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Numa carta de 10 de Outubro de 1844, Benjamim de Oliveira propôs ao seu primo, o [[Conde de Tojal]], então [[Ministro da Fazenda]], a construção de uma linha férrea entre [[Lisboa]] e o [[Porto]], com passagem por [[Estação de Santarém|Santarém]], [[Estação de Leiria|Leiria]], [[Estação de Coimbra|Coimbra]] e Aveiro.<ref name=Gazeta1561/> As tentativas de Benjamim de Oliveira para trazer o comboio para Portugal foram canceladas com a formação, em 1844, da Companhia das Obras Públicas, que também tinha entre os seus objectivos a construção de caminhos de ferro, mas esta empresa foi posteriormente dissolvida na sequência da [[Revolução da Maria da Fonte|instabilidade política]].<ref name=Gazeta1561/> Esta só terminou com o advento da [[Regeneração (história)|Regeneração]], em 1851, permitindo a [[Fontes Pereira de Melo]] retomar os projectos das ligações ferroviárias que ligassem a capital a [[Espanha]] e ao Porto.<ref name=Gazeta1561>{{Citar periódico|autor=[[Frederico Abragão|ABRAGÃO, Frederico]]|paginas=393-400| titulo= A ligação de Lisboa com o Porto por Caminho de Ferro|data=1 de Janeiro de 1953|numero=1561|volume=65|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|url= http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1953/N1561/N1561_master/GazetaCFN1561.pdf|acessadoem=17 de Maio de 2015}}</ref>
 
Quando o traçado da Linha do Norte foi planeado pelo engenheiro Wattier em 1856, o projecto não contemplava a passagem por Aveiro; foi graças à insistência do deputado [[José Estêvão Coelho de Magalhães|José Estevão]] que os planos foram modificados, de forma a servir a cidade.<ref name=CMAveiro/> Em Agosto de 1861, principiaram as obras de via, e em princípios de 1862, começou-se a construir o edifício.<ref name=CMAveiro/> A estação foi inaugurada junto com o troço entre [[Estação de Estarreja|Estarreja]] e [[Estação de Taveiro|Taveiro]] da Linha do Norte, em 10 de Abril de 1864, pela [[Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses]].<ref name=CMAveiro/><ref>{{Citar periódico|autor=[[Carlos Manitto Torres|TORRES, Carlos Manitto]]|paginas=9-12|titulo=A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário|data=1 de Janeiro de 1958|numero=1681|volume=70|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|url= http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1958/N1681/N1681_master/GazetaCFN1681.pdf|acessadoem=4 de Abril de 2014}}</ref><ref name=CMAveiro/> Em 16 de Maio do mesmo ano, os restos mortais de José Estêvão foram transportados de caminho de ferro até ao cemitério de Aveiro.<ref name=CMAveiro/>
 
Em 1891, a Companhia Real vendia bilhetes especiais para banhos no mercado espanhol, sendo Aveiro um dos destinos promovidos.<ref>{{Citar periódico|paginas=272|titulo=Avisos de Serviço|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro de Portugal e Hespanha| volume=4| numero= 89|data=3 de Setembro de 1891|url=http://rcbp.dglb.pt/pt/Bibliotecas/Sites/BM_CasteloBranco/Regulamento/Documents/Publica%C3%A7%C3%B5es%20Peri%C3%B3dicas/GAZETA%20CAMINHOS%20FERRO%201891.pdf|acessodata=27 de Agosto de 2015}}</ref>
Por alvarás de 11 de Julho de 1889 e 23 de Maio de 1901, Francisco Pereira Palha foi autorizado a construir um caminho de ferro de via estreita entre [[Estação Ferroviária de Torredeita|Torredeita]], na [[Linha do Dão]], e [[Estação de Espinho|Espinho]], na Linha do Norte, com um ramal para Aveiro; o projecto foi aprovado em 30 de Outubro de 1903, e a concessão foi passada para a [[Compagnie Française pour la Construction et Exploitation des Chemins de Fer à l'Étranger]] por um decreto de 17 de Março de 1906.<ref name=Gazeta1686/> O traçado foi posteriormente alterado, e em 8 de Setembro de 1911 entrou ao serviço o troço de [[Estação Ferroviária de Albergaria-a-Velha|Albergaria-a-Velha]] a Aveiro.<ref name=Gazeta1686/> Quando foi planeado o troço da [[Linha do Vouga|rede ferroviária do Vouga]] até Aveiro, ficou programado que a estação já existente iria ficar comum a ambas as linhas, não estando previstos quaisquer ramais até à [[Ria de Aveiro]].<ref name=Gazeta1144/>
 
