Abrir menu principal

Alterações

39 bytes adicionados, 10h35min de 3 de janeiro de 2017
m
sem resumo de edição
Em 1937, a 28 de Maio (11.º aniversário da [[Revolução de 28 de Maio de 1926|Revolução]]) o almirante [[Américo Thomaz]] atribui-lhe a Grã-Cruz da [[Ordem Militar de Cristo]].<ref name="ordens">{{citar web |url=http://www.ordens.presidencia.pt/?idc=153&list=1 |obra= |título=Cidadãos Nacionais Agraciados com Ordens Portuguesas |autor= |data= |publicado=Presidência da República Portuguesa |acessodata=27 de dezembro de 2012 |notas=Resultado da busca de "Marcelo Caetano".}}</ref>
 
Marcelo Caetano tornar-se-ia assim um dos mais prestigiados dirigentes do [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]] e das suas instituições. Foi comissário nacional da [[Mocidade Portuguesa]] (1940-1944), ano em que a 31 de Outubro recebeu a Grã-Cruz da [[Ordem da Instrução Pública]],<ref name="ordens"/> ministro das Colónias (1944-1947), tendo recebido a 16 de Dezembro de 1953 a Grã-Cruz da [[Ordem do Império]],<ref name="ordens"/> presidente da [[Câmara Corporativa]] e ministro da Presidência do Conselho de Ministros (1955-1958). Nesta última data, porém, na sequência de uma crise política interna do regime, viu-se afastado por Salazar da posição de número dois do regime, interrompendo o seu percurso político &mdsah; aceitando porém assumir funções no partido único [[União Nacional]], como presidente da Comissão Executiva.
 
Regressado à vida académica, foi designado reitor da [[Universidade de Lisboa]]<ref>http://memoria.ul.pt/index.php/Caetano,_Marcelo_José_das_Neves_Alves</ref> em 1959, demitindo-se em 1962, no seguimento da Crise Académica desse ano e em protesto contra a acção repressiva da polícia de choque, contra os estudantes.
A 1 de Julho de 1966 [[Américo Thomaz]] agraciou-o com a Grã-Cruz da [[Ordem Militar de Sant'Iago da Espada]].<ref name="ordens"/>
 
Último Presidente do Conselho do [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]], foi deposto pela Revolução de [[Revolução dos Cravos|25 de Abril]] de [[1974]].<ref>{{citar web |url=http://dre.pt/pdfgratis/1974/04/09701.pdf |publicado=[[Diário da República]] |autor= |formato=PDF |título=Lei 1/74 que destituiu Marcello Caetano |data= |acessodata= }}</ref> Ficou conhecido por ser dos raros membros do Governo de [[António de Oliveira Salazar|Salazar]] a favor duma maior liberdade de expressão e pela introdução de ligeiras mudanças no regime, sendo a ala ''marcelista'' conotada com a tentativa de reformar o regime por dentro. De resto, apontam os historiadores, que seria intenção do Presidente da República [[Francisco Craveiro Lopes]], afastado por [[Salazar]], dar o cargo de Presidente do Conselho a Marcelo se se concretizasse a sua reeleição, em [[1958]]. Contudo, quando assumiu o poder, em [[1968]], Marcelo Caetano, apesar de promover alguma liberalização e novas políticas sociais; o que passaria à história como a [[Primavera Marcelista]] &mdash; e até das sucessivas propostas de democratização da [[Ala Liberal]], não implementou a democracia nem logrou uma solução para o grave problema [[Guerra do Ultramar|colonial]].
 
Tendo pedido a sua exclusão do [[Conselho de Estado português|Conselho de Estado]], de que era membro vitalício, não explicou nas suas memórias por que razão, em 1968, na altura do afastamento de Salazar, voltou a esse mesmo Conselho e acabou por ser nomeado presidente do [[Conselho de Ministros]].
- Por outro lado, havia-se atingido a escolaridade obrigatória universal, tinham quintuplicado o número de estudantes no liceu e triplicado nas universidades desde 1928.
 
Isto levava a que Portugal tivesse, principalmente nas cidades, uma nova burguesia que via em Caetano a esperança de abertura política do [[Estado Novo (Portugal)|Estado Novo]]. Esta burguesia esperava de Caetano eleições livres e ainda maior liberalização da economia.
 
Caetano sentia que o apoio desta nova classe era fundamental e tomou algumas iniciativas políticas como renomear a [[PIDE]] como [[Direção-Geral de Segurança]] e permitir à oposição concorrer às eleições legislativas de 1969, no entanto, mais uma vez, sem uma hipótese realística de alcançar quaisquer lugares na [[Assembleia Nacional (Portugal)|Assembleia Nacional]]. Também passou a aparecer semanalmente num programa da [[RTP]] chamado [[Conversas em família]], explicando aos Portugueses as suas políticas e ideias para o futuro do país.
13 655

edições