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Entretanto, o principal ponto de complicação era com a [[República das Duas Nações|Polônia]] e a situação de [[Kiev]]. Esta era uma cidade ortodoxa que tinha sido entregue aos russos em 1667 durante o reinado de Aleixo, porém sob os termos do Tratado de Andrusovo ela deveria ser devolvida aos poloneses depois de dois anos. Isso nunca ocorreu e a Polônia recusava-se a abrir mão de sua reivindicação, enquanto a Rússia evitava quaisquer discussões a respeito e postergava a entrega. As coisas mudaram durante a regência de Sofia, quando o [[Império Otomano]] conseguiu uma série de vitórias militares contra a Polônia e o [[Sacro Império Romano-Germânico]]. Os poloneses e austríacos passaram a desejar ajuda russa, com uma enorme comitiva sendo enviada a Moscou procurando uma aliança. Sofia aproveitou-se da situação e aceitou prestar ajuda sob a condição de que Kiev fosse cedida definitivamente para a Rússia, algo que o rei [[João III Sobieski da Polônia]] aceitou relutantemente.<ref> {{harvnb|Massie|2015|p=99}} </ref>
 
Os russos e otomanos até entãonunca tinham gozado de boas relações, nunca antes tendoentrado ocorrido hostilidades entre os doisem paísesconflito.<ref> {{harvnb|Massie|2015|p=100}} </ref> Uma força foi enviada em maio de 1687 para a [[Crimeia]] combater os tártaros, vassalos do Império Otomano, com Golitsyn sendo forçado a assumir o comando da expedição.<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=101–102}} </ref> Ele marchou para o sul e atravessou o [[rio Dniepre]], encontrando campos queimados e nenhum alimento para as tropas, até finalmente avistar os tártaros na cidade de Perekop. Golitsyn decidiu recuar por causa da falta de suprimentos, porém enviou cartas à Moscou dizendo que a campanha tinha sido um sucesso e foi recebido como herói por Sofia ao retornar. Porém, a verdade logo chegou na Polônia e na Áustria, que forçaram a Rússia a cumprir com sua parte do acordo.<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=102–103}} </ref> A czarevna novamente enviou o príncipe para uma nova expedição em março de 1689, que desta vez enfrentou os tártaros e conseguiu repelir alguns avanços, porém mais uma vez se viu sem suprimentos e tentou em vão chegar a um acordo de paz.<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=103–105}} </ref> Como antes, Golitsyn enviou relatos de vitórias e outra vez foi recebido como herói, porém agora a insatisfação e desaprovação geral com Sofia eram muito maiores, especialmente vindas de Pedro.<ref name=massie106 > {{harvnb|Massie|2015|p=106}} </ref>
 
===Tomada de poder===
O descontentamento com Sofia e Golitysn cresceu com o anúncio da segunda expedição militar, com os opositores da regente se reunindo ao redor de Pedro. O czar desaprovou as campanhas do príncipe e recusou aceitar as supostas vitórias, expressando publicamente sua repulsa ao favorito.<ref name=massie106 /> Sofia ficou chocada pelas ações do meio-irmão e passou a sentir-se insegura,<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=107–108}} </ref> tentando fortalecer sua posição avaliando com os Streltsi a possibilidade de ser coroada, criando e espalhando pela Europa um retrato seu usando o cetro, orbe e a coroa de Monômaco, além de contendo versos de um poema laudatório de suas realizações, e se intitulando autocrata da mesma forma que os czares. Essas ações alarmaram os apoiadores de Pedro,<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=108–109}} </ref> e este começou a desafiar pessoalmente a meia-irmã ao destratá-la em cerimônias públicas. A tensão entre os dois lados subiu, com Sofia cada vez mais movimentando-se por Moscou cercada de guardas e bajulando os Streltsi em troca de apoio.<ref> {{harvnb|Massie|2015|pp=110–111}} </ref>
 
==Grande Guerra do Norte==