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A FSLN era uma organização heterogênea, em que pessoas de diferentes ideologias estavam envolvidas. Certa inclinação marxista foi marcada pelas referências à [[Revolução Cubana]] e Argélia. Em um primeiro momento, não tinha nenhuma ligação com aqueles países, e em essência sua ideologia se baseou nas ideias e lutas de [[Sandino|Augusto Sandino]] (guerrilheiro nicaraguense que combateu os Estados Unidos na década de 1930 e foi assassinado por Somoza).
 
As forças governamentais dos vários governos Somoza conseguiram conter a luta armada travada pela FSLN, que sofreu pesadas derrotas como Pancasán em 1967 ou a casa "Las Termópilas" em 1969. No início da década de 1970, entretanto, conquista um amplo apoio popular para a causa Sandinista, tanto na cidade (centros educacionais e de emprego) e áreas rurais. A FSLN sofreu uma divisão das três tendências que nascem lutando separadamente. Mesmo nessa conjuntura, os acertos são relevantes e produzem ações como "A ofensiva de outubro". Em 1976, Carlos Fonseca Amador morre em combate, e perdeusua aperda vidamarca acusandoprofundamente a organização.
 
=== Começo do triunfo revolucionário ===
 
=== Pós-1979: Mudanças ===
Como qualquer processo revolucionário que atingiu os porões da sociedade, com a RevoluçãoVitória na NicaráguaSandinista, houve várias mudanças importantes, as quais transformaram a sociedaderealidade nicaraguense, dando ao país uma complexidade maior do que nunca. As consequências diretas da Revolução podem ser estruturadas em três vertentes principais:
 
==== Economia ====
Como resultado, em setembro de 1980, a [[UNESCO]] galardoou a Nicarágua com o "Prêmio [[Nadezhda K. Krupskaya]]" por sua campanha de alfabetização bem-sucedida. Esta foi seguida pelas campanhas de alfabetização de 1982, 1986, 1987, 1995 e 2000, as quais também foram premiadas pela UNESCO.<ref>{{cite news | first=Juan | last=B. Arrien | title=Literacy in Nicaragua | publisher=UNESCO | url =http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001459/145937e.pdf | accessdate = 2007-08-01|format=PDF}}</ref> A Revolução também fundou um Ministério da Cultura, um dos três únicos na América Latina na época, e estabeleceu uma marca editorial nova, chamada ''Editorial Nueva Nicarágua'' e, baseado nela, começou a imprimir livros de edições baratas, materializando uma base cultural raramente vista por nicaragüenses. O novo regime também fundou um ''Instituto de Estúdios del Sandinismo''(Instituto de Estudos de [[Sandinismo]]), onde foram impressos todo o trabalho e os papéis de [[Augusto César Sandino], bem como daqueles que cimentaram as ideologias da FSLN, assim como [[Carlos Fonseca]], [[Ricardo Morales Avilés]] e outros. Os principais programas em larga escala dos sandinistas receberam reconhecimento internacional por seus ganhos em [[alfabetização]], [[saúde]], [[educação]], acolhimento às crianças, sindicatos, e [[reforma agrária]].<ref>[http://www.stanford.edu/group/arts/nicaragua/discovery_eng/history/background.html Background History] of Nicaragua</ref><ref>[http://www.globalexchange.org/tours/NicaraguaReportOct2001.html globalexchange.org] Report on Nicaragua</ref>
 
==== Mobilização Militar ====
Desde que o projeto político da Revolução era "anti-imperialista", classista, popular e revolucionário<ref>''Managua: Sección de Formación Política del Ejército Popular Sandinista, 1981. ''(Managua: Seccion of Political Formation of Sandinist Popular Army)'', 38 pgs; source from CRAJINA, Roberto: "Transición política y reconversión militar en Nicaragua, 1990-1995" ''(Political Transition and Military Restructuring in Nicaragua, 1990-1995)''.</ref> o crescimento militar também foi uma conseqüência direta da Revolução. Já em 1981 (1980 para alguns elementos) um movimento anti-sandinista, o ''Contrarrevolución''(Contrarrevolução) ou apenas ''[[Contras]]'', já estava tomando forma e lugar na fronteira com [[Honduras]]. Um conflito armado, então, surgiria em algum momento, somando-se a guerras civis na América Central. Mais tarde, os denominados Contras, fortemente apoiados pela [[CIA]] e, apesar de secretamente, por membros do próprio governo, abriram uma "segunda frente" no Atlântico e na fronteira com a Costa Rica, tornando a década de 1980 ainda mais tensa. Com a guerra civil, ocorreu a abertura de fissuras no projeto nacional-revolucionário. O orçamento militar cresceu em números de dinheiro e homens. O ''Servicio Militar Patriótico'' (Serviço Militar Patriótico), um projeto obrigatório, foi criado para ajudar a defender a Revolução.
 
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