Diferenças entre edições de "Movimento negro no Brasil"

Sem alteração do tamanho ,  14h39min de 8 de novembro de 2016
m
Na acepção de Moura,<ref>[[#Moura|Moura 1989]]:22</ref> como movimento emancipacionista a quilombagem "antecede em muito, o movimento [[Liberalismo|liberal]] [[Abolicionismo|abolicionista]]" (romantizado em obras de ficção como "[[Sinhá-Moça (livro)|Sinhá-Moça]]", por exemplo) e que, enquanto proposta política, somente começou a difundir-se após [[1880]], quando o escravismo já entrara em crise. Contudo, pela ausência de mediadores entre os escravos rebeldes e a classe senhorial, a problemática quilombagem só podia ser solucionada através da violência e não do diálogo. Neste aspecto, e embora tenham existido exceções (a "[[Quilombo dos Palmares|República de Palmares]]" durou quase um século), a maioria dos movimentos quilombolas não dispunha de meios para resistir longo tempo ao aparelho repressor do Estado.
 
==== Das Inconfidências ao ''ISABELISMOisabelismo''. ====
 
Enquanto que na [[Inconfidência Mineira]], movimento separatista sem base popular, os negros estiveram praticamente ausentes, foi oposta a situação na assim chamada "Inconfidência Baiana" ou Revolta dos Alfaiates, de [[1798]]. Os objetivos dos rebelados baianos eram, conforme indica Moura,<ref name="Moura 1989:43">[[#Moura|Moura 1989]]:43</ref> "muito mais radicais, e a proposta de libertação dos escravos estava no primeiro plano das suas cogitações". Entre seus dirigentes e participantes, contavam-se "negros forros, negros escravos, pardos escravos, pardos forros, artesãos, alfaiates, enfim componentes dos estratos mais oprimidos, e/ou discriminados na sociedade colonial da Bahia da época".<ref name="Moura 1989:43"/>
27 168

edições