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→‎Ascensão ao trono: Correção de erro
Quarto filho de [[João II Comneno]] e [[Piroska da Hungria]], Manuel I Comneno não tinha qualquer possibilidade de suceder seu pai.<ref name="Stone">{{citar web |autor=A. Stone |url=http://www.roman-emperors.org/mannycom.htm |publicado=Roman-emperors.org |obra= |título=Manuel I Comnenus |data= |acessodata= |língua= }}</ref> Seu avô materno era [[Ladislau I da Hungria|São Ladislau]]. Destacando-se na guerra promovida por seu pai contra os [[turcos seljúcidas]], foi escolhido, em 1143, como seu sucessor ao trono, no lugar de seu irmão mais velho, [[Isaac I Comneno|Isaac]]. Com a morte de seu pai em 8 de abril de 1143, Manuel foi consagrado imperador por seu [[exército bizantino|exército]].<ref name="Gib72">[[Edward Gibbon|Gibbon]], ''[[The Decline and Fall of the Roman Empire]]'', 72</ref> Entretanto, sua sucessão ainda estava ameaçada: no leito de morte de seu pai, em [[Cilícia]], territórios muito afastados de Constantinopla, constatou que deveria retornar à capital imediatamente. Antes disso, deveria cuidar do funeral de seu pai e a tradição exigia que se organizasse a fundação de um mosteiro no local onde seu pai havia morrido. De forma rápida, enviou seu secretário [[João Axuco]] à capital com ordens para prender seu mais perigoso rival, seu próprio irmão Isaac, que residia no palácio imperial e possuía acesso irrestrito ao tesouro real. Axuco chegou à capital antes mesmo da notícia da morte do imperador; assegurou a lealdade da cidade com relação a Manuel e, quando este chegou à cidade, em agosto de 1143, foi coroado pelo novo [[patriarca grego ortodoxo de Constantinopla|patriarca]], [[Miguel II Curcuas]]. Dias mais tarde, sem mais nada a temer e com a posição de imperador assegurada, Manuel ordenou a soltura de seu irmão Isaac.<ref name="NGS">[[Edward Gibbon|Gibbon]], ''[[The Decline and Fall of the Roman Empire]]'', 72<br />* J.H. Norwich, ''A short history of Byzantium''<br />* A. Stone, [http://www.roman-emperors.org/mannycom.htm Manuel I Comnenus]</ref> Mais tarde, ordenou ainda que fossem dadas duas peças de ouro (moedas) a cada morador de Constantinopla e 200 libras de ouro (incluindo, ainda, 200 peças de prata (moeda) anualmente) à [[Igreja Ortodoxa]].<ref name="gold">J. Norwich, ''Byzantium: The Decline and Fall'', 87-88</ref>
 
O império que Manuel herdou de seu pai passou por muitas mudanças desde sua fundação por [[Constantino I]], oito séculos antes. A mudança mais importante ocorreu no {{séc|XVIIVII}}, quando os soldados [[islâmicos]] invadiram o [[Egito (província romana)|Egito]], a [[Palestina]] e grande parte da [[Síria (província romana)|Síria]], tomando-os para si de maneira irrevogável. Logo após, esses soldados rumaram para o oeste, para as províncias ocidentais do [[Império Bizantino]], assim denominadas no tempo de Constantino, no [[norte da África]] e [[Espanha]]. Desde então, os imperadores governaram sobre um domínio que consistia, em sua maior parte, da [[Ásia Menor]] ao leste, e os Bálcãs a oeste. Desde a época de seu predecessor, [[Justiniano]] {{nwrap|r.|527|565}}, os imperadores também governaram partes da Itália, [[África]] e Espanha. Ainda assim, o império que Manuel herdou continuava a sofrer imensos desafios no que dizia respeito ao seu regime político. Ao final do {{séc|XI}}, os [[normandos]] da [[Sicília]] conquistaram a [[Península Itálica|Itália]], na época parte do [[Império Bizantino]]. Os turcos seljúcidas fizeram o mesmo com a [[Anatólia]] central e, no [[Levante (Mediterrâneo)|Levante]], uma nova força aparecera - os [[Estados cruzados|estados dos Cruzados]] - os quais desafiaram o império. Neste momento, mais do que em qualquer outro durante os séculos precedentes, a tarefa que o imperador encarava era imensa.<ref name="PLBr">{{cite encyclopedia|title=Byzantium|encyclopedia=Papyros-Larousse-Britannica|date=2006}}</ref>
 
== Segunda Cruzada e Reinaldo de Châtillon ==
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