Diferenças entre edições de "Bruno Bettelheim"

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Após a anexação da Áustria pelo Terceiro Reich, na véspera da [[Segunda Guerra Mundial]], foi deportado com outros judeus austríacos para o [[campo de concentração]] de [[Dachau]] e, mais tarde, para [[Buchenwald]]. Aí pôde observar os comportamentos humanos quando o indivíduo é sujeito a condições extremas, percepcionadas como radicalmente destrutivas (desumanização), que estiveram mais tarde na base das suas teorias sobre a origem do [[autismo]].
 
Graças a uma amnistiaanistia em 1939, Bettelheim e centenas de outros prisioneiros foram libertados, o que lhe salvou a vida. Emigrou então rumo aos [[Estados Unidos]], onde foi professor de psicologia em universidades americanas e dirigiu o [[Instituto Sonia-Shankman]] em [[Chicago]] para crianças psicóticas, destacando-se o seu trabalho com crianças [[autismo|autistas]].
 
Acerca de seus trabalhos com pacientes autistas, Bettelheim reivindicou que a causa do autismo seriam "As mães geladeiras": mães frias, sem sentimentos, que levavam os filhos a um isolamento mental. Suas teorias foram aceitas internacionalmente por mais de duas décadas. Bruno Bettelheim [[suicídio|suicídou]]-se aos 86 anos de idade, em [[1990]], acredita-se pelo fato de ter começado a perder sua credibilidade <ref>http://www.autimismo.com.br/aut_hist.html</ref> . Foi descoberto posteriormente que a experiência de Bettelheim foi exagerada e que carecia de comprovação científica, e que ele não tinha qualificações necessárias para dirigir uma escola ou elaborar teorias sobre as causas do autismo. Também foi acusado de maus tratos a seus pacientes (pessoas com deficiências, a maioria autista) <ref>http://200.255.167.162/pesquisa/pdf_monografias/letras/2011/5676.pdf</ref> . Só após seu suicídio, se descobriu que nunca havia se encontrado com Freud, a quem chamava de mentor, inventara títulos acadêmicos inexistentes, expunha crianças a situações embaraçosas e batia em seus pacientes <ref>ROMANI, C.; SALVADOR, A.; MAGALHÃES, N. Palmadinha fora da lei. In Revista Veja. Edição 2174, ano 43, n. 29. 21 de julho de 2010. São Paulo: Ed. Abril, 2010</ref> .