Após a inauguração do Ramal de Aveiro, verificou-se que o transporte de sal e outras mercadorias desde a margem até à estação se fazia com muita dificuldade, num percurso de quase 2 quilómetros em carros de bois, pelo que, em 1912, entrou ao serviço um ramal até à ria.<ref name=Gazeta1144>{{Citar periódico|titulo=As Obras da Barra de Aveiro|paginas=347-349|autor=[[José Fernando de Sousa|SOUSA, José Fernando de]]|data=16 de Agosto de 1935|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=47|numero=1144|url= http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1935/N1144/N1144_master/GazetaCFN1144.pdf|acessadoem=8 de Agosto de 2013}}</ref> O Decreto 12.682, de 15 de Novembro de 1926, adicionou ao plano ferroviário do Norte do Mondego duas vias férreas a sair da estação de Aveiro; a primeira seria até [[Estação de Cantanhede|Cantanhede]], constituindo a continuação do Ramal de Aveiro, e a segunda iria [[Ramal do Canal de São Roque|até ao Canal de São Roque]].<ref name=Gazeta1686>{{Citar periódico|autor=[[Carlos Manitto Torres|TORRES, Carlos Manitto]]|titulo=A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário|paginas=133-140|data=16 de Março de 1958|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=71|numero=1686|url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1958/N1686/N1686_master/GazetaCFN1686.pdf| acessadoem=4 de Abril de 2014}}</ref><ref>PORTUGAL. [http://dre.pt/pdf1sdip/1926/11/25800/19171917.pdf Decreto n.º 12:682], de 15 de Novembro de 1926. ''Ministério do Comércio e Comunicações - Direcção Geral de Caminhos de Ferro - Divisão Central e de Estudos'', Paços do Governo da República. Publicado no Diário da República n.º 258, Série I, de 18 de Novembro de 1926.</ref><ref name=Gazeta1686>{{Citar periódico|autor=[[Carlos Manitto Torres|TORRES, Carlos Manitto]]|titulo=A evolução das linhas portuguesas e o seu significado ferroviário|paginas=133-140|data=16 de Março de 1958|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=71|numero=1686|url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1958/N1686/N1686_master/GazetaCFN1686.pdf| acessadoem=4 de Abril de 2014}}</ref>
 
Em 3 de Outubro de 1932, iniciaram-se oficialmente as obras de construção da barra de Aveiro, tendo sido instalado um ramal para o transporte de pedra, especificamente grés vermelho de [[Eirol]] e granito de Vila Chã; este ramal tinha o seu princípio na Estação de Aveiro, curvando depois na direcção do Canal de São Roque, onde a pedra era transferida para barcos.<ref name=Gazeta1144/> Nesse ano, a [[Companhia dos Caminhos de Ferro Portugueses]] instalou um dormitório para o pessoal de serviço, com capacidade para 12 camas; por seu turno, a [[Companhia Portuguesa para a Construção e Exploração de Caminhos de Ferro|Companhia do Vouga]] ampliou as suas vias, de forma a facilitar o serviço no Ramal do Canal de São Roque.<ref>{{Citar periódico|paginas=10-14|titulo=O que se fez nos Caminhos de Ferro em Portugal no Ano de 1932|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=46|numero=1081|data=1 de Janeiro de 1933|url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1933/N1081/N1081_master/GazetaCFN1081.pdf|acessadoem=20 de Maio de 2010}}</ref> Em 1936, esta empresa construiu um novo cais, para transbordo entre as Linhas do Vouga e do Norte.<ref>{{Citar periódico|paginas=98|titulo=O que se fez em Caminhos de Ferro durante o ano de 1936|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=49| numero=1180|data=16 de Fevereiro de 1937|url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1936/N1180/N1180_master/GazetaCFN1180.pdf|acessadoem=8 de Agosto de 2013}}</ref> Em Abril de 1932, estava a ser pedida com urgência a construção da linha entre Aveiro e Cantanhede.<ref>{{citar jornal|titulo=Efemérides|paginas=345|data=16 de Julho de 1939|jornal=Gazeta dos Caminhos de Ferro|volume=51| numero=1238|url=http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/OBRAS/GazetaCF/1939/N1238/N1238_master/GazetaCFN1238.pdf| acessodata=4 de Abril de 2014}}</ref>
 
==Bibliografia==
*{{Referência acitar livro|sobrenome=CAVACO|nome=Carminda|título=O Algarve Oriental|subtítulo=As Vilas, O Campo e o Mar|local=Faro| editora=Gabinete de Planeamento da Região do Algarve|ano=1976|páginas=204|volumes=2|volume=II}}
*{{Citar livro|nome=Paulo|sobrenome=PEREIRA|título=História da Arte Portuguesa|local=Barcelona|editora=Círculo de Leitores|ano=1995 |páginas=695|volumes=3|volume=III|idisbn=ISBN 972-42-1225-4}}
*{{Citar livro|autor=REIS, Francisco Cardoso dos; GOMES, Rosa Maria; GOMES, Gilberto ''et al''|título=Os Caminhos de Ferro Portugueses 1856-2006|editora=CP-Comboios de Portugal e Público-Comunicação Social S. A.|ano=2006|páginas=238|idisbn=ISBN 989-619-078-X}}
*{{Citar livro|autor=SILVA, José Ribeiro da|coautor=RIBEIRO, Manuel|título=Os Comboios em Portugal|local=Lisboa|editora=Terramar - Editores, Distribuidores e Livreiros, Lda.|ano=2007|páginas=203|volumes=5|volume=III|edição=1.ª|idisbn=ISBN 978-972-710-408-6}}
 
{{commonscat|Aveiro train station|a Estação de Aveiro}}