Pierre Buyoya: diferenças entre revisões

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O [[Major]] '''Pierre Buyoya''' (nascido em [[24 de novembro]] de [[1949]] em [[Rutovu]], [[Bururi|Província de Bururi]]) é um político que governou o [[Burundi]] por duas vezes: de [[1987]] a [[1993]] e de [[1996]] a [[2003]]. Com os 13 anos juntos como Chefe de Estado, Buyoya é, até agora, o político que por mais tempo atuou como [[Presidente do Burundi]].
 
Em setembro de 1987, Buyoya [[Golpe de Estado no Burundi em 1987|liderou um golpe militar]] contra a Segunda República do Burundi, liderada por [[Jean-Baptiste Bagaza]], e instalou-se como o primeiro presidente da Terceira República.<ref>{{citar web|url=http://global.britannica.com/EBchecked/topic/86877/Pierre-Buyoya|título=Pierre Buyoya|autor=|data=|publicado=[[ Encyclopædia Britannica]]|acessodata=}}</ref> Ele proclamou uma agenda de liberalização e correções das relações entre os grupos étnicos [[hutus]] e [[tutsis]], porém presidiu uma junta militar opressora que consistiu principalmente de tutsis. Isso levou a uma revolta hutu em agosto de [[1988]], que causou cerca de 20.000 mortes. Depois destas mortes, Buyoya nomeou uma comissão para encontrar uma maneira de mediar a violência.
 
Esta comissão criou uma nova constituição que Buyoya aprovou em [[1992]]. Esta constituição apelou para um governo não étnico com um presidente e um parlamento. As eleições democráticas foram realizadas em junho de [[1993]], e o hutu [[Melchior Ndadaye]] obteve a vitória; este, criou um governo equilibrado entre hutus e tutsis. No entanto, o exército assassinou Ndadaye em outubro de 1993 e o [[Guerra Civil do Burundi|Burundi voltou à guerra civil]]. Cerca de 150.000 pessoas foram mortas quando a guerra recrudesceu. Houve várias tentativas de governo, mas até mesmo o governo de coalizão sob [[Sylvestre Ntibantunganya]] não foi capaz de parar com os combates.
 
Em [[25 de julho]] de [[1996]], com forte apoio do exército, Buyoya [[Golpe de Estado no Burundi em 1996|voltou ao poder em um golpe militar]], expulsando o presidente interino Ntibantunganya que estava sendo contestado pela população, devido à sua incapacidade de impedir os assassinatos perpetrados pelos rebeldes. A guerra civil tornou-se menos intensa, mas continuou. As sanções econômicas também foram impostas pela [[comunidade internacional]] devido à natureza do retorno ao poder de Buyoya, mas foram aliviadas quando Buyoya criou um governo etnicamente inclusivo. Buyoya escolheu como seu vice-presidente [[Domitien Ndayizeye]], um hutu. As condições do acordo governamental exigiam que Buyoya entregasse o poder em 2003, o que ele fez.<ref>{{citar web|url=http://www.nytimes.com/2003/04/30/world/world-briefing-africa-burundi-power-transfer.html?ref=pierrebuyoya|título=World Briefing - Africa: Burundi: Power Transfer|autor=|data=30 de abril de 2003|publicado=[[The New York Times]]|acessodata=}}</ref> Ndayizeye tornou-se o Presidente do Burundi em [[30 de abril]].
 
Buyoya é atualmente um senador vitalício como um ex-chefe de Estado.
 
Em seu livro de [[2007]] ''From Bloodshed to Hope in Burundi'', o ex-embaixador dos [[Estados Unidos]] [[Robert Krueger]] acusa Pierre Buyoya de orquestrar o golpe de 1993 que levou ao assassinato do Presidente Ndadaye.<ref>{{citar livro|autor=Robert Krueger e Kathleen Tobin Krueger|títulourl=[http://www.utexas.edu/utpress/excerpts/exkrufro.html |título=From Bloodshed to Hope in Burundi]|editora=|ano=|páginaspágina=342 |isbn=978-0-292-71486-1}}</ref>
 
Em [[2008]], Pierre Buyoya foi nomeado pela [[União Africana]] para liderar uma missão de paz no [[Chade]] <ref>{{citar web|url=http://afp.google.com/article/ALeqM5haxpJaJ1oKdFTt5Qg8Yf6N3Kf3WQ|título=African Union to send peace mission to Chad and Sudan|autor=|data=10 de outubro de 2008|publicado=[[Agence France-Presse|AFP]]|acessodata=}}</ref> e ainda é internacionalmente solicitado para operações de manutenção de paz e fóruns de processo de paz, como na [[República Centro-Africana]], Chade, [[Mauritânia]], entre outros.
 
Em [[2012]], foi nomeado Alto Representante da União Africana no [[Mali]] e no [[Sahel]] pelo presidente da Comissão da UA, Nkosazan Dlamini-Zuma, no contexto da resolução da [[Revolta no norte do Mali (2012–presente)‎|crise no norte do Mali]]<ref>[{{citar web|url=http://www.slateafrique.com/97165/pierre-buyoya-nomme-haut-representant-de-lua-pour-le-mali-et-le-sahel |título=''Pierre Buyoya nommé Haut représentant de l'UA pour le Mali et le Sahel'']}}.</ref><ref>{{citar web|url=http://www.inforpress.publ.cv/index.php?option=com_content&task=view&id=74808&Itemid=2|título=União Africana nomeia Pierre Buyoya para chefiar missão no Mali|autor=|data=|publicado=Inforpress|acessodata=}}</ref>
 
{{referências}}