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A história cultural se sobrepõe, em sua abordagem, ao movimento [[França|francês]] da ''[[história das mentalidades]]'' e à chamada ''[[Nova História]]''. Na França, um dos expoentes mais conhecidos da '''História Cultural''' é [[Roger Chartier]].
 
A antropologia é uma ciência jovem, porém a compreensão do homem e das obras por ele produzidas alcançou profundos significados como, por exemplo, a necessidade de perceber as semelhanças, a grande diversidade de modos de existência do homem.
 
Os antropólogos culturais estudam as maneiras e descobertas para fazer frente a seus problemas, tais estudiosos da cultura procuram compreender como determinado modo pode atingir determinado fim. Tentar determinar como formas estabelecidas de tradição se transformam com o decorrer do tempo, e com o uso da influência da herança cultural.
 
Segundo [[Melville Jean Herskovits|Melville Herskovits]], esta preocupação pela cultura acha-se presente em qualquer aspecto particular da existência humana que possa ser objeto de interesse imediato para um antropólogo.<ref NAMEname="HERSKOVITS" />
 
O homem vive em várias dimensões no espaço, ambiente natural, e exerce uma interminável influência. É membro de uma sociedade com seus companheiros, cooperando entre eles para a manutenção de seu grupo, porém o homem não é único. O que distingue o homem dos outros animais é a cultura, que reúne tudo isso, proporcionando assim ao homem o meio de adaptar-se as complexidades do mundo em que nasceu.
 
Há muitas definições de cultura. Entre elas, Herskovits destaca que cultura é a parte do ambiente feito pelo homem, nela está implícita que a vida do homem transcende em dois cenários: o habitat natural e seu ambiente social<ref NAMEname="HERSKOVITS">HERSKOVITS, Melville J. ''Man and his works, the science of cultural anthropology''. Traduzida da 8.ª Ed. em Inglês por Maria José de Carvalho e Helio Bichels, 1948.</ref>. Para entender a natureza essencial da cultura é preciso entender que cultura é universal na experiência do homem, que ela é estável e também dinâmica, que está em constante mudança e que cultura enche e determina amplamente o curso de nossas vidas e raramente interfere no pensamento consciente.
 
== História cultural como memória social ==
Como existe a chamada memória social, existe também a amnésia social, que consiste na situação em que nos “forçam” a esquecer o passado, por exemplo quando um governante decide apagar algo que manche sua administração. Um caso notório na história é o do rei Luís XIV, que mandava fazer medalhas para comemorar os principais acontecimentos do Reino. Ele mandou fazer uma medalha pela completa destruição da cidade de Heidelberg em [[1693]], porém quando foram compilar essas medalhas a de Heidelberg “sumiu”, por acreditarem que esta manchava o reinado de Luís XIV.
 
Nem sempre o que é apagado da história oficial é esquecido pela memória social, que continua a agregar a certas coisas os mesmos fatos que foram apagados por aquela. Um exemplo disso foi notado na Bulgária, onde o nome de uma via pública (12 de novembro) foi mudado para 1º de maio, porém persistiu sendo ainda chamado pelas pessoas pelo seu antigo nome.
 
A análise de memória social e memória individual é um tanto ilusória quanto fascinante, pois não pode se analisar uma sem a outra, visto que ambas estão ligadas, formando a história e cultura de um povo.
 
== História da cultura e História cultural ==
A análise entre Cultura e a História inclui diversas teorias sociais e filosóficas existentes. Muitos e variados são os problemas de métodos em que o historiador ouse andar em territórios ainda misteriosos da História da Cultura. O autor Falcon (2002 p.&nbsp;57) brinca: "E começar pela pergunta que fará a esfinge: E quem garante que a Cultura tem realmente História?". Sendo que se a Cultura tenha mesmo uma história, qual o objetivo da História da Cultura? <ref>FALCON, Francisco J. C. ''História Cultural, Uma nova visão sobre a sociedade e a cultura'', 2002.</ref>
 
Sabemos que história é feita atráves de historiadores, seguindo sempre um conhecimento histórico a partir de uma noção ou conceito sobre aquela determinada "História-realidade", utilizando pressupostos ou até mesmo memórias tendo assim uma relação entre conhecimento e realidade, transformando-se em uma produção histórica.
Hoje em dia a Cultura vem perdendo seu conceito. Historiadores e filósofos entendem que a cultura não possui transparência de significação, por isso utilizam descrições e contribuições da Antropologia e da Etnologia. Na realidade a Cultura tem um reconhecimento de um nome aplicável a um campo semântico, e tal como, em contínuo processo de ampliação e complexificação.
 
