Diferenças entre edições de "Política externa do governo Barack Obama"

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Etiqueta: Possível mudança indevida de nacionalidade
{{AP|Relações entre Cuba e Estados Unidos}}
[[Ficheiro:Handshake between the President and Cuban President Raúl Castro.jpg|thumb|right|230px|Reunião entre o [[Presidente de Cuba]] [[Raúl Castro]] e Barack Obama durante a [[Cúpula das Américas]] de [[2014]].]]
Durante sua campanha presidencial de 2008, Obama afirmou basear sua política com relação a [[Cuba]] em "liberdade", prometendo encorajar o governo cubano a estabelecer reformas democráticas e libertar prisioneiros políticos.<ref>{{Citar web|url=http://www.cnn.com/2008/POLITICS/05/23/obama.cuban.americans/index.html|título=Obama: Cuba policy to be based on 'libertad'|publicado=''CNN''|data=23 de maio de 2008}}</ref> Após sua eleição, [[Fidel Castro]] declarou estar "aberto" à uma possível visita do presidente americano.<ref>{{Citar web|url=http://edition.cnn.com/2008/WORLD/americas/12/05/cuba.castro.obama/index.html|título=Castro expresses willingness to meet with Obama|autor=Neill, Morgan|publicado=''CNN''|data=5 de dezembro de 2008}}</ref> Contudo, até 2014, a grande maioria de suas políticas com relação a Cuba foram similares às de seu antecessor.<ref>{{Citar web|url=http://www.ocala.com/article/20091212/ZNYT03/912123006/-1/NEWS?Title=Cuba-Detains-a-U-S-Contractor|título=Cuba Detains a U.S. Contractor|autor=Lacey, Marc; Thompson, Ginger|publicado=''Ocala''|data=12 de dezembro de 2009}}</ref>
 
Após Obama anunciar o fechamento da [[Prisão de Guantánamo]], o Presidente cubano [[Raúl Castro]] afirmou que continuaria a exigir o fechamento de toda a [[Base Naval da Baía de Guantánamo]] e a devolução das terras à Cuba.<ref>{{Citar web|url=http://inthesenewtimes.com/2009/01/26/cuba-to-insist-on-guantanamo-base-closure-%E2%80%93-raul-castro/|título=Cuba to insist on Guantanamo Base closure|publicado=''Itar-Tass''|data=26 de janeiro de 2009}}</ref> Sua declaração foi endossada pelo líder Fidel Castro, que retomou seu tom crítico para com os Estados Unidos.<ref>{{Citar web|url=http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/N29286719.htm|título=Fidel Castro demands Obama return Guantanamo Base|publicado=''Reuters''|data=30 de janeiro de 2009}}</ref>
 
Em [[2009|fevereiro de 2009]], a [[Câmara dos Representantes dos Estados Unidos]] aprovou leis permitindo uma redução das barreiras comerciais contra Cuba, com o apoio de Obama, porém o presidente estadunidense mantém-se oposto à suspensão do embargo.<ref>{{Citar web|url=https://noticias.terra.com.br/mundo/america-latina/analise-cinco-decadas-de-embargo-dos-eua-a-cuba,ed59803f3f40b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html|título=Análise: cinco décadas de embargo dos EUA a Cuba|publicado=''[[Terra Networks|Terra]]''|data=13 de abril de 2009}}</ref> Obama encara o embargo econômico como uma "ferramenta" que levaria à maiores transformações sociais e políticas na ilha caribenha.<ref>{{Citar web|url=http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2008/05/23/ult1808u119056.jhtm|título=Obama promete liberar viagens a Cuba, mas anuncia manutenção de embargo|publicado=''UOL Notícias''|data=23 de maio de 2008}}</ref> De certa forma, esta posição contrasta com o que o então senador afirmou em [[2004]], quando disse que era "o momento de findar o embargo contra Cuba" porque tal tática havia "falhado em derrubar Castro".<ref>{{Citar web|url=http://www.politico.com/news/stories/0508/10591.html|título=Obama's Cuba, Latin America Policy|publicado=''Politico''|data=23 de maio de 2008}}</ref> O posicionamento de Obama gerou controvérsias de outros líderes mundiais, assim como do senador republicano [[Richard Lugar]].<ref>{{Citar web|url=http://www.cnn.com/2009/POLITICS/02/23/cuba.lugar/index.html|título=Key GOP senator calls Cuba embargo ineffective|publicado=''CNN''|data=23 de fevereiro de 2009}}</ref>
 
