormir na rua ou prédios abandonados define-se como sem-abrigo. Existe ainda a categoria de "sem alojamento" para quem está em habitação provisória "habitação inadequada" para os casos de ocupação ilegal de prédios ou [[terrenos]] "habitação precária" para condições pouco seguras.<ref>{{citar web|URL = http://www.feantsa.org/spip.php?article120&lang=en|título = Feantsa. ETHOS Typology on Homelessness and Housing Exclusion|data = |acessadoem = 16.12.2014|autor = |publicado = }}</ref>
 
== No Brasil ==
[[File:MTST - ABr-Masp 2014.jpg|thumb|400px| Manifestação do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto.<br />[[cidade de São Paulo|São Paulo]], 2013).]]
 
Nas [[favela]]s reside a maior parte dos sem-teto do país. Em 2005, segundo dados da [[Fundação Getúlio Vargas]], o [[déficit habitacional]] no país era da ordem de 7,9 milhões de unidades.
 
Devido a este motivo surgiram os chamados movimentos pela moradia; muitos organizados pela própria população sem-teto, estão entre os principais movimentos sociais urbanos do país. Tais movimentos muitas vezes operam segundo uma agenda unificada de reivindicações, mas a [[reforma urbana]] é uma bandeira comum a todas estas entidades. Elas se organizam pelas principais capitais brasileiras, dentre as quais destacam-se:
 
* [[Movimento dos Trabalhadores Sem Teto]]
* [[Movimento Nacional de Luta pela Moradia]]
 
Há também os sem tetos que moram sob pontes ou viadutos. Por motivos familiares, desemprego, [[alcoolismo]] ou mesmo o consumo de [[entorpecente]]s, acabam por ficar sem moradia, seja porque pais ou familiares os colocam para fora de casa ou decidem por si mesmos sairem de suas moradias e acabam por morar nas ruas.
 
 
 
== Em Portugal ==
Em Portugal a última contagem actualizada dos sem-abrigo, data de 2013, com 852 pessoas a serem contabilizadas presencialmente por 874 voluntários somente em Lisboa. Embora especialistas pensem que seja maior o número de pessoas sem-abrigo.<ref>{{citar periódico|ultimo = |primeiro = |titulo = Mais de cinco mil pessoas sem-abrigo|jornal = Público|doi = |url = http://www.publico.pt/sociedade/noticia/mais-de-cinco-mil-pessoas-sem-abrigo-em-portugal-1630338|acessadoem = 16.12.2014|data = 31.03.2014}}</ref><ref>{{citar periódico|ultimo = |primeiro = |titulo = 874 voluntários contam sem abrigo em Lisboa|jornal = Diário de Notícias|doi = |url = http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=3585673&seccao=Sul&page=1|acessadoem = 16.12.2014|data = 13.12.2013|autor = Céu Neves}}</ref>
 
{{Referências}}
 
== {{Bibliografia}} ==
* ARAÚJO, Maria Neyara de Oliveira - ''Miséria e os dias (História social da mendicância no Ceará)'' São Paulo, 1996
* CHIAVERINI, Tomás - ''Cama de Cimento - Uma Reportagem sobre o Povo das Ruas''. Rio de Janeiro: Ediouro, 2007
* FRAGA FILHO, Walter - ''Mendigos, moleques e vadios na Bahia do século XIX''. São Paulo/Salvador: Hucitec/Edufba, 1996
* MARTINS, Silva Helena Zanirato - ''Artífices do ócio: mendigos e vadios em São Paulo''. Assis: S.N., 1996
* QUINTÃO, Paula R ''- "Morar na rua: há projeto possível?".'' São Paulo, FAUUSP, 2012.
* STOFFELS, Marie-Ghislaine - ''Os mendigos na cidade de São Paulo: ensaio de interpretação sociológica''. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1977
 
== {{Ligações externas}} ==
{{commonscat|Homeless}}
* {{Link||2=http://www.anjosdanoite.org.br/ |3=Anjos da Noite - auxílio a moradores de rua de São Paulo}}
* {{Link||2=http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/julho2006/ju330pag12.html |3=Habitantes da rua}}
* [http://www.aanlisboa.com/ Albergue Nocturno de Lisboa]
* [http://www.alberguesporto.com/ Albergue Nocturno do Porto]
 
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