Diferenças entre edições de "Madame du Barry"

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{{Info/Nobre
| imagem = DuBarry-vigee.jpg
| nome = Jeanne Bécu
| imagem-tamanho = 245px
| titulo = Condessa du Barry
| legenda = ''Madame du Barry'' pintadaRetrato por [[Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun|Élisabeth Vigée-Le Brun]], em 1781.1782
| imagem = Madame Dubarry1.jpg
| nome = Jeanne Bécu
| legenda = ''Madame du Barry'' pintada por [[Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun]], em 1781.
| conjugue título = GuillaumeCondessa du Barry
| tipo-conjugue = Marido
| descendencia =
| conjugue = Guillaume du Barry
| pai = Jean-Baptiste Gormand de Vaubernier
| data de nascimento = {{dni|lang=br|19|8|1743|si}}
| mãe = Anne Bécu de Cantigny
| local de nascimento nascimento_local = [[Vaucouleurs (Meuse)|Vaucouleurs]], [[Meuse (departamento)|Meuse]], [[Reino da França|França]]
| data de nascimento = {{dni|lang=br|19|8|1743|si}}
| data da morte = {{morte|8|12|1793|19|8|1743}}
| local de nascimento = [[Vaucouleurs (Meuse)|Vaucouleurs]], [[Meuse (departamento)|Meuse]], [[França]]
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| pai = Jean-Baptiste Gormand de Vaubernier
| local da morte = [[Paris]], [[França]]
| mãe = Anne Bécu de Cantigny
| local de enterro =
|assinatura =
}}
 
'''Jeanne Bécu''', mais conhecida como '''Madame du Barry''' ([[Vaucouleurs (Meuse)|Vaucouleurs]], [[19 de agosto]] de [[1743]] – [[Paris]], [[8 de dezembro]] de [[1793]]) de origem humilde, tornou-se [[amante]] de [[Luís XV da França|Luís XV]]. Morreu na [[guilhotina]] durante o período do [[Terror (Revolução Francesa)|Terror]] da [[Revolução Francesa]].
 
 
== A vida na corte ==
[[Ficheiro:LouveciennesPavillon de PavillonMme entréedu Barry - Louveciennes.jpg|thumb|esquerda|upright=0.8|miniaturadaimagem|[[Castelo de Louveciennes|Château de Louveciennes]]]]
Entretanto, Jean du Barry alimentava outros projectos para Jeanne: instado pelo marechal Richelieu, irá usar os bons ofícios da encantadora jovem para que Luís XV demita o [[Duque de Choiseul]], ministro dos Negócios Estrangeiros. É assim que, aos 19 anos, Jeanne Bécu é apresentada ao rei, então com 58 anos, que de imediato se apaixonou. Porém, para fazer dela sua amante oficial, era indispensável conceder-lhe um [[título nobiliárquico]]. O casamento de conveniência com o irmão de Jean du Barry, o conde Guillaume du Barry, permitiu-lhe usar com toda a licitude o título de Madame du Barry, o qual já antes indevidamente usava. Assim, em [[1769]], a Condessa du Barry, amante oficial do rei, foi apresentada à [[Corte (realeza)|corte]] com a devida pompa e o incontestável escândalo.
[[Ficheiro:François-Hubert Drouais, Portrait de la comtesse Du Barry en Flore (1769).jpg|esquerda|miniaturadaimagem|''MadameCondessa du Barry''<br><small>Por [[François-Hubert Drouais]], 1769</small>
 
<small>Por [[François-Hubert Drouais]], 1769</small>
]]
Este episódio foi evocado por Madame Campan, camareira-mor de [[Maria Antonieta]], nas suas memórias: «Mesdames [as irmãs] faziam uma vida muito distante do rei, que vivia sozinho desde a morte de [[Madame de Pompadour]]. Os inimigos do Duque de Choiseul não sabiam [...] como preparar e precipitar a queda do homem que se lhes atravessava no caminho. As mulheres com quem o rei se relacionava eram de tão baixa extracção que nenhuma seria capaz de urdir intrigas que exigissem grande subtileza. [...] Havia que arranjar ao rei uma amante capaz de criar um círculo à sua volta e de, na intimidade da alcova, minar a sólida e duradoura relação entre o rei e o seu ministro. De facto, a Condessa do Barry provinha de uma classe social inferior. A sua origem e educação, o seu estilo de vida, tudo nela transpirava vulgaridade e despudor. Ao casá-la com um homem cuja linhagem recuava até [[1400]], julgaram que poderiam evitar o escândalo».<ref>Traduzido da versão inglesa de: ''Mémoires de madame Campan, première femme de chambre de Marie-Antoinette'' [http://www.gutenberg.org/files/3891/3891-h/3891-h.htm#p254 (''Memoirs of the Court of Maria Antoinette, Queen of France. Being the Historic Memoirs of Madam Campan, First Lady in Waiting to the Queen'')]</ref>
 
 
== Apoio às artes ==
[[Ficheiro:Madame Dubarry1.jpg|miniaturadaimagem|''Madame du Barry''
<small>Por [[Élisabeth-Louise Vigée-Le Brun|Élisabeth Vigée-Le Brun]], 1781</small>
]]
Durante os anos em que desfrutou do favor real, protegeu muitos intelectuais e artistas, entre os quais [[François-Hubert Drouais]] (cujos retratos de Madame du Barry são bem conhecidos), [[Augustin Pajou]], [[Van Loo]], [[Etienne Falconet]] e [[Lemoyne]]. Grande amiga de [[Voltaire]], incumbe-o de concluir o restauro do castelo de Louveciennes, oferta com que Luís XV a agracia em [[1769]]. Para a decoração do palácio, encomenda a [[Fragonard]] quatro painéis dedicados ao Amor, uma obra estilo [[rococó]]: O Encontro, A Perseguição, A Recordação e A Coroação, que, de resto, pouco tempo aí ficaram, tendo sido retirados por não se enquadrarem no estilo do palácio.
 
Apesar do seu apoio às artes] e de um sincero esforço para se tornar agradável a todos, acabou contudo por tornar-se impopular, devido aos dons e benesses com que o rei a cumulava: uma renda principesca, joias sem preço e propriedades sumptuosas. Para isto também não foram alheias certas atitudes levianas e inconvenientes, desrespeitosas para a dignidade do soberano. Veja-se um episódio relatado por Madame Campan: Um belo dia Madame du Barry teve o capricho de assistir a uma sessão do Conselho de Estado. Luís XV, cuja fraqueza de carácter se acentuara com a idade, acede. Durante a reunião, «ficou ridiculamente pendurada nos braços da cadeira do rei, fazendo todo o tipo de criancices e macacadas.»
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Ficheiro:François-Hubert Drouais, Portrait de la comtesse Du Barry en Flore (1769).jpg|''Madame du Barry''<br><small>Por [[François-Hubert Drouais]], 1769</small>
Ficheiro:Du Barry.jpg|''Madame du Barry''<br><small>Por [[Élisabeth-Louise_Vigée-Le_Brun]], 1782</small>
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== A queda ==
[[Ficheiro:Madame Duberry.jpg|thumb|direita|upright=0.8|''Encarceramente de Du Barry''<br><small>Ilustração de Tighe Hopkins em "The Dungeons of Old Paris", 1897</small>]]
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