Em junho de 2009, durante discurso na Assembleia Geral da [[Organização dos Estados Americanos]], Clinton afirmou que Cuba necessitaria implementar uma série de mudanças políticas e democráticas antes de retornar à organização.<ref>{{Citar web|url=http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2009/06/090603_oea_cuba_rc.shtml|título=OEA revoga suspensão a Cuba depois de 47 anos|autor=Jardim, Claudia|publicado=''[[BBC Brasil]]''|data=3 de junho de 2009}}</ref> Em [[10 de dezembro]] de [[2013]], Obama e [[Raúl Castro]] cumprimentaram-se com um singelo aperto de mãos durante o serviço memorial de [[Nelson Mandela]] em [[Johannesburgo]].<ref>{{Citar web|url=http://oglobo.globo.com/mundo/obama-surpreende-cumprimenta-raul-castro-no-tributo-nelson-mandela-11022868|título=Obama surpreende e cumprimenta Raúl Castro no tributo a Nelson Mandela|publicado=''[[O Globo]]''|data=10 de dezembro de 2013}}</ref>
 
Em dezembro de 2014, após uma série de reuniões não divulgadas, foi anunciado que Obama e Castro haviam negociado sobre a retomada de relações bilaterais entre seus países, com a intermediação de [[Papa Francisco]]. O que ficou conhecido como "[[Degelo cubano]]" é apontado por especialistas como o "maior alcance de Obama nas relações internacionais".<ref>{{Citar web|url=http://www.newrepublic.com/article/121522/cuba-obamas-biggest-foreign-policy-success|título=Cuba Is Obama's Biggest Foreign Policy Success|publicado=''[[The New Republic]]''|data=13 de abril de 2015|autor=Gillin, Joel}}</ref> Em [[1 de julho]] de [[2015]], Obama anunciou oficialmente a retomada das relações entre Cuba e os Estados Unidos, incluindo a reabertura das embaixadas em [[Washington, D.C.]] e [[Havana]]. As "seções de interesse" de ambos os países foram elevadas a grau de [[embaixada|embaixadas]] em [[20 de julho]] e [[13 de agosto]] de 2015, respectivamente.
 
=== Honduras ===
{{AP|Golpe militar em Honduras em 2009}}
Em [[28 de junho]] de [[2009]], o [[Presidente de Honduras|presidente hondurenho]] [[Manuel Zelaya]] foi detido e exilado do país. Obama condenou o ato publicamente e descreveu o evento como um [[golpe de Estado]]. Em julho do mesmo ano, a então Secretária de Estado Hillary Clinton reuniu-se com Zelaya e concordou em negociar com o governo de [[Roberto Micheletti]] com apoio de [[Óscar Arias]], da [[Costa Rica]].<ref>{{Citar web|url=http://www.reuters.com/article/topNews/idUSTRE56424C20090707?pageNumber=1&virtualBrandChannel=0|título=Honduras' Zelaya says to meet coup backers on Thursday|publicado=''Reuters''|data=7 de julho de 2009}}</ref> Ao findar das reuniões, Clinton anunciou cessão de apoio militar e financeiro ao governo hondurenho.<ref>{{Citar web|url=https://www.state.gov/r/pa/prs/ps/2009/july/125762.htm|título=US Assistance to Honduras (Taken Question)|publicado=[[Departamento de Estado dos Estados Unidos]]|data=Julho de 2009}}</ref> Contudo, os Estados Unidos lideraram um grupo de países ocidentais que apoiaram abertamente a realização das [[Eleições gerais em Honduras em 2009|eleições gerais no país]] como uma possível resolução para o conflito.<ref>{{Citar web|url=http://abcnews.go.com/International/wireStory?id=9203250|título=Honduran President-Elect Banking on US Support|publicado=''ABC News''}}</ref>
 
=== Venezuela ===
{{AP|Relações entre Estados Unidos e Venezuela}}
[[Ficheiro:Santos Clinton Piñera Chavez.jpg|thumb|right|230px|[[Hillary Clinton]] e [[Hugo Chávez]], ladeados pelos presidentes [[Juan Manuel Santos]] e [[Sebastián Piñera]]. [[Brasília]], [[2011]].]]
 
== Ver também ==
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