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| local de enterro = [[Catedral de Pedro e Paulo]],<br/>[[São Petesburgo]], [[Rússia]]
}}
'''Maria Nikolaevna Romanova''' ({{langx|ru|Великая Княжна Мария Николаевна Романовa||''Velikaya Knyajna Maria Nikolaevna Romanova''}}) foi a terceira filha de {{Lknb|Nicolau II|da Rússia}} e [[Alexandra de Hesse|Alexandra Feodorovna]], nascida a [[14 de Junho]] de [[1899]], no [[palácio]] de [[Peterhof]], [[São Petersburgo]]. O seu assassinato juntamente com o restante família na noite de [[17 de Julho]] de [[1918]] resultou na sua [[canonização]] como [[Portadora da Paixão]] pela [[Igreja Ortodoxa Russa]].
 
Durante a sua vida, Maria, sendo demasiado nova para se tornar [[enfermeira]] pela [[Cruz Vermelha]] como a sua mãe e as duas irmãs mais velhas durante a [[Primeira Guerra Mundial]], abriu um [[hospital]] juntamente com a sua irmã mais nova, [[Anastásia Nikolaevna da Rússia|Anastásia]], e ambas costumavam visitar soldados feridos.<ref>Kurth (1983), p. 417.</ref> Maria tinha um interesse especial na vida dos soldados e, durante a sua adolescência e juventude, teve várias "paixonetas" pelos jovens que conhecia. O seu sonho era casar-se com um soldado e ter uma grande família.
Durante o {{séc|XX}}, após a sua morte, Maria não escapou aos vários rumores que davam como certa a sobrevivência de um ou mais membros da família imperial. A possibilidade de que ela poderia ter sobrevivido ao massacre tornou-se mais credível após a descoberta dos corpos de 9 das 11 vitimas. Os cientistas americanos defenderam que os dois corpos que faltavam pertenciam a Alexei e a uma das Grã-duquesas que identificaram como sendo Anastásia, mas a equipa russa afirmou que a Grã-duquesa desaparecida era Maria.
 
A dúvida foi desfeita quando em Agosto de 2007 foram descobertos os restos mortais dos dois últimos membros da família. Após testes de [[ADN]] ([[DNA]]) chegou-se à conclusão que os corpos descobertos eram os de [[Alexei Nikolaevich, CzarevitchCzarevich da Rússia|Alexei]] e Maria.
 
== Biografia ==
{{quote2|''Um dia feliz: o Senhor enviou-nos uma terceira filha – Maria, que nasceu em segurança às 12:10! A Alix mal dormiu durante a noite, e de manhã as dores aumentaram. Graças a Deus que tudo acabou depressa! A minha querida sentiu-se bem durante todo o dia e alimentou ela própria a bebé… a tarde foi maravilhosa."''}}<ref>Diários de Nicolau II de 1899</ref>
 
Maria tinha duas irmãs mais velhas ([[Olga Nikolaevna da Rússia|Olga]] e [[Tatiana Nikolaevna da Rússia|Tatiana]]) e uma irmã ([[Anastásia Nikolaevna da Rússia|Anastásia]]) e irmão ([[Alexei Nikolaevich, CzarevitchCzarevich da Rússia|Alexei]]) mais novos.
 
O nascimento de Maria foi bem-recebido, no entanto acabou por constituir uma nova desilusão para a família imperial, uma vez que era a terceira rapariga que nascia e não o desejado herdeiro, tal como a sua tia [[Xenia Alexandrovna]] escreveu no seu diário: