Diferenças entre edições de "Aleijadinho"

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[[File:A subida do Calvário - Aleijadinho - Congonhas.jpg|thumb|300px|Cena do carregamento da cruz, Congonhas.]]
 
Sua maior realização na [[escultura]] de vulto completo são os conjuntos do [[Santuário do Bom Jesus de Matosinhos]], em Congonhas - as 66 estátuas da ''Via Sacra'', ''Via Crucis'' ou dos ''Passos da Paixão'', distribuídas em seis capelas independentes, e os ''Doze Profetas'' no adro da igreja. Todas as cenas da ''Via Sacra'', talhadas entre [[1796]] e [[1799]], são intensamente dramáticas, e aumenta esse efeito o vivo colorido das estátuas em tamanho natural, pintadas, segundo indica um contrato assinado em [[1798]], por Mestre Ataíde e Francisco Xavier Carneiro. Entretanto, não é certo que Carneiro tenha trabalhado nas peças, pois não constam pagamentos a ele realizados no Livro 1° de Despesa até 1837, quando este se encerra.<ref>Grammont, p. 270</ref><ref>[http://books.google.com/books?id=chQH5QPNWrYC&pg=PA138&dq=ataide+aleijadinho+congonhas&hl=pt-BR&ei=H6s0TN6nNIX7lwfyla3TBw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=7&ved=0CEcQ6AEwBg#v=onepage&q&f=false Coelho, p. 138]</ref>ಠᗝಠ
 
A tipologia da ''Via Sacra'' é antiga, remonta à tradição do ''Sacro Monte'', nascida na [[Itália]] séculos antes de ser reencenada em Congonhas. O tipo se constitui num conjunto de cenas da Paixão de [[Jesus]], de caráter teatral e patético, destinadas explicitamente a invocar a piedade e compaixão, reconstruindo resumidamente o percurso de Jesus desde a [[Última Ceia]] até sua crucificação. As cenas são usualmente dispostas numa série de capelas que antecedem um templo colocado no alto de uma colina ou montanha - e daí o nome de ''Sacro Monte'' - exatamente como é o caso do Santuário de Congonhas,<ref name="Bell">Bell, Julian. [http://books.google.com/books?id=p7E0jJ6B8lIC&pg=PA292&dq=aleijadinho+%22sacro+monte%22&hl=pt-BR&ei=LC40TPzlBtCzuAfw1InYDQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCwQ6AEwAQ#v=onepage&q&f=false ''El espejo del mundo: una historia del arte'']. Editorial Paidós, 2008. pp. 392-393</ref> erguido por Feliciano Mendes em pagamento de uma promessa e imitando o modelo do santuário homônimo de [[Braga]], em Portugal.<ref>[http://books.google.com/books?id=PM_zVH5mD68C&pg=PT71&dq=aleijadinho+passos+da+paixao&hl=pt-BR&ei=MDU0TLHKMsSRuAeE57ztBg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=2&ved=0CCgQ6AEwATgU#v=onepage&q&f=false Frade, p. 71]</ref>ಠᗝಠ
 
Julian Bell encontrou no conjunto brasileiro uma intensidade não superada nem mesmo pelos seus modelos italianos,<ref name="Bell"/> e [[Mário de Andrade]] o leu como exemplo de um [[expressionismo]] às vezes feroz.<ref>[http://books.google.com/books?id=-WmzZayNcT4C&pg=PA56&dq=aleijadinho+passos&hl=pt-BR&ei=TzY0TI-lIsmJuAeYvtDIAQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CDIQ6AEwAzgK#v=onepage&q=aleijadinho%20passos&f=false Gomes Junior, p. 56]</ref> [[Gilberto Freyre]] e outros viram em algumas destas peças, em especial nos grotescos soldados romanos que atormentam Cristo, um grito pungente e sarcástico, ainda que velado, de protesto contra a opressão da colônia pelo governo português e do negro pelo branco.<ref name="Bell"/><ref name="Wood">Wood, Marcus. [http://books.google.com/books?id=aTj3ZSZYkkwC&pg=PA135&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false "Slavery, History and Satyre"]. In Oboe, Annalisa & Scacchi, Anna. ''Recharting the Black Atlantic: modern cultures, local communities, global connections''. Routledge, 2008. pp. 135-136</ref> Freyre, ao mesmo tempo, identificou raízes tipicamente [[folclore do Brasil|folclóricas]] para a constituição do seu extravagante estilo pessoal, como a [[iconografia]] satírica da [[cultura popular]], se admirando da hábil maneira com que Aleijadinho introduziu elementos da voz do povo para dentro do universo da alta cultura do Barroco internacional.<ref name="Wood"/>ಠᗝಠ
 
Através da comparação entre a qualidade das várias figuras individuais, pesquisadores chegaram à conclusão de que ele não executou todas as imagens da ''Via Sacra''. Sua mão estaria apenas nas da primeira capela, onde se representa a ''Santa Ceia'', e nas da segunda capela, figurando a ''Agonia no Horto das Oliveiras''. Das outras capelas teria esculpido pessoalmente apenas algumas das figuras. Na terceira, da ''Prisão'', o Cristo e possivelmente [[São Pedro]], e na que abriga duas cenas, a ''Flagelação'' e a ''Coroação de Espinhos'', também as figuras de Cristo, e um dos soldados romanos, que teria servido de modelo para todos os outros, esculpidos por seus assistentes. Na capela do ''Carregamento da Cruz'', a figura do Cristo e possivelmente as duas mulheres chorosas, junto com o menino que carrega um prego da cruz. Na capela da ''Crucificação'', suas seriam as imagens do Cristo pregado e dos dois ladrões que o ladearam no [[Calvário (Gólgota)|Calvário]], além, possivelmente, também a de [[Maria Madalena (santa)|Maria Madalena]].<ref>[http://books.google.com/books?id=chQH5QPNWrYC&pg=PA24&dq=aleijadinho+francisco+altar+del+rei&hl=pt-BR&ei=1UovTLuWIY-zuAfV4djnAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=6&ved=0CEkQ6AEwBQ#v=onepage&q=aleijadinho&f=false Coelho, pp. 137-139]</ref><ref>Paiva, Eduardo França & Ivo, Isnara Pereira. [http://books.google.com/books?id=ffIwxCVCXVQC&pg=PA81&dq=aleijadinho+passos+da+paixao&hl=pt-BR&ei=qjI0TKWyNs6GuAfHmNznAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=7&ved=0CEUQ6AEwBg#v=onepage&q&f=false ''Escravidão, mestiçagem e histórias comparadas'']. Annablume, 2008. pp. 81-82</ref>ಠᗝಠ
 
[[File:Profeta Daniel - Aleijadinho - Congonhas.jpg|thumb|left|Detalhe do profeta ''Daniel''.]]
[[File:Santuário do Bom Jesus de Matosinhos 2.jpg|thumb|left|O conjunto dos projetas no adro da Igreja de Congonhas.]]
A outra parte do conjunto de Matosinhos são as doze esculturas dos [[profeta]]s, realizadas entre [[1800]] e [[1805]], cujo estilo em particular é fonte de controvérsia desde a manifesta incompreensão de [[Bernardo Guimarães]] no século XIX, que desconcertado diante dos aparentes erros de talha e desenho, ainda assim reconhecia nas estátuas momentos de notável beleza e solenidade, verdadeiramente dignas dos profetas.<ref name="BOSI">Bosi, Alfredo. [http://books.google.com/books?id=9BYLKCI-xG0C&pg=PA35&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false ''Dialética da colonização'']. Companhia das Letras, 2001.</ref> O conjunto se configura como uma das séries mais completas representando profetas na [[arte cristã]] ocidental. Estão presentes os quatro principais profetas do [[Antigo Testamento]] - [[Isaías]], [[Jeremias (profeta)|Jeremias]], [[Ezequiel]] e [[Daniel (profeta)|Daniel]], em posição de destaque na ala central da escadaria - e oito profetas menores, escolhidos segundo a importância estabelecida na ordem do cânon bíblico, sendo eles [[Baruc]], [[Oseias]], [[Jonas (profeta)|Jonas]], [[Livro de Joel|Joel]], [[Obadias|Abdias]], [[Amós]], [[Naum]] e [[Habacuque|Habacuc]].<ref name="Profetas">[http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=marcos_texto&cd_verbete=343 "Profetas do Aleijadinho"]. IN ''Enciclopédia Itaú Cultural''.</ref>ಠᗝಠ
 
As proporções das figuras são extremamente distorcidas. Uma parte da crítica atribui isso à incompetência de seu grupo de auxiliares ou às dificuldades de manejo do cinzel geradas por sua doença, mas outros se inclinam para ver nelas uma intencionalidade expressiva, e outros ainda entendem as distorções como recurso eminentemente técnico destinado a compensar a deformação advinda do ponto de vista baixo a partir do qual as estátuas são vistas, demonstrando o criador estar ciente dos problemas e exigências da representação figural em [[escorço]]. De fato a dramaticidade do conjunto parece ser intensificada por essas formas aberrantes, que se apresentam em uma gesticulação variada e teatral, imbuída de significados simbólicos referentes ao caráter do profeta em questão e ao conteúdo de sua mensagem.<ref name="Profetas"/>
<ref name="Silva, p. 91">[http://books.google.com/books?id=g0VEcW1P-BsC&printsec=frontcover&dq=aleijadinho&hl=pt-BR&ei=wLgrTLeZCYaKlwe0ovGrCQ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CDMQ6AEwAw#v=onepage&q=efetivamente%20deixou%20representado%20&f=false Silva, p. 91]</ref><ref>Manguel, Alberto. [http://books.google.com/books?id=8xoBPt4ACJQC&pg=PA238&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false ''Leyendo imagenes'']. Editorial Norma, 2003. p. 240</ref> Dez dentre eles apresentam o mesmo tipo físico: um jovem de rosto esguio e traços elegantes, maçãs do rosto salientes, barbas aparadas e longos bigodes. Somente Isaías e Naum aparecem como velhos de longas barbas. Todos também trajam túnicas semelhantes, decoradas com bordados, salvo Amós, o profeta-pastor, que usa um manto do tipo dos trajes de pele de carneiro encontrados entre os camponeses da região do [[Alentejo]]. Daniel, com o [[leão]] a seus pés, também se destaca no grupo e crê-se que pela perfeição de seu acabamento seja talvez uma das únicas peças do conjunto inteiramente realizada pelo mestre mineiro.<ref name="Profetas"/> Segundo Soraia Silva,ಠᗝಠ
 
:: "O que o Aleijadinho efetivamente deixou representado nesta obra foi uma dinâmica postural de oposições e correspondências. Cada estátua representa um personagem específico, com sua própria fala gestual. Mas apesar dessa independência no espaço representativo e até mesmo no espaço físico, elas mantêm um diálogo corporal, formando uma unidade integrada na dança profética da anunciação da vida, morte e renascimento".<ref name="Silva, p. 91"/>ಠᗝಠ
 
Outras teses identificam propósitos ocultos na composição do conjunto. A pesquisadora Isolde Venturelli atribuiu ao Aleijadinho inclinações políticas libertárias, e viu em cada profeta o símbolo de um [[Inconfidência Mineira|inconfidente]], opinião compartilhada com Martin Dreher, e que encontra algum apoio no fato de que sua ligação com [[Cláudio Manuel da Costa]] está documentada.<ref>[http://books.google.com/books?id=bp_RiGnNVwwC&pg=PA114&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false Dreher, p. 114]</ref> Marilei Vasconcelos distinguiu nos profetas uma série de símbolos [[maçonaria|maçônicos]]. De qualquer forma, a concepção do conjunto é típica do Barroco religioso internacional: dramático, coreográfico e eloquente.<ref name="Silva, p. 91"/> [[Giuseppe Ungaretti]], espantado com a intensidade mística das figuras, disse que ''"os profetas do Aleijadinho não são barrocos, são bíblicos"''.<ref name="BOSI"/> Gabriel Frade pensa que o conjunto integrado pela igreja, o amplo adro e os profetas se tornou um dos mais notórios da arquitetura sagrada no Brasil, sendo um perfeito exemplo de como elementos interdependentes de complementam coroando de harmonia a totalidade da obra.<ref name="FRADE">Frade, Gabriel. [http://books.google.com/books?id=PM_zVH5mD68C&pg=PA69&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false ''Arquitetura sagrada no Brasil: sua evolução até as vésperas do Concílio Vaticano II'']. Edições Loyola, 2007</ref> Para John Bury,
 
:: "Os Profetas do Aleijadinho são obras-primas, e isso em três aspectos distintos: arquitetonicamente, enquanto grupo; individualmente, como obras escultóricas, e psicologicamente, como estudo de personagens que representa. Desde este último ponto de vista, elas são … as esculturas mais satisfatórias de personagens do Antigo Testamento que jamais foram executadas, com exceção do Moisés de Michelangelo".<ref>[http://books.google.com/books?id=g0VEcW1P-BsC&pg=PA55&dq=Bretas+diretor+aleijadinho&hl=pt-BR&ei=2v4zTKbiK8yMuAf9meHnAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=5&ved=0CDsQ6AEwBA#v=onepage&q&f=false IN Silva, p. 59]</ref>ಠᗝಠ
 
Hoje todo o conjunto do Santuário é um [[Patrimônio da Humanidade]], conforme declaração da [[UNESCO]], além de ser tombado pelo [[IPHAN]].<ref>Programa Monumenta. ''Sítios históricos e conjuntos urbanos de monumentos nacionais: sudeste e sul''. Brasília: Ministério da Cultura, 2005. p. 39</ref>
Aleijadinho transferiu esse modelo para os portais das igrejas franciscanas de Ouro Preto e São João del-Rei, onde a composição se torna muito mais complexa e virtuosística. Em Ouro Preto os anjos apresentam dois brasões lado a lado, unidos pela coroa de espinhos de Cristo e os braços estigmatizados, símbolos da [[Ordem Franciscana]], e sobre isso se abre um grande medalhão com a figura da Virgem Maria, arrematado por uma grande coroa real. Decoram o conjunto guirlandas, flores, cabeças de [[querubim|querubins]] e fitas com inscrições, além de [[voluta]]s e motivos de concha e folhagem. Também constituem novidade o desenho das peanhas, em arco semicircular, e a adição de fragmentos de [[entablamento]] acima das [[pilastra]]s laterais, decorados com denteados e volutas. Os mesmos motivos aparecem em São João del-Rei, mas todos estes portais aparentemente foram modificados, em sua parte estrutural, por Cerqueira. Um diferencial do exemplo de Ouro Preto é a presença de um relevo adicional ocluindo o [[óculo]], onde São [[Francisco de Assis]] aparece recebendo os estigmas,<ref name="Frade"/><ref name="Myriam pp. 229-237">[http://books.google.com/books?id=Cw_po7q15qQC&pg=PA251&dq=bazin+rococo+mineiro+aleijadinho&hl=pt-BR&ei=auUvTMHIJ8GLuAeNy-znAg&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=1&ved=0CCsQ6AEwAA#v=onepage&q=bazin&f=false Oliveira, Myriam. pp. 229-237]</ref> que para [[Mário de Andrade]] está entre suas criações mais primorosas, aliando notável doçura e realismo.<ref name="Mário">[http://books.google.com/books?id=QmbjTmAVkD8C&pg=PA231&dq=aleijadinho&hl=pt-BR&ei=zeMrTLgqh6CUB-fZoMUJ&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=4&ved=0CDUQ6AEwAzge#v=onepage&q=aleijadinho&f=false Andrade; Mello e Souza & Vergueiro, p. 233]</ref>
 
