Diferenças entre edições de "Xalimego"

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Tradicionalmente, não existe um nome único que abranja as três variantes que se falam em cada um dos três concelhos do vale. Os nomes populares são:
* o '''Manhegomanhego''' (''mañegu'', na sua fala), falado em [[San Martín de Trevejo|Sã Martim de Trevelho]];<ref name=":0" /><ref name=":3" />
* o '''Valverdeirovalverdeiro''' (''valverdeiru'', na sua fala), falado em [[Valverde del Fresno|Valverde do Fresno]];<ref name=":0" /><ref name=":3" />
* o '''Lagarteirolagarteiro''' (''lagarteiru'', na sua fala), falado nas [[Eljas|Elhas]].<ref name=":0" /><ref name=":3" />
 
Segundo alguns filólogos, existe uma forte relação entre estas falas e os dialectos portugueses falados no Concelho do [[Sabugal]], em [[Portugal]].<ref name=":1" />
 
== Estudos ==
As primeiras referências filológicas conhecidas sobre a fala foram realizadas por [[Fritz Krüger]], em 1925, e por [[Otto Fink]], em 1929, ao estudarem o castelhano dialectal da zona. [[José Leite de Vasconcelos]] realizou uma outra investigação entre 1929 e 1933, ainda mostrando fenómenos que nunca voltaram a registar-se nos estudos seguintes, que a aproximava do Português, sendo então a opinião de se tratar de um dialecto do Portuguêsportuguês unânime.
 
O primeiro investigador a referir-se a esta fala como de origem galega, comparando-a com os forais de [[Castelo-Rodrigo]] ([[1209]]) e relacionando-a com a possível chegada de povoadores galegos à zona nos séculos [[século XII|XII]] e [[século XIII|XIII]] foi [[Lindley Cintra]], em 1959: "O falar fundamentalmente galego, mas com leonesismos,<ref>SALGADO, José Antonio González. ''La fonética de las hablas extremeñas''. Diputación de Badajoz, 2003.</ref> de Castelo Rodrigo e Riba-Coa no séc. XIII, o falar também essencialmente galego da região de Xálima, outra coisa não são, segundo creio, do que falares destes núcleos de repovoadores galegos tão frequentemente recordados pela toponímia".
 
[[Clarinda de Azevedo]] também se refere a esta repovoação, afirmando a sua relação com um galaico-português arcaico e portanto maior proximidade com o Galegogalego actual. [[José Luis Martín Galindo]] crê que as falas são anteriores a uma possível repovoação galega, mas esta tese não conquistou muitos partidários.
 
Xosé Henrique Costas González nos seus estudos afirma a galeguidade<ref name=":5">{{Citar web|url=http://www.elperiodicoextremadura.com/noticias/extremadura/en-valle-xalima-no-hablamos-gallego_235106.html|titulo='En el Valle de Xálima no hablamos gallego'|acessodata=2016-04-23|obra=El Periódico Extremadura}}</ref> destas falas estabelecendo a sua origem na repovoação por galegos nos séculos XII e XIII e a interferência de leonesismos<ref name=":5" /> como consequência dum longo contacto com o [[leonês]]. A existência de palavras galegas na [[Serra de Gata]] e no sudoeste de [[Salamanca]] poderia indicar que a extensão da fala na [[Idade Média]] tivesse sido maior do que na actualidade. Frías Conde também se mostra partidário da galeguidade destas falas. [[José Enrique Gargallo Gil]] fala de um galego-português fronteiriço e arcaizante,<ref name=":6" /> admitindo uma maior vinculação com o galego de que com o português. [[Juan Manuel Carrasco González]] classifica a fala como a terceira<ref name=":6" /> variedade do galego-português.
* 4 dos 29 entrevistados de [[San Martín de Trevejo|Sã Martim de Trevelho]] usam o castelhano quando falam com a família
* em [[Eljas|Elhas]], o número desce para apenas 3, em 54 entrevistados
* em [[Valverde del Fresno|Valverde]], 25 de 125 entrevistados usa o Castelhanocastelhano neste contexto
 
Em 1993, foi publicada uma sondagem no número 30 da ''Revista Alcántara'', realizada por José Luis Martín Galindo, que mostrava as seguintes percentagens de autoidentificação, em [[San Martín de Trevejo|São Martinho de Trebelho]]:
* '''Dialecto do Castelhanocastelhano''': 13%
* '''Dialecto do Portuguêsportuguês''': 20%
* '''Língua autónoma''': 67%
Deve salientar-se que na referida sondagem participaram apenas 20 pessoas, num total de 960 habitantes, não existindo a hipótese de responder "Galego" ou "varianteVariante do Galegogalego". A ausência destas opções era lógica na altura, dado que as teorias da possível relação com o galego eram recentes.
 
Em 1994, um novo estudo indica que 80% dos entrevistados aprendeu a falar Castelhanocastelhano na escola, sendo a percentagem do uso da fala na família como se segue:
* 100% dos pais de [[Eljas|Elas]] afirmam falar a língua autóctone ao conversarem com seus filhos.
* 85%, em [[San Martín de Trevejo|São Martinho]].
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