Diferenças entre edições de "João Ducas Camatero"

4 bytes adicionados ,  01h07min de 2 de janeiro de 2017
sem resumo de edição
A carreira de João perpassa quase a segunda metade do século inteira, e levou-o a ocupar, segundo o historiador Demetrios Polemis, "talvez o mais destacado lugar entre os oficiais de seu tempo". Um primeiro do imperador {{lknb|Manuel|I Comneno}} {{nwrap|r.|1143|1180}}, João é referido com os títulos de sebasto e [[protosebasto]], bem como a designação de ''[[oikeios]]'', membro do séquito imperial.{{harvref|name=Po128|Polemis|1968|p=128}} Também gozou do favor imperial como companheiro de bebida de Manuel;{{harvref|Magdalino|1993|p=259}} segundo o historiador mais contemporâneo [[Nicetas Coniata]], João bebeu vinho do barril e foi capaz de beber mais que qualquer emissário ou rei estrangeiro, enquanto foi um famoso glutão também, comendo como se estivesse faminto e fosse capaz de erradicar campos inteiros de ervinhas verdes.{{harvref|Kazhdan|1985|p=82}} Ele posteriormente reteve as posições de [[grande heteriarca]], [[eparca de Constantinopla]] e finalmente [[logóteta do dromo]]; alguns estudiosos modernos atribuíram-lhe os postos de [[mestre das petições]] e o posto judicial de [[juiz do velo]], mas ambos são improváveis.<ref name=Po128 />
 
Coniata deu um relato da rivalidade de João com o [[mestre do caníclio]] (guardador do tinteiro imperial), [[Teodoro Estipiota]], que foi deposto e [[mutilação política na cultura bizantina|cegado]] sob ordens de Manuel em 1158/1159. Segundo Coniata, João ressentiu o fato de que, embora formalmente menos poderoso que ele, que era logóteta do dromo, o ofício de Estipiota permitiu-o acesso imediato a e portanto influência sobre o imperador. Consequentemente, Estipiota conseguiu promover suas próprias ideias, enquanto João "viu seus exigências dispersas no ar como sonhos". Frustrado, João forjou uma correspondência entre Estipiota e o [[rei normando da Sicília]] {{lknb|Guilherme|II|da Sicília}} {{nwrap|r.|1166|1189}}, que ele escondeu de modo a ser facilmente descoberta. Estipiota foi então acusado de traição, perdeu seus ofícios, foi cegado e sua língua foi cortada. Outros autores dão razões diferentes para a queda de Estipiota, e os detalhes da versão de Coniata tem se provado imprecisos, ao menos em sua cronologia, pelo historiador Otto Kresten.{{harvref|Kazhdan|1985|p=66}}{{harvref|Magdalino|1993|p=198–199, 255}} No entanto, como Coniata era membro da burocracia constantinopolitana e estava bem-informado sobre sua história contemporânea, é muito provável que sua informação que João sucedeu Estipiota como [[mesazonmesazonte]] (ministro chefe), antes de ser substituído como logóteta do dromo e mesazonmesazonte por [[Miguel Hagioteodorita]], está correta.{{harvref|Magdalino|1993|p=256}}
 
João também esteve ativo como um comandante militar e [[diplomacia bizantina|diplomata]]. Em ca. 1150, liderou uma campanha contra a [[Grão-Principado da Sérvia|Sérvia]] junto com [[João Cantacuzeno]], e em 1155/1156 Manuel Comneno enviou-o para [[Ancona]] na [[península Itálica|Itália]], junto com [[Miguel Paleólogo (general)|Miguel Paleólogo]], para persuadir o [[imperador do Sacro Império|imperador]] [[Frederico Barba-Ruiva]] {{nwrap|r.|1155|1190}} a juntar-se em uma frente comum contra os [[normandos]] no sul da Itália. A missão falhou, mas ele então liderou um exército, junto com [[Aleixo Comneno Briênio]], que devastou boa parte do sul da Itália antes de sofrer uma derrota decisiva em [[Brindes]] em 28 de maio de 1156, onde João tornou-se primeiro de guerra;{{harvref|Polemis|1968|p=128–129}} suas façanhas nesta campanha foram mais tarde apresentadas num poema épico francês ''[[La Chanson de Jean de Lancon]]''. No começo de 1158, foi liberto de seu cativeiro italiano como parte de uma trégua que ele, enquanto em cativeiro, auxiliou a negociar entre o [[Império Bizantino]] e os normandos.