Diferenças entre edições de "Max Scheler"

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Biografia
m
(Biografia)
|nacionalidade = alemã
|ocupação = filósofo
|magnum_opus = ''Der Formalismus in der Ethik und die materiale Wertethik'' (O formalismo na ética e a ética material dedos valores), 1913 - 1916
|influências = {{hlist |[[Edmund Husserl|Husserl]] |[[Wilhelm Dilthey|Dilthey]] |[[Franz Brentano|Brentano]] |[[Blaise Pascal|Pascal]] |[[Rudolf Eucken|Eucken]] |[[Henri Bergson|Bergson]]}}
|influenciados = {{hlist |[[Martin Heidegger|Heidegger]] |[[José Ortega y Gasset|Ortega y Gasset]] |[[Edith Stein|Stein]] |[[Martin Buber|Buber]]}}
'''Max Ferdinand Scheler''' ([[22 de agosto]] de [[1874]], [[Munique]] - [[19 de maio]] de [[1928]], [[Frankfurt am Main]])<ref name=costa>{{citar livro |ultimo= Costa|primeiro= José Silveira da|data= 1996|titulo= Max Scheler: o personalismo ético|url= |local= São Paulo|editora= Moderna|pagina= |isbn=}}</ref> foi um [[filósofo]] [[Alemanha|alemão]], conhecido por seu trabalho sobre [[fenomenologia]], [[ética]] e [[antropologia filosófica]], bem como por sua contribuição à [[axiologia|filosofia dos valores]].
 
Scheler desenvolveu o método do criador da fenomenologia, [[Edmund Husserl]], e era chamado por [[José Ortega y Gasset]] de "o primeiro homem do paraíso filosófico". Em 1954, Karol Wojtyla, posteriormente [[papa João Paulo II]], defendeu sua tese sobre "''Uma avaliação da possibilidade de construir uma ética cristã baseada no sistema de Max Scheler"''.<ref name="Vatican2">{{citar web| url =http://www.vatican.va/news_services/press/documentazione/documents/santopadre_biografie/giovanni_paolo_ii_biografia_prepontificato_en.html#1946 | título =His Holiness John Paul II, Biography, Pre-Pontificate| publicado=Santa Sé | acessodata =1 de janeiro de 2008|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140314043902/http://www.vatican.va/news_services/press/documentazione/documents/santopadre_biografie/giovanni_paolo_ii_biografia_prepontificato_en.html|arquivodata= 14 de março de 2014}}</ref>
 
==Biografia==
Max Scheler era filho de pai protestante e mãe judia, mas converteu-se ao [[catolicismo]] aos 15 anos de idade.<ref name=costa/> Posteriormente, por volta de 1921, afastar-se-ia da religião católica e do deus judaico-cristão. <ref>Schneck, Stephen Frederick (2002) [https://books.google.com/books?id=EdhjFeWEh3kC&pg=PA6 ''Max Scheler's acting persons: new perspectives''] p.6</ref>
 
Em 1894, entrou na [[Universidade de Berlim]], onde estudou com [[Carl Stumpf]], [[Georg Simmel]] e [[Wilhelm Dilthey]], sendo notável a influência desde último na divisão feita por Scheler de três tipos de cosmovisão: natural, científica e filosófica.<ref name=costa/>
 
Em 1895, passou a estudar na [[Universidade de Jena]], sendo orientado por [[Rudolf Eucken]] em sua tese de doutorado, ''Beiträge zur Feststellung der Beziehungen zwischen den logischen und ethischen Prinzipien'' (''Contribuições para a verificação das relações entre os princípios lógicos e éticos''), defendida em 1897, e em sua tese de habilitação à docência, ''Die transzendentale und die psychologische Methode'' (''O método transcendental e o psicológico''), defendida em 1899, em que afirma que a vida espiritual do ser humano está livre de qualquer determinismo, inclusive psicológico.<ref name=costa/>
 
Em 1901, tornou-se professor da Universidade de Jena, e nesse ano teve seu primeiro contato com Edmund Husserl e a [[fenomenologia]]. A partir de 1907, passou a lecionar na [[Universidade de Munique]], travando conhecimento com o grupo que se dedicava ao estudo das ideias de Husserl sob liderança de [[Theodor Lipps]]. Nesse período, aprofundou seus estudos das ''Investigações lógicas'' de Husserl.<ref name=costa/>
 
Em 1910, deixou o ensino universitário devido a intrigas de Amélia von Dewitz, sua ex-esposa, passando a dar aulas particulares. Em 1912 mudou-se para [[Berlim]], onde atuou como [[jornalista]] e crítico cultural, escrevendo para revistas.<ref name=costa/>
 
Publicou, em 1913, ''Zur Phänomenologie und Theorie der Sympathiegefühle und von Liebe und Hass'' (''Sobre a fenomenologia e teoria dos sentimentos da simpatia e do amor e ódio'') e a primeira parte de ''Der Formalismus in der Ethik und die Materiale Wertethik'' (''O formalismo na ética e a ética material dos valores''), trabalhos que lhe conferiram notoriedade.<ref name=costa/>
 
Com o início da [[Primeira Guerra Mundial]] em 1914, Scheler tentou alistar-se no exército alemão, mas não foi aceito por ter mais de 40 anos. Entusiasta da participação alemã na guerra, publicou em 1915 ''Der Genius des Kriegs und der Deutsche Krieg'' (''O gênio da guerra e a guerra alemã'') e escreveu artigos e discursos para levantar o moral alemão. O Ministério das Relações Exteriores encarregou-o de missões diplomáticas em [[Genebra]] e [[Haia]] nos anos de 1917 e 1918.<ref name=costa/>
 
Em 1919, regressou à docência, agora na recém-fundada [[Universidade de Colônia]]. Em 1921, publicou outra de suas obras mais importantes, ''Vom Ewigen im Menschen'' (''Do eterno no homem'').<ref name=costa/>
 
Em sua fase final, já afastado do cristianismo e defendendo um panteísmo evolucionista marcado por preocupações científicas, Scheler dedicou-se ao projeto de desenvolver uma antropologia filosófica, chegando a publicar apenas um esboço, em 1927, chamado ''Die Stellung des Menschen im Kosmos'' (''A situação do homem no cosmos'').<ref name=costa/>
 
Transferiu-se em 1928 para a [[Universidade de Frankfurt]], onde lhe tinham sido oferecidas as cátedras de filosofia e sociologia, e nesse ano faleceu repentinamente, vítima de um ataque cardíaco.<ref name=costa/>
 
== Contribuições filosóficas ==