Diferenças entre edições de "Estilo neomanuelino"

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== Arquitectura ==
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O neomanuelino é uma arquitectura revivalista, tipicamente romântica, copiando os aspectos mais superficiais da decoração manuelina, aplicada em edifícios adaptados às necessidades do seu tempo. Recorre aos progressos técnicos surgidos com a revolução industrial, tanto ao nível de materiais como de máquinas, escondendo construções modernas, frequentemente com estruturas metálicas (a vanguarda da época). Utiliza todo o tipo de inovações como o tijolo ou revestimentos cerâmicos industriais, preservando, sempre que possível, questões básicas, desenvolvidas no [[neoclassicismo]], como a funcionalidade e a rentabilidade da arquitectura, simplesmente adaptados a outra estética. Segue as grandes construções manuelinas como a [[Torre de Belém]], o [[Mosteiro dos Jerónimos]], [[Mosteiro da Batalha]] e [[Convento de Cristo em Tomar]], imitando apenas os motivos decorativos mais evidentes. Na verdade nem se preocupa em copiar fielmente as formas originais. Baseia-se essencialmente na diversidade de arcos, cordas, elementos vegetalistas, cinturões, fivelas, pináculos, contra-fortes e escultura. Concentra a decoração em torno de portas e janelas, como os edifícios originais, mas não tenta copiar os complexos programas iconográficos do manuelino. Inicia-se com a construção do [[Palácio da Pena]], em [[Sintra]], pelo rei [[Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|D. Fernando II]] (consorte viúvo da rainha [[D. Maria II de Portugal|D. Maria II]]), entre 1839 e 1849, de modo quase natural. O contrato de venda ao rei previa desde o início a recuperação das ruínas de um antigo convento manuelino, destruído pelo terramoto de 1755, e sua integração no conjunto.
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| footer = À esquerda, a célebre janela [[arquitetura manuelina|manuelina]] do [[Convento de Cristo]]; à direita, uma reinterpretação neomanuelina no [[Palácio da Pena]].
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| image1 = Convento Cristo December 2008-11.jpg
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| alt1 = Convento de Cristo
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| alt2 = Palácio da Pena
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O neomanuelino é uma arquitectura revivalista, tipicamente romântica, copiando os aspectos mais superficiais da decoração manuelina, aplicada em edifícios adaptados às necessidades do seu tempo. Recorre aos progressos técnicos surgidos com a revolução industrial, tanto ao nível de materiais como de máquinas, escondendo construções modernas, frequentemente com estruturas metálicas (a vanguarda da época). Utiliza todo o tipo de inovações como o tijolo ou revestimentos cerâmicos industriais, preservando, sempre que possível, questões básicas, desenvolvidas no [[neoclassicismo]], como a funcionalidade e a rentabilidade da arquitectura, simplesmente adaptados a outra estética. Segue as grandes construções manuelinas como a [[Torre de Belém]], o [[Mosteiro dos Jerónimos]], [[Mosteiro da Batalha]] e [[Convento de Cristo em Tomar]], imitando apenas os motivos decorativos mais evidentes. Na verdade nem se preocupa em copiar fielmente as formas originais. Baseia-se essencialmente na diversidade de arcos, cordas, elementos vegetalistas, cinturões, fivelas, pináculos, contra-fortes e escultura. Concentra a decoração em torno de portas e janelas, como os edifícios originais, mas não tenta copiar os complexos programas iconográficos do manuelino. Inicia-se com a construção do [[Palácio da Pena]], em [[Sintra]], pelo rei [[Fernando de Saxe-Coburgo-Gota|D. Fernando II]] (consorte viúvo da rainha [[D. Maria II de Portugal|D. Maria II]]), entre 1839 e 1849, de modo quase natural. O contrato de venda ao rei previa desde o início a recuperação das ruínas de um antigo convento manuelino, destruído pelo terramoto de 1755, e sua integração no conjunto.
 
==Principais edifícios==
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