Na mesma categoria devem ser lembrados os lavabos monumentais e os púlpitos que esculpiu em pedra-sabão em igrejas de Ouro Preto e Sabará, todos com rico trabalho escultórico em relevo, tanto ornamental como em cenas descritivas.<ref name="Frade"/><ref name="Mário"/><ref>[http://books.google.com/books?id=chQH5QPNWrYC&pg=PA136&dq=aleijadinho+lavabo&hl=pt-BR&ei=GdMzTK2nOoSKlwe7gcW-Cw&sa=X&oi=book_result&ct=result&resnum=8&ved=0CEoQ6AEwBw#v=onepage&q&f=false Coelho, p. 136]</ref>ಠᗝಠ
 
== Fortuna crítica ==
Já [[Guiomar de Grammont|Grammont]], Gomes Junior, Chartier, Barretto e outros advertem para o perigo da perenização de visões mitificantes, romantizadas e fantasiosas sobre o artista, que tendem a obscurecer a sua correta contextualização e a clara compreensão de sua estatura artística e da extensão de sua originalidade, a partir do copioso folclore que desde a era de [[Getúlio Vargas|Vargas]] tanto a oficialidade como o povo vêm criando em torno de sua figura mal conhecida e misteriosa, elevando-o ao patamar de herói nacional.<ref name="Chartier"/><ref name="Gomes Junior, pp. 59-66"/><ref name="HANSEN"/><ref name="Barretto, pp. 75-76"/><ref name="WILLIAMS"/> Hansen inclusive aponta como evidência lamentável dessa situação a ocorrência de manipulação política da imagem de Aleijadinho no exterior, citando a censura governamental à publicação de estudos mais críticos no catálogo de uma grande exposição que incluía o artista montada na França, patrocinada pelo governo federal.<ref name="HANSEN"/>
 
O Aleijadinho já foi retratado como personagem no [[cinema]] e na [[televisão]]: em 1915 Guelfo Andaló dirigiu a primeira cinebiografia sobre o artista,<ref>Gomes, Renato Cordeiro. [http://books.google.com/books?id=3wCT5OkW4loC&pg=PA253&dq=aleijadinho&lr=&as_drrb_is=q&as_minm_is=0&as_miny_is=&as_maxm_is=0&as_maxy_is=&as_brr=3&hl=pt-BR#v=onepage&q=aleijadinho&f=false ''Literatura, política, cultura (1994-2004)'']. Editora UFMG, 2005. p. 253</ref> e mais recentemente ele foi interpretado por [[Geraldo Del Rey]] no filme ''[[Cristo de Lama]]'' ([[1966]]),<ref>[http://epipoca.uol.com.br/filmes_detalhes.php?idf=7311 ''Cristo de Lama'']. e-pipoca UOL</ref> [[Maurício Gonçalves]] no filme ''[[Aleijadinho - Paixão, Glória e Suplício]]'' ([[2003]])<ref>[http://www.webcine.com.br/filmessi/aleijadi.htm ''Aleijadinho - Paixão, Glória e Suplício'']. Webcine</ref> e [[Stênio Garcia]] num Caso Especial da [[TV Globo]].<ref>[http://redeglobo.globo.com/novidades/entrevistas/noticia/2010/03/entrevista-stenio-garcia-e-pura-disposicao-bebo-agua-da-vida.html "Stênio Garcia é pura disposição: Bebo a água da vida"]. ''Rede Globo'', 14/03/2010.</ref> Em 1978 Aleijadinho foi objeto de [[O Aleijadinho|um documentário]] dirigido por [[Joaquim Pedro de Andrade]] e narrado por [[Ferreira Gullar]].<ref>[http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=4752 ''O Aleijadinho'']. Porta Curtas, Petrobras.</ref>ಠᗝಠ
 
== Lista de obras documentadas ==