A história da cultura ou ''Geistgeschichte'' é baseada em conceitos hegelianos de ''Volksgeist e Zeitgeist'' - um é o espiritoespírito nacional ou popular e o outro o espiritoespírito da época ou tempo, junto com o ''Weltanschauung'' - espiritoespírito da visão do mundo. Embora com alguns exageros, a história da cultura era altamente elitista e estetizante. Deixada de lado esta versão tradicional, a história da cultura muda de nome, chamando-se história cultural, tendo as perspectivas ora ambiciosas ora modestas, mas sempre concretas em termos históricos. Suas antigas concepções holísticas, teleológicas e homogeneizantes, passam a ser substituídas pela busca pela concretude e valorização do individual, autores e obras, e por abordagens embasadas na semiótica e teoria literária.
 
A História Cultural não se torna isenta nem imune a significações conflitantes, no qual sua intenção é reviver o caráter historicista entre o mundo natural e o mundo cultural. Os marxistas por sua vez tendem a identificar tal história apenas com estudos das formas de consciência social ou aspectro ideológico de superestrutura. Segundo Falcon (2002, p.&nbsp;75), "No momento atual, os historiadores estão em geral mais interessados na história cultural, inclusive a maioria dos que transitaram da Antropologia para a História e vice-versa. Mas isto não significa a eliminação pura ou simples, de uma história da cultura, como se viu, por exemplo, nos países da Europa Oriental nos anos 70 e 80."
 
== História cultural no Brasil ==
No [[Brasil]], esta abordagem interdisciplinar teve seus pródromos com o filólogo e historiador [[João Ribeiro]] na sua obra ''[[História do Brasil (João Ribeiro)|História do Brasil]]''<ref>{{citar web|url=http://www.filologia.org.br/revista/36/06.htm |titulo=João Ribeiro: entre História, Gramática e Filologia |autor=ROCHA JÚNIOR, Roosevelt Araújo da|data=|publicado=[http://www.filologia.org.br/revista/ Revista Philologus, Ano 12, nª 36] |acessodata=16/10/2010 }}</ref>, de [[1901]], e foi desenvolvida pelos trabalhos do antropólogo [[Gilberto Freyre]] (''[[Casa-Grande & Senzala]]'', [[1933]]) e do historiador [[Sérgio Buarque de Holanda]] (''[[Raízes do Brasil]]'', [[1936]]).
 
== Cultura brasileira==
;; Em inglês
* [[Peter Burke]], ''What is Cultural History?'' (Cambridge: Polity Press, 2004)
* ''Journal of Scholarly Publishing'', Volume 41, Number 2, January 2010, pp.216-240&nbsp;216–240.
* Dominique Kalifa, "What is cultural history now about?", in R. Gildea and A. Simonin (eds), ''Writing Contemporary History'', London, Hodder Education, 2008, p. &nbsp;47-69.
* Rebecca Spang, '' [http://www.historycooperative.org/journals/ahr/108.1/ah0103000119.html Paradigms and Paranoia: how modern is the French Revolution]?'', American Historical Review, 108 (2003)
* Morris, I. (1999). ''Archaeology as Cultural History: Words and Things in Iron Age Greece''. Blackwell Publishing.
* [[Revista Fênix]]
 
== {{Ligações externas}} ==
* [http://www.culturahistorica.es Portal sobre Cultura Histórica e Historiografia] {{es}}
** [http://www.culturahistorica.es/sanchez_marcos/tendencias_historiograficas_actuales.pdf Sánchez Marcos, Fernando ''Tendencias historiográficas actuales''] {{es}}