Diferenças entre edições de "História da Alemanha após 1945"

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{{História da Alemanha}}
 
Após a derrota do país na [[Segunda Guerra Mundial]] e o início da [[Guerra Fria]], a [[Alemanha]] permaneceria dividida por 40 anos, com cada uma das partes integrando blocos econômico-ideológicos opostos. Só em 1990, com o colapso da [[União Soviética]] e o fim da Guerra Fria, a Alemanha foi [[Reunificação Alemã|reunificada]].
 
Os alemães referem-se muitas vezes a 1945 como a ''Stunde Null'' (a hora zero), para descrever o quase-total colapso do país. Na [[Conferência de Potsdam]], a Alemanha foi dividida pelos [[Aliados]] em quatro zonas de ocupação militar; as três zonas a oeste viriam a formar a [[República Federal da Alemanha]] (conhecida como Alemanha Ocidental), enquanto que a área ocupada pela [[União Soviética]] se tornaria a [[República Democrática da Alemanha]] (conhecida como Alemanha Oriental), ambas fundadas em 1949. A Alemanha Ocidental estabeleceu-se como uma [[democracia]] [[capitalismo|capitalista]] e a sua contraparte oriental, como um Estado [[comunismo|comunista]] sob influência da URSS. Em [[Potsdam]], os Aliados decidiram que as províncias a leste dos rios [[rio Oder|Oder]] e [[rio Neisse|Neisse]] (a "linha Oder-Neisse") seriam transferidas para a [[Polônia]] e a [[Rússia]] ([[Kaliningrado]]). O acordo também determinou a abolição da [[Prússia]] e a repatriação dos alemães que residiam naqueles territórios, formalizando o êxodo alemão da [[Europa Oriental]].
 
As relações entre os dois Estados alemães do pós-guerra mantiveram-se frias, até a política de aproximação com os países comunistas da Europa Oriental promovida pelo Chanceler ocidental [[Willy Brandt]] (''[[Ostpolitik]]''), nos anos 1970, cujo conceito principal era "Dois Estados alemães dentro de uma nação alemã". O relacionamento entre os dois países melhorou e, em setembro de 1973, as duas Alemanhas tornaram-se membros da [[Organização das Nações Unidas|ONU]].
 
Durante o verão de 1989, mudanças políticas ocorridas na Alemanha Oriental e na União Soviética permitiram a reunificação alemã. Alemães orientais começaram a emigrar em grande número para o lado ocidental, via [[Hungria]], quando o governo húngaro decidiu abrir as fronteiras com a Europa Ocidental. Milhares de alemães orientais ocuparam missões diplomáticas da Alemanha Ocidental em capitais do leste europeu. A emigração e manifestações em massa em diversas cidades pressionaram o governo da Alemanha Oriental por mudança, o que levou [[Erich Honecker]] a renunciar em outubro; em 9 de novembro de 1989, as autoridades alemãs orientais surpreenderam o mundo ao permitir que seus cidadãos cruzassem o [[Muro de Berlim]] e outros pontos da [[fronteira interna alemã]] e entrassem em [[Berlim Ocidental]] e na [[Alemanha Ocidental]] - centenas de milhares aproveitaram a oportunidade. O processo de reformas na Alemanha Oriental culminou com a [[reunificação da Alemanha]], em 3 de outubro de 1990.
 
Juntamente com a [[França]] e outros países europeus, a nova Alemanha tem exercido um papel de liderança nas [[União Europeia|instituições comunitárias europeias]]. É um dos principais defensores da [[União Económica e Monetária|união monetária]], de uma maior unificação nas áreas de política, defesa e segurança da Europa. O governo alemão expressou interesse em assumir um assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas.
 
== {{Ver também}} ==
* [[Wirtschaftswunder]]
* [[Konrad Adenauer]]
* [[Alemanha Ocidental]]
* [[Alemanha Oriental]]
* [[Reunificação da Alemanha]]
 
{{Portal3|Alemanha}}