Diferenças entre edições de "Vieira de Leiria"

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'''Vieira de Leiria''' é uma [[freguesia]] [[Portugal|portuguesa]] do concelho da [[Marinha Grande]], com 42,505&nbsp;km² de área e 5 {{formatnum:845}} habitantes (2011). {{Densidade: 137,populacional|845|42.5 hab/km²}}.
 
A área desta freguesia é constituída por dois elementos geológicos. Um deles, representado por uma cobertura de areias de praia e de areias e dunas, ocupa toda a faixa litoral. Podem também ser incluídos neste conjunto moderno as aluviões do [[rio Lis]]. Na margem sul deste rio, entre as dunas do litoral, a faixa aluvial é muito estreita e os aluviões penetram numa depressão interdunar situada junto à praia de Vieira.
 
== História ==
Em 1512, separou-se [[Monte Real]] da [[freguesia]] de São Tiago do [[Arrabal]]de, e constituiu, com os seus moradores, uma nova freguesia, de que também fazia parte [[Carvide]] e [[Vieira de Leiria|Vieira]].
 
Em [[1632]], o [[Bispo de Leiria]] D. &nbsp;[[Dinis de Melo e Castro]] separou de Monte Real o lugar de Carvide, que se constitui em nova freguesia, à qual ficou pertencendo Vieira, que, por sua vez, se desanexou daquela em 1740, constituindo-se em freguesia.
 
A primeira referência documental ao nome da freguesia só aparece em 1527 no "Cadastro da População do Reino": "aldea de Carvide cõ casaes da Vieira e da Pasagem, 30". Significa que por aqui existiam 30 fogos correspondentes a uma população estimada entre 100 a 135 habitantes. Crê-se que o crescimento desta zona tenha tido lugar a partir daquela época. É que, como diz o "Couseiro" ou Memórias do Bispado de Leiria "no logar da Passagem está uma ermida, da invocação de [[Nossa Senhora da Ajuda]], feita no ano de [[1614]]". E "outra no logar da Vieira, da invocação de [[Nossa Senhora dos Milagres]], imagem de vulto, feita no anno de [[1615]]". A construção desses templos é um indício bastante para acreditar no certo grau de desenvolvimento atingido pelas duas povoações.
 
E essa confirmação surge no [[século XVIII]] com sinais de que Vieira de Leiria regista um crescimento paralelo ao intensificar da exploração do Pinhal. Dá-se então a criação da freguesia e dezoito anos depois, já existem 200 fogos e 600 moradores.
 
As principais ocupações da população estavam ligadas à mata, com especial destaque para o corte e serração de madeira e para o fabrico do pez. Existe documentação coeva que permite concluir que esta freguesia suplantava quaisquer outras localidades da periferia do pinhal que eventualmente também tivessem a serração braçal como actividade dominante. Em [[1767]] é inaugurada a igreja matriz de Vieira, mas em [[1783]] é feito um novo arco na capela-mor por se considerar demasiado pequeno o inicial. O cura era da apresentação da mitra.
 
O [[século XIX]] marcaria novos contornos no desenvolvimento de Vieira polvilhando-o de altos e baixos. Primeiro, as obras de regularização do leito do Lis, depois a Invasão Francesa de [[1810]]. Fugindo diante dela, o povo refugiou-se no Pinhal do Rei, onde escondeu os haveres que conseguiu transportar. O que não foi possível levar foi destruído ou enterrado. Mas o saldo desta invasão foi muito desfavorável para os Vieirenses. Quase metade da população foi dizimada por epidemias e mais de metade das casas foram destruídas ou danificadas pelos franceses.
 
Com a chegada do [[século XX]], a Vieira vai-se tornar protagonista de uma das mais singulares migrações internas que Portugal conheceu — a dos "avieiros". O agravamento das condições de vida dos pescadores, aos quais a vila nada mais tinha para oferecer para além de um inverno rigoroso e muita fome, criou um grande fluxo migratório em direcção ao Tejo. Grandes comunidades de avieiros se foram estabelecendo junto das vilas ribeirinhas, encaminhando-se depois, para o tráfego comercial fluvial e terrestre. As maiores movimentações terão ocorrido entre [[1919]] e [[1939]]. Durante décadas esta gente dividiu a sua vida entre o verão em Vieira e o inverno no [[Tejo]], entre a [[arte xávega]] da sardinha e a arte varina do sável. Mas chegou o dia em que deixaram de regressar durante o Verão. E para sempre ficaram ligados à história do Tejo, os homens de Vieira, os avieiros.
 
== Património e Localidades de Interesse Público ==
* [[Lúcio Tomé Feteira]], empresário (1902-2000)
* [[Marco Horácio]], humorista, apresentador de televisão e actor (1974-)
* Júlio Crespo - Artesão da arte xávega
* Mêlina Mira Domingues, autora do Livro "O Céu tem Um Doce"
 
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{{Marinha Grande/Freguesias}}
 
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[[Categoria:Vieira de Leiria| ]]
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