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Acréscimo de considerações quanto ao desempenho brasileiro na crise do subprime.
De acordo com o brasilianista [[Thomas Skidmore]], o [[sistema financeiro]] no Brasil está ''"muito mais sólido que nos EUA (…) O Brasil teve um período de ''[[boom]]'' extremamente bem sucedido com as exportações para a [[Ásia]] e a [[Europa]] e por isso há relativamente pouca razão para se preocupar com a crise de [[Wall Street]]." ''
Segundo [[Henrique Meirelles]], presidente do [[Banco Central do Brasil]]: ''"A economia brasileira vai desaquecer no próximo ano, mas de uma maneira menos grave do que em outros países, que já estão enfrentando a recessão.
 
Em geral, considera-se que o Brasil enfrentou bem a crise do ''subprime''. "Contudo, várias das características supostamente positivas da estrutura brasileira podem ser vistas como deficiências históricas, como ocorre com a concentração do setor bancário. O bom resultado durante a recente crise, inclusive, serviu para encobrir as reiteradas críticas e falhas ao arcabouço regulatório brasileiro. A avaliação positiva deve ser vista, portanto, com as devidas ponderações e limitações" <ref>{{citar livro|titulo=O que a Crise do Subprime Ensinou ao Direito? Evidências e lições do modelo concorrencial e regulatório bancário brasileiro|ultimo=Mattos|primeiro=Eduardo da Silva|editora=Almedina|ano=2015|local=São Paulo|paginas=191|acessodata=}}</ref>. Dentre algumas dessas características, pode-se indicar que: (a) o sistema é bastante concentrado em poucos agentes; (b) que a centralização de competências no Bacen nem sempre serviu a prestigiar a melhor regulação e fiscalização das instituições financeiras e (c) que a regulação financeira mais dura traz um ''trade-off'' quanto aos custos ao consumidor final.
 
[[George Soros]] considera que embora uma recessão no mundo desenvolvido seja mais ou menos inevitável, a [[China]], a [[Índia]], e alguns países produtores de petróleo estão numa vigorosa contratendência, o que tornaria menos provável que a atual crise financeira internacional venha a causar uma recessão global, devendo isso sim, diz [[George Soros|Soros]], provocar uma realinhamento radical da economia mundial, com um relativo declínio dos [[Estados Unidos]], e com a ascensão da [[China]] e de outros países do mundo subdesenvolvido. Segundo [[George Soros|Soros]] o maior risco agora reside nas tensões políticas resultantes, inclusive no protecionismo norte-americano que, essas sim, poderiam lançar o mundo numa recessão global, ou algo pior.<ref>''"The danger is that the resulting political tensions, including US protectionism, may disrupt the global economy and plunge the world into recession or worse"</ref><ref name=SOROS22>[http://www.georgesoros.com/?q=worst_in_60years SOROS, George. ''The worst market crisis in 60 years'', Londres: Financial Times, 23 de janeiro de 2008, 02:00 GMT, ''in'' GeorgeSoros.com]</ref> Este quadro - pior que uma recessão global - poderia ser uma [[depressão econômica]] mundial, advinda de uma dramática deterioração do quadro atual de [[risco sistêmico|crise sistêmica]].
== Ligações externas ==
* [http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/visao/visao_44.pdf "Entendendo a crise do subprime". BNDES, jan. de 2008]
* [http://www.fipe.org.br/publicacoes/downloads/bif/2008/2_bif329.pdf Vários artigos sobre a crise, na edição de fev. de 2008 do boletim ''Informações [[FIPE]]]''Informações [[FIPE]]''
* [http://www.wharton.universia.net/index.cfm?fa=viewArticle&id=1304&language=portuguese&specialId= UniversiaKnowledge de Wharton, 07/03/2007. "Tremores no mercado hipotecário de crédito ''subprime'': presságios de um futuro terremoto no setor?"]