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|morte_data = {{nowrap|{{morte|17|5|1510|1|3|1445}}}}
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'''Alessandro di Mariano di Vanni Filipepi''' ou '''Sandro Botticelli''' ([[Florença]], [[1º de março]] de [[1445]] – [[17 de maio]] de [[1510]]), foi um pintor [[Itália|italiano]]. Assim como um de seus irmãos, havia sido apelidado de "botticelli", que significa em italiano "pequeno tonel", o epíteto substitui o sobrenome de família, passando a identificar o futuro pintor.<ref name=Operamundi>{{citar web|título=Hoje na História: 1510 - Morre pintor renascentista Sandro Botticelli|url=http://operamundi.uol.com.br/conteudo/historia/28918/hoje+na+historia+1510+-+morre+pintor+renascentista+sandro+botticelli.shtml|obra=Operamundi|acessodata=25 de janeiro de 2016}}</ref> Aprendiz no ateliê de [[Filippo Lippi]]<ref name=Operamundi/>, estudou na [[Escola Florentina]] do [[Pintura da Renascença Italiana|Renascimento]] e igualmente receptivo às aquisições introduzidas por [[Masaccio]] na pintura do [[Quatrocento]] e às tendências do [[Pintura do gótico|Gótico]] tardio, seguiu os preceitos da [[Perspectiva (visão)|perspectiva]] central e estudou as [[escultura]]s da [[Antiguidade]], evoluindo posteriormente para a acentuação das formas decorativas e da atenção dispensada à harmonia linear do traçado e ao vigor e pureza do colorido. Suas obras tardias revelariam ainda um [[expressionismo]] trágico, de agitação visionária, fruto certamente da pregação de [[Girolamo Savonarola|Savonarola]]. Sandro Botticelli usava todas as cores, em especial cores frias.
 
Foi ainda destacado [[retratista]] e seu talento excepcional de transpor para a linguagem formal as concepções de seus clientes tornou-o um dos pintores mais disputados de seu tempo. Sua reputação, alvo de um curto reavivar de interesse no [[século XVI]], logo esvaiu-se, e somente com o reaparecimento de uma crescente curiosidade pelo Renascimento, registrada no [[século XIX]], e, em particular, pela interpretação [[Filosofia|filosófica]] de suas obras, é que sua arte volta a adquirir o êxito e a fama que mantém até hoje.
Foi ainda destacado [[retratista]] e seu Escrito por:Caça as putas42 Acesse o canal duque dos games no YouTube e se inscreva-se
 
== Biografia ==
Nasceu no dia 1 de Março de 1445 e faleceu no dia 17 de Maio de 1510. Filho de um curtidor de peles. Na adolescência trabalhou na casa de um ourives, possivelmente , na oficina de Filippo Lippi , a quem teria ajudado nas decorações da Catedral de Prata.
 
Protegido dos [[Casa de Médici|Médici]], para os quais executou preciosos registros da pintura de cunho [[Mitologia|mitológico]], foi bem relacionado no círculo florentino, trabalhando também para o [[Vaticano]], produzindo [[afresco]]s para a [[Capela Sistina]].
==Principais trabalhos ==
[[Ficheiro:Botticelli-primavera.jpg|300px|right|thumb| ''[[A Primavera (Botticelli)|A Primavera]]''.]]
Dedicou boa parte da carreira às grandes [[família]]s florentinas, especialmente a [[Família Médici]], para os quais pintou retratos. Entre tais obras, destacam-se ''[[Retrato de Giuliano de Medici]]'' e ''[[A Adoração dos Magos (Botticelli)|A adoração dos Magos]]''. O último rendeu-lhe a admiração e atenção da [[Família Médici]], que o colocou sob sua proteção e patronato. Seus contatos com a Família Médici foram sem dúvidas úteis para que obtivesse proteção e condições para que produzisse várias de suas obras-primas.
 
Participou dos círculos intelectual e artístico da corte de [[Lourenço de Médici]], recebendo a influência do [[neoplatonismo]] cristão lá presente, o qual pretendeu conciliar com as idéiasideias clássicas. Por exemplo, a sua obra ''Minerva e o Centauro'', parece representar a ideia do amor desenvolvida pelo [[filósofo]] neoplatônico [[Marsilio Ficino]].<ref>Barbara Deimling, ''Botticelli'', Taschen, 2004, pp. 45.</ref> Tal síntese expressa-se em ''[[A Primavera (Botticelli)|A Primavera]]'' e ''[[O Nascimento de Vênus]]'', ambas realizadas sob encomenda para enfeitar uma residência dos Médici e que hoje estão expostas na [[Galeria Uffizi]], em [[Florença]], na [[Itália]]. Até hoje não há consenso na interpretação dessas pinturas, embora creia-se que [[Vênus (mitologia)|Vênus]] pode ser vista como fonte do amor divino, tanto do ponto de vista cristão quanto pagão. Assim como o batismo é o "Renascer em Deus", o nascimento de Vênus remete a esperança do "[[renascimento]]".<ref>JANSON, Anthony F e JANSON, H. W.. Iniciação à história da arte, 2ªed. São Paulo, Martins Fontes, 1996 pg.202</ref>. Para ''A Primavera'' foi provavelmente buscar inspiração nas odes de [[Poliziano]], nos ''Faustos'' de [[Ovídio]] e na poesia filosófica ''De rerum natura'' de[[Lucrécio]].<ref>Barbara Deimling, ''Botticelli'', Taschen, 2004, pp. 39-43.</ref>
 
Nesta linha pagã, destacam-se também a série de quatro quadros ''Nastagio Degli Onesti'', produzidos em [[1483]], nos quais o artista recria uma das histórias do [[Decameron]], de [[Boccaccio]]. Também pintou diversos quadros de temática religiosa, como ''[[A Virgem Escrevendo O Magnificat]]'' ([[1485]]); ''[[A Virgem de Granada]]'' ([[1487]]) e ''[[A Coroação da Virgem]]'' ([[1490]]), todas expostas na Galeria Uffizi, e ''[[Virgem com o Menino e Dois Santos]]'' ([[1485]]), exposta nos [[Museus Estatais de Berlim]] (''Staatliche Museen''). Em [[1472]] ingressou na ''Companhia de São Lucas'', uma fraternidade dedicada à caridade gerida por artistas. No ano seguinte, Botticelli foi chamado a [[Pisa]], para pintar um [[fresco]] na [[catedral]] da cidade (essa obra foi perdida pelo desgaste do